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Sistema de câmeras chegará aos bairros

Segurança Comentários 18 de janeiro de 2013

Vídeomonitoramento, que flagrou atentado no Centro de Anápolis, vai se expandir também para os bairros


Anápolis está sendo mais vigiada. E quem garante isso é o Tenente Coronel da Polícia Militar, Sidney Pontes Ribeiro, responsável pela Assessoria Especial de Segurança Pública Municipal . Vigente, pela Lei Complementar N° 289, desde o primeiro dia desse ano, a nova assessoria abriga o Gabinete de Gestão Integrada Municipal, o GGIM, responsável pelo vídeomonitoramento da cidade. O sistema, que funciona 24 horas por dia, tem convênio com a Polícia Militar e a Associação de Deficientes de Anápolis, ADA, aonde membros desses dois órgãos integram a equipe que monitora as 25 câmeras espalhadas pela cidade.
Foi justamente uma dessas câmeras que flagrou o atentado que o casal de namorados, Thays Mendes, 19, e Guilherme Almeida, 20, sofreram há pouco mais de dez dias, quando passavam pelo cruzamento das avenidas Engenheiro Portela e Barão do Rio Branco, e foram atingidos por um artefato. As imagens, veiculadas nacionalmente, mostram o momento em que um ciclista joga a bomba caseira dentro do carro onde o casal estava, e o momento em que a mesma explode.
As imagens captadas por uma das câmeras do GGIM estão auxiliando a Polícia Civil nas investigações, de forma que o autor do crime possa vir a ser identificado. "As filmagens também podem servir de prova em juízo", ressalta o Tenente Coronel. "As imagens registradas pelas câmeras, funcionam em conjunto. Por exemplo, o ciclista foi visto cerca de cinco minutos antes passando em determinada avenida pela contramão, e depois de lançar a bomba dentro do veículo, subindo a avenida Barão do Rio Branco também pela contramão. Essa sequência de imagens comprova o trajeto que o ciclista fez, caso esse possa vir a tentar desmentir o que as demais câmeras comprovam", explica. Todas as filmagens são gravadas e armazenadas em um HD, estando à disposição somente dos órgãos públicos responsáveis interessados pelo que foi filmado, dentre os quais a polícia.
O que o GGIM busca é antever o crime para evitar que ele aconteça. "Se nosso sistema monitorar suspeitos próximos a uma região bancária, já avisamos a PM sobre o fato, para que sejam tomadas as providências cabíveis", diz Sidney. E, segundo ele, desde que o sistema foi instalado, em dezembro de 2011, a criminalidade diminuiu consideravelmente naquela região, entretanto, os crimes migraram para outras partes da cidade. O fato, inclusive, foi discutido em uma das reuniões do Gabinete, integrado pelas Polícias Militar e Civil, o Corpo de Bombeiros, entre outros, que decidiu instalar mais câmeras pela cidade. "Ainda esse ano, serão instaladas 41 novas câmeras em diferentes pontos da cidade”, informou o assessor de Segurança, destacando que a prioridade será dada aos locais em que há grande aglomeração de pessoas, a exemplo das áreas bancárias e comerciais. Setores como a Jaiara, Vila Formosa, Bairro de Lourdes e ainda, as saídas da cidade, também serão monitoradas por essas novas câmeras que, mais modernas, têm uma definição ainda melhor que as já instaladas.
A Assessoria Especial de Segurança Pública visa, a partir desse ano, atuar com a formulação de políticas públicas, sendo uma destas a política no combate à drogas. "Não queremos trabalhar somente na área repressiva, mas também na área social", explica o Coronel Sidney. "Se as câmeras captarem jovens de uma determinada região fazendo uso de drogas, estaremos detectando não só o fato que ali acontece, mas também a necessidade de serem realizadas palestras anti-drogas nas escolas, por exemplo. Então deixaremos a Secretaria de Educação a par do que acontece naquelas imediações, para que possam tomar providências do gênero", fala. A mesma conduta será adotada pela assessoria se for detectado pelo sistema a ociosidade de jovens em alguma região. "Entraremos em contato com a Secretaria de Esportes para que algum programa específico possa ser implantado ali para ocupar o tempo dos jovens daquela região, evitando, justamente a ociosidade", explica. Dados relativos às regiões, faixa-etárias, entre outros, serão, da mesma forma, repassados aos setores competentes, que podem solucionar os problemas dentro de suas especificidades. "Se captarmos imagens de andarilhos vagando pela cidade, mesmo que não estejam cometendo nenhum delito, informaremos a Secretaria de Desenvolvimento Social, para que a mesma possa ir conversar com esses andarilhos e saber o que faz com que estejam nas ruas, tentando solucionar o problema, retirando os pedintes das ruas", explica. O trabalho não só na área da repressão também é válido para os casos de acidentes de trânsito. "Se um semáforo parar, detectaremos isso por meio do vídeomonitoramento e a CMTT será informada para que envie um agente de trânsito ao local, evitando, assim, possíveis acidentes, como outros transtornos", finaliza.

Autor(a): Carol Evangelista

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