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Setor Industrial é contra um novo aumento na revisão tarifária

Economia Comentários 03 de agosto de 2018

Entidade que representa os consumidores, o Conceg, contratou consultoria para acompanhar o processo


A Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), divulgou uma nota pública se posicionando contra novo aumento na conta de energia elétrica, que pode acontecer na revisão tarifária pleiteada pela Enel Distribuição Goiás (antiga Celg) junto à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). A proposta da concessionária prevê readequação em torno de 25% para a alta tensão, que abrange o setor industrial e 12% para baixa tensão, abrangendo o consumo residencial e outras classes consumidoras.
“Nos últimos três anos, enquanto o setor produtivo sofre com a recessão, demitindo milhares de funcionários e acumulando prejuízos com a interrupção do fornecimento de energia elétrica devido aos investimentos aquém em infraestrutura, vemos a competitividade de nossas indústrias ser comprometida diante de reajustes tão taxativos”, destaca o documento, assinado pelo presidente da entidade, Pedro Alves. A nota lembra ainda que, no final do ano passado, ouve um incremento em torno de 15%.
Presidido pelo empresário anapolino Wilson de Oliveira, o Conselho de Consumidores de Energia Elétrica de Goiás (Conceg) tem acompanhado de perto e com preocupação esta questão, sobretudo, em relação às chamadas “fake news”, que estão sendo veiculadas em redes sociais. As notícias falsas dão conta que o aumento da tarifa pode ocorrer já neste mês de agosto. O que, segundo ele, não procede, haja vista que o processo de revisão tarifária ainda está em curso.
Wilson de Oliveira adianta que no dia 23 próximo, uma audiência pública será realizada em Goiânia, com o objetivo de discutir a questão da revisão tarifária. Ele observa que a Aneel, por meio de seu corpo técnico, está analisando os dados fornecidos pela concessionária, checando de forma criteriosa todas as informações sobre investimentos, relatórios técnicos de qualidade dos serviços, dentre outros, para verificar se os dados fornecidos pela concessionária para pleitear o reajuste, são condizente e se estão corretos.
Ainda segundo Wilson de Oliveira, o Conceg contratou uma consultoria especializada de São Paulo para subsidiar a entidade no processo da revisão tarifária, além do trabalho de acompanhamento do seu quadro próprio e dos conselheiros para, da mesma forma, participar de forma ativa de todos os procedimentos que envolvem a revisão tarifária na Aneel. Somente no mês de outubro próximo é que a proposta da revisão deverá ser homologada, com os seus efeitos previstos para viger a partir do mês seguinte, ou seja, a partir de novembro.
Para Wilson de Oliveira, é uma situação delicada e complexa porque, de um lado, a Enel Distribuição Goiás busca adequar sua tarifa a fim de executar uma melhor prestação de serviços, inclusive, tendo herdado um período de muitos anos com investimentos baixos em relação à demanda. O que não é fácil de se suprir de uma hora para outra, pois os investimentos neste segmento são, via de regra, vultosos. De outro lado, estão as classes consumidoras, que buscam, com razão, um serviço de melhor qualidade, mas sem ter de arcar com uma carga significativa de aumento, haja vista já estar sendo sacrificada com o ônus da carga tributária brasileira que é demasiadamente alta.
“O Conceg está atento a todas estas nuances. O importante é que a população saiba que ela não está órfã de representação. O Conselho está estruturado e atuante. No mês de maio, realizamos o I Encontro Centro-Oeste de Conselho de Consumidores de Energia Elétrica, quando tivemos a satisfação de receber mais de 100 participantes de diversos estados brasileiros, para debatermos diversas questões de interesse das classes representadas. Enfim, estamos trabalhando, muito, e conscientes do dever que temos com a nossa missão de representação, com o dever cívico que temos, também, com o desenvolvimento de Goiás. E, dentro do equilíbrio, vamos pautar essa atuação agora na revisão tarifária e nas demais questões que exigem nossa participação”, ressaltou o presidente do colegiado.

Autor(a): Claudius Brito

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