(62) 3317 5500 • comercial@jornalcontexto.net

Sinpol critica fim do direito de greve

Segurança Comentários 07 de abril de 2017

Presidente diz que a decisão será cumprida, mas vê nela uma ação orquestrada


O Sindicato dos Policiais Civis do Estado de Goiás (Sinpol-GO) lamenta e repudia a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), na manhã da última quarta-feira, 05, que, na prática, acabou com o direito de greve – garantido na Constituição Federal – a todos os trabalhadores da segurança pública do Brasil (policiais civis, federais, rodoviários federais e integrantes do Corpo de Bombeiros, entre outras carreiras). A decisão foi do plenário do STF, por 7 votos a 3, no julgamento de recurso extraordinário apresentado pelo Estado de Goiás diretamente ao Supremo em ação civil pública relativa a uma greve dos policiais civis de Goiás realizada em 2006. Recurso semelhante já havia sido rejeitado pelo Tribunal de Justiça do Estado de Goiás, que entendeu que a greve havia sido legal. Como a decisão tem repercussão geral, vale para todo o país, explica o advogado do Sinpol-GO, Bruno Pena.
“A decisão será cumprida, mas não concordamos com ela, não quer dizer que os ministros do Supremo estejam certos”, diz o presidente do Sinpol-GO, Paulo Sérgio Alves de Araújo. “Lamentamos que nosso direito à greve tenha sido retirado justamente em um momento em que o governo federal e os governos estaduais, de forma articulada, estão tirando direitos de nossa categoria, como a aposentadoria policial”, diz Paulo Sérgio, lembrando que tramitam no Congresso Nacional projetos como o que quer pôr fim ao Imposto Sindical. “O que percebemos é que há uma grande ofensiva contra os trabalhadores e no sentido de enfraquecer os sindicatos. É uma reação do Estado, como um todo, contra direitos conquistados em mais de um século, que estão sendo retirados agora, dessa forma abrupta”.
Paulo Sérgio lembra que a atividade policial é uma das mais arriscadas do mundo e que, além do risco de vida diário a que os policiais estão submetidos, ainda enfrentam péssimas condições de trabalho e salários aviltantes. “No caso de Goiás, nosso vencimento básico foi reduzido em dois terços, passando para R$ 1,5 mil, o mais baixo do Brasil. E ainda há essa ação articulada para enfraquecer os sindicatos”, observa, acrescentando que no recurso extraordinário ao STF o Estado de Goiás buscava também que, assim como ocorre com os militares, que os policiais civis fossem impedidos de se sindicalizar. O STF, no entanto, manteve o direito à sindicalização.

Autor(a): Da Redação

Comentários


Deixe seu comentário Dê sua opinião a respeito desta notícia. Seu e-mail não será publicado.


Código Anti Span Incorreto!
Obrigado! Seu comentário foi postado com sucesso!
Falhou! Preencha todos os campos obrigatórios (*)

+ de Notícias Segurança

Comitiva do Ministério da Ciência e Tecnologia visita a ALA 2

12/10/2017

Na última terça-feira,11, uma comitiva do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) visitou...

Implantação do Polo de Defesa poderá ter linha de crédito federal

12/10/2017

Resultado da reunião ocorrida na última terça-feira, 10, com o ministro da Defesa, Raul Jungmann, o projeto de implantaç...

Fugas expõem fragilidade na segurança da Cadeia Pública

06/10/2017

No domingo, primeiro de outubro, quatro presos conseguiram escapar do Centro de Inserção Social “Monsenhor Luiz Ilc” ap...

ALA 2 começa a se preparar para receber os primeiros caças Gripen

08/09/2017

Denominada de Base Aérea de Anápolis até dezembro do ano passado e, a partir de então, de ALA 2, a unidade local da Forç...