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Sindicalista baleado ainda corre risco de morrer

Violência Comentários 24 de agosto de 2012

Não existe, pelo menos por enquanto, um indicativo sobre as causas da tentativa de homicídio contra presidente de sindicato


Manhã de terça-feira, 21. O Presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Mecânica e Metalurgia de Anápolis, Nivaldo Ferreira de Souza, cumpria a rotina de sempre. Por volta de oito da manhã tirou o carro (Honda Civic, placas NKA 9846) da garagem de sua residência, na Rua Pedro Álvares Cabral, Vila Nossa Senhora D’Abadia e partiu em direção ao centro da Cidade para levar os filhos à escola. Não andou muito. Quando estava na Rua Belém, ainda próximo de sua moradia, viu que um carro preto, com uma faixa na porta, identificado como sendo da marca FIAT, modelo Pálio, se emparelhou com o dele e do seu interior foram feitos vários disparos de arma de fogo. Nivaldo foi atingido no antebraço direito, no tórax e no abdome. Sem perder a consciência, ele foi socorrido pela Polícia Militar e pelo SAMU e levado, em estado grave, para o Hospital de Urgências. Os policiais recolheram o celular da vítima e várias cápsulas calibre 380 para perícia.
Nivaldo Ferreira de Souza tem 55 anos (12/02/57) e presidia o Sindicato há vários mandatos. Como a Polícia Civil está em greve, pouca coisa foi feita, até agora, em termos de investigações. Familiares e amigos ouvidos a respeito do atentado, preferiram não se alongarem nos comentários, tendo em vista a complexidade do crime. Para a família, o mais importante do que descobrir as causas e a autoria do crime, no momento, é a preservação da vida da vítima. Na quinta-feira, 23, seu estado ainda era grave e ele permanecia internado na UTI do Hospital de Urgências “Doutor Henrique Santillo”. Policiais experientes ouvidos, de maneira informal, asseguram que se trata de “crime encomendado” tendo em vista algumas particularidades, como o local, o horário e as características da tentativa. “A pessoa que atirou sabia em quem, e por que, estava atirando. Depois, não foi roubado nada da vítima”, disse um delegado aposentado. Mas, a motivação para o crime pode ser variada. “De rixas entre a categoria; disputa de comando; ocupação de espaço, até, acerto de contas, motivação passional, etc. Nada pode ser descartado numa situação dessas”, alegou o policial. A expectativa é de que Nivaldo recobre a saúde e tenha condições de prestar esclarecimentos, oferecer pistas ou, indicar evidências sobre o assunto. Mas, pelo que consta, enquanto não acabar a greve da Polícia Civil, dificilmente o crime será desvendado.
Emival Ferreira de Souza, irmão do sindicalista, disse na tarde da na última quinta-feira,23, que o estado dele ainda era grave, mas estável, segundo os médicos. Outra preocupação é, também, garantir a segurança do paciente, o que foi devidamente providenciado.

Recorrente
As mortes e tentativas de assassinatos contra lideranças sindicais são vistas como normais no Brasil. São vários os casos de grande repercussão em nível nacional. Grande parte delas acontece por conta de disputas internas, ou, de interesses contrariados. Em Goiás, o caso mais emblemático e famoso foi o assassinato do líder sindicalista rural Nativo da Natividade, assassinado em 1985 na cidade de Carmo do Rio Verde, no Vale do São Patrício, um processo que se alongou por décadas, até ser arquivado por prescrição há alguns anos. No caso de Anápolis seria precoce qualquer comparação com fatos semelhantes, muito embora algumas evidências e indícios possam apontar para isto.

Autor(a): Da Redação

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