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Setor imobiliário sente os reflexos da má fase vivida pela economia brasileira

Economia Comentários 21 de abril de 2016

Empresários dos ramos de vendas e aluguel traçam perfil preocupante para os rumos dos negócios


Consequência natural da crise econômica que o País enfrenta atualmente, o aumento da oferta de imóveis no mercado imobiliário de Anápolis provoca uma acentuada redução nos preços dos aluguéis, especialmente dos comerciais. Entre os especialistas do mercado e locadoras que funcionam na Cidade, esta constatação é praticamente unânime, um fato que os força a serem mais abertos à negociação para não ficarem no prejuízo ou, com o imóvel fechado.
“No estágio atual da crise, o empresário, de uma maneira geral, fica sem inspiração para montar um novo comércio ou outra atividade econômica qualquer”. A avaliação é do empresário do ramo imobiliário Idelvan Silvestre. Ele revelou que aqueles que insistem em manter aberto o seu negócio enfrentam, também, muitas dificuldades.
Idelvan Silvestre explicou que dois fatores contribuem para agravar as dificuldades do empresariado. “O primeiro é a queda no consumo e a consequente redução em seus ganhos”, disse. O segundo fator, outra consequência da queda do consumo, é a dificuldade que a redução nos lucros acarreta para fazer frente a despesas com aluguel; consumo de energia; água, telefone; internet, encargos trabalhistas “e, o mais grave ainda, o grande peso dos impostos”.
Carmo Ribeiro, outro empresário do ramo imobiliário endossa a avaliação de Idelvan Silvestre e revela que a crise financeira provocou a abertura de uma temporada de pedidos de renegociação por parte dos inquilinos, “E, os proprietários estão se rendendo”, conta Carmo Ribeiro, ao revelar que muitos donos de imóveis comerciais se conscientizaram que ficou para trás o tempo em que o valor da locação era corrigido de acordo com o incremento da economia nacional e a localização do imóvel.
Carmo Ribeiro e Idelvan Silvestre garantem que muitos proprietários passaram e entender a gravidade da crise financeira que o País vive e já aceitam não aumentar o valor da locação, ou mesmo, reduzi-lo. Segundo eles, para manter o inquilino, em alguns casos, os descontos variam de 20% a 40%.
Mesmo assim, mais de 20% dos imóveis comerciais existentes na Cidade se encontram fechados, conforme estimativas dos dois empresários. Outro fato que ocorre no mercado de locação de imóveis comerciais, também de acordo com Carmo Ribeiro e Idelvan Silvestre, é a migração para outros setores, como forma de evitar o pagamento de aluguel de custo muito alto.
No centro, onde é visível o grande número de imóveis comerciais desocupados, o preço da locação é sempre mais alto em relação aos de outras regiões. No entanto, o trânsito intenso e a dificuldade de se encontrar estacionamento estão afugentando alguns empreendimentos para bairros como o Jundiaí; JK; Vila Góis; Vila Jaiara, Santa Isabel e setores adjacentes.
Mas, independentemente de todas estas questões, os dois empresários sustentam que a culpa por todos os problemas que o setor imobiliário enfrenta é a situação financeira em que o País esta vivendo. “Enquanto não houver uma mudança na política econômica para surgir um novo alento para o empresário e o povo em geral, tudo fica como está e com tendência de se agravar ainda mais”, afirmou Carmo Ribeiro, para quem, “o atual governo não tem nenhuma capacidade para gerir a economia brasileira. Além de não saber gerir a economia, a presidente Dilma Rousseff está levando o país para um buraco sem fundo”, concluiu.
Opinião semelhante foi manifestada por Idelvan Silvestre. Segundo ele, a indefinição na política econômica sacrifica o empresário, “que ficam sem norte para saber para onde ir” e também o trabalhador, que corre risco de perder emprego e renda. Idelvan Silvestre diz que a falta seriedade na política econômica do Governo deixa o empresariado, e todo o Brasil, sofrendo porque não oferece nenhuma perspectiva para se investir.

Autor(a): Ferreira Cunha

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