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SIC apresenta levantamento prévio do desempenho industrial no Estado

Economia Comentários 28 de dezembro de 2013

PIB, balança comercial e atração de investimentos tiveram incrementos acima da expectativa, na avaliação do secretário Alexandre Baldy


Manter os patamares de crescimento econômico do Estado, mesmo diante da crise que assola os países asiáticos e europeus, é um dos desafios encampados pela Secretaria de Indústria e Comércio. A avaliação é do titular da Pasta, Alexandre Baldy, que fez um balanço das conquistas de Goiás, na área econômica.
Em 2011, o PIB de Goiás apresentou acréscimo de 6,7%, chegando à soma total de riquezas no valor de R$111,269 bilhões. Isso representou 2,7% do PIB Nacional e a manutenção de Goiás na nona posição no ranking dos Estados brasileiros. A composição do PIB foi feita da seguinte maneira: 60,70% pelo comércio e serviços; 26,80% pela indústria e 12,50% pelo setor agropecuário.
Já a balança comercial em 2013 está caminhando para ser encerrada no mesmo patamar do ano passado, acima dos U$7 bilhões. “Consideramos que 2013 foi positivo, pois atingimos bons resultados em diversos indicadores econômicos. Tanto o PIB quanto o PIB industrial figuraram acima da média nacional. Estamos entre os cinco maiores estados em produção industrial. A geral de emprego atingiu saldo recorde até o mês de novembro, com mais de 90 mil empregos criados, entre postos abertos e encerrados. Nossa balança comercial deve manter os números de 2012, podendo atingir os U$7,100 bi (sete bilhões e cem milhões de dólares), com o saldo comercial acima de U$ 2,100 bi (dois bilhões e cem milhões de dólares), detalhou Alexandre Baldy.
Outro fator positivo este ano foi o número de constituições de empresas que superaram o de extinções, tendo sido iniciados 21.529 novos negócios diante de 8.506 extintos. “A criação do Vapt Vupt Empresarial contribuiu sobremaneira para auxiliar os novos empresários neste processo. No período de um ano foram realizados 145 mil atendimentos, com índices de satisfação de 99,8%”, informou o secretário.
O programa de incentivo Produzir/Fomentar aprovou 100 novos projetos até outubro de 2013, que serão responsáveis pela criação de 8.820 empregos diretos. A medida gerou R$1,044 bilhão em investimentos fixos. “Trabalhamos com o programa Produzir/Fomentar de forma descentralizada, para que mais municípios goianos fossem contemplados”, explicou.
Sobre os desafios futuros, o secretário considera fundamental trabalhar a manutenção dos programas de incentivos fiscais, que tornam os investimentos em Goiás mais atrativos, compensando a distância com o maior mercado consumidor do País, situado no Sudeste. “Precisamos conseguir mais recursos para o Estado e a manutenção dos incentivos fiscais que são a principal mola de atração de investimentos e que nos possibilitaram captar investimentos do setor privado em 2011 a 2013 superiores a R$31 bilhões de reais”, calculou.
Na ocasião, foi apresentada uma prévia do resultado de um Censo realizado com a participação de 456 empresas beneficiadas com os programas de incentivo do Governo de Goiás. O estudo mostrou que a concessão de incentivos fiscais figura como o principal estímulo para se investir no Estado, seguido da localização geográfica, proximidade e disponibilidade da matéria-prima e, por último, a proximidade com o mercado consumidor.
“Esse Censo representa um importante documento para balizar as políticas públicas para o setor produtivo de agora em diante. Estamos diante da apreciação de 456 empresas que representam 50% de todo o PIB do Estado e que contam com os incentivos para se desenvolverem”, refletiu.

Autor(a): Da Redação

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