(62) 3317 5500 • comercial@jornalcontexto.net

Sistema “inteligente” pode virar arma contra o crime rural

Segurança Comentários 15 de novembro de 2013

Sindicato Rural promoveu encontro com produtores e representantes da segurança pública para apresentar sistema de monitoramento rural


Um sistema “inteligente” que pode ajudar a prevenir e a combater os crimes ocorridos em propriedades rurais de Anápolis e região, foi apresentado em reunião do Sindicato Rural, realizada na noite da última terça-feira, 12, no Parque de exposição “Sócrates Diniz”, com a presença de várias autoridades ligadas à segurança pública, dentre elas o titular do 3º Comando Regional da Polícia Militar, Coronel Juverson Augusto de Oliveira e o delegado regional Álvaro Cássio dos Santos.
O Sistema de Monitoramento Rural e Veicular está sendo implantado em Goiás pela empresa Fleshtel, que tem sua sede localizada em Goiânia. Basicamente, o mesmo utiliza um moderno sistema de rádio que opera de forma semelhante ao celular, com apoio de uma torre de sinal. Os equipamentos de comunicação que são disponibilizados nos pacotes de serviço, utilizam a tecnologia digital, que o protege de eventuais “invasores”. O sistema opera, também, por meio de satélite e o usuário pode comunicar-se com a central da polícia ou comunicar-se com os vizinhos que sejam, também, usuários.
Para que tudo funcione, é necessário que haja investimento na torre de comunicação, na a central de operações e a compra individual dos equipamentos a serem instalados nas propriedades. Neste último caso, segundo o diretor da Flashtel, Osnaldo Carvalho da Silva, o investimento deve ficar em torno de R$ 5,2 mil, sendo que este valor é variável, uma vez que em se tratando de equipamentos importados (da marca Motorola), o preço é cotado ao dólar do dia. A implantação da repetidora teria um custo aproximado de R$ 30 mil e a montagem da central de operações, em torno de R$ 20 mil.
O presidente do Sindicato Rural, José Victor Caixeta Ramos, disse que a entidade vem estudando meios para buscar parceiros na iniciativa privada ou mesmo junto aos governos Municipal e Estadual, para a implantação da repetidora e da central de operações e, ainda, apontou que é possível aos produtores contratarem financiamento com cartão do BNDES para financiar o equipamento da propriedade. Ele, ainda, informou que há uma negociação sendo encaminhada com o Banco do Brasil, para abertura de uma nova linha de crédito para investimento em segurança da propriedade rural.
José Caixeta ressalta que o sistema apresentado é, de fato, uma ferramenta que vai levar segurança ao campo. A mesma opinião foi compartilhada pelo Comandante do 3º CRPM, Coronel Juverson, para quem o sistema é muito bem vindo. Conforme avaliou, tecnicamente, é um sistema que trará maior agilidade à PM para a cobertura das ocorrências geradas na zona rural. Na oportunidade, ele não soube precisar o número de ocorrências mensais atendidas, mas enfatizou que “embora a situação não seja alarmante, é preocupante porque quando nós apertamos o cerco na cidade, os criminosos parte para outros locais”, ponderou.
O diretor da Fleshtel, Osnaldo Carvalho, explicou que para utilizar o sistema todos os proprietários rurais terão de estar cadastrados no Sindicato e também na Polícia Militar. Todas as propriedades serão mapeadas, assim como as estradas vicinais para que seja feito o monitoramento das chamadas. Com uso do GPS nas viaturas, a polícia poderá chegar ao local da ocorrência mais rápido, utilizando as melhores rotas. O dispositivo também traz uma série de “truques” para enganar os bandidos caso os mesmos se apossem dos aparelhos. E, na entrada das propriedades, deve ser instalada uma placa mostrando que a área é monitorada, também uma forma de inibir a entrada de meliantes.
Cada repetidora, de acordo com o diretor da empresa, tem capacidade de manter até 600 rádios e, quanto mais torres forem implantadas, maior a área de cobertura e mais eficiente será o trabalho de policiamento preventivo e ostensivo. Para o presidente do Sindicato Rural, José Caixeta, é uma semente que está sendo plantada e que deverá render bons frutos num futuro breve. Em relação aos valores a serem desembolsados, ele ponderou: “o que é bom não custa, vale”.

Autor(a): Claudius Brito

Comentários


Deixe seu comentário Dê sua opinião a respeito desta notícia. Seu e-mail não será publicado.


Código Anti Span Incorreto!
Obrigado! Seu comentário foi postado com sucesso!
Falhou! Preencha todos os campos obrigatórios (*)

+ de Notícias Segurança

Comitiva do Ministério da Ciência e Tecnologia visita a ALA 2

12/10/2017

Na última terça-feira,11, uma comitiva do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) visitou...

Implantação do Polo de Defesa poderá ter linha de crédito federal

12/10/2017

Resultado da reunião ocorrida na última terça-feira, 10, com o ministro da Defesa, Raul Jungmann, o projeto de implantaç...

Fugas expõem fragilidade na segurança da Cadeia Pública

06/10/2017

No domingo, primeiro de outubro, quatro presos conseguiram escapar do Centro de Inserção Social “Monsenhor Luiz Ilc” ap...

ALA 2 começa a se preparar para receber os primeiros caças Gripen

08/09/2017

Denominada de Base Aérea de Anápolis até dezembro do ano passado e, a partir de então, de ALA 2, a unidade local da Forç...