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Setor expõe gargalos que ainda impendem maior crescimento

Economia Comentários 26 de junho de 2015

Demandas foram apresentadas ao ministro de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, que esteve em recente visita a Anápolis


O presidente do Sindicato das Indústrias Farmacêuticas no Estado de Goiás (Sindifargo), Heribaldo Egídio e o executivo da entidade, Marçal Henrique Soares, entregaram ao ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, Roberto Mangabeira Unger, em visita que o mesmo fez a Anápolis no dia 19 último, um documento contento informações sobre o potencial da indústria farmacêutica goiana e os seus principais gargalos.


A entrega do referido documento veio de encontro ao objetivo da missão dada ao ministro pela Presidente Dilma Rousseff, que é identificar e aproveitar as vantagens competitivas da Região Centro-Oeste, com vistas a sinalizar ações e metas para fortalecer a economia dos estados com políticas públicas de educação, empreendedorismo, inovação tecnológica, dentre outras.


Mangabeira Unger cumpriu uma extensa agenda em Goiás. Ele se reuniu com o Governador Marconi Perillo e lideranças políticas e do setor produtivo no Palácio das Esmeraldas, em Goiânia. E, esteve em Anápolis para conhecer o parque industrial local. Durante a visita ele conheceu as instalações da Brainfarma, um dos maiores complexos farmacêuticos da América Latina. Ele foi recebido pela diretoria da empresa, juntamente com diversas autoridades, dentre elas, o prefeito João Gomes e o presidente em exercício da Federação das Indústrias do Estado de Goiás, Wilson de Oliveira.


Após visitar as instalações da fábrica e ouvir as demandas dos empresários locais e quais são os entraves principais que emperram as pesquisas, inovações e práticas produtivas locais, o ministro concluiu: “O que vi, me entusiasma. Estou querendo, agora, trabalhar muito diretamente com o Governador Marconi Perillo e com todos os governadores da região neste movimento do Centro-Oeste, para uma nova estratégia nacional de desenvolvimento baseada em fortalecimento de capacitação educacional e ampliação de oportunidades produtivas”, disse Mangabeira Unger.


Na avaliação do presidente do Sindifargo, Heribaldo Egídio, o encontro com o ministro foi altamente positivo. “Recebemos, de bom grado, esta preocupação da Presidência da República, no que tange a uma agenda desenvolvimentista pós-ajuste fiscal para a região Centro-Oeste, especialmente, discutindo-se diretrizes para o fortalecimento da indústria farmacêutica goiana”, ressaltou.


“Foi uma visita importante, demonstrando que Goiás e Anápolis estão na agenda da Presidência da República quanto ao fortalecimento da indústria e da economia regional como um todo. E, sobretudo, com foco na indústria farmacêutica de Goiás, que é a segunda maior do País e com enorme potencial de crescimento”, reforçou o presidente da FIEG, Wilson de Oliveira.


 


O documento


O documento elaborado pelo Sindifargo e entregue ao ministro Mangabeira Unger destaca que, no ano de 2014, foram produzidos em Goiás mais de 17 bilhões de comprimidos e cápsulas; mais de 227 milhões de frascos em geral; 334 milhões de ampolas de injetáveis, seja em vidro e/ou polietileno; 90 milhões de bolsas de solução parenteral de grande volume (soro); 66 milhões de bisnagas contendo cremes e pomadas; 33 milhões de produtos variados para a saúde. Além disso, na cadeia produtiva, mais de 10 milhões de cápsulas gelatinosas duras e 29 milhões de bisnagas de alumínio.


Hoje, conforme apontou o documento, as indústrias empregam cerca de 12,5 mil trabalhadores. Deste total, mais de 10 mil somente em Anápolis, onde se concentra a maioria das plantas fabris. Foram apontadas como potencialidades, a alta capacidade de investimento das empresas (a capacidade instalada pode crescer até 20%); capacidade técnica; existência do Porto Seco (Estação Aduaneira); posição estratégica privilegiada. Além disso, foram relacionadas vantagens do polo industrial, com relação a incentivos fiscais, infraestrutura no Distrito Agro Industrial de Anápolis; construção do Arranjo Produtivo Local e forte diálogo com o Governo e o Fórum Empresarial, e uma série de outros.


Em relação aos gargalos, as principais preocupações da indústria farmacêutica são com relação à questão energética (volume e qualidade) e falta de estrutura necessária por parte do órgão regulador, no caso a ANVISA, para dar respostas mais rápidas e em prazos suportáveis ao setor regulado. Além disso, o setor esbarra em dificuldades devido ao número excessivo de regulamentos com prazos inexequíveis. “Necessário se faz dar um prazo para a consolidação dos regulamentos publicados, adequações das indústrias e, principalmente, para a capacitação de técnicos”, destaca o documento, apontando como exemplo a norma da Rastreabilidade de Medicamentos, que exigirá, somente do setor industrial, mais de R$ 1 bilhão em investimentos até o final de 2016.


Além disso, foram elencadas algumas ameaças, como a dependência de importação de 93 de insumos ativos; fim dos incentivos fiscais, em tramitação no Congresso Nacional; fim da desoneração da folha de pagamento; altas taxas de juros; aumento dos impostos de importação nos insumos; variação cambial e variações internacionais de preços; tabelamento de preços dos medicamentos e ameaças locais, relacionadas à infraestrutura do DAIA.


“Como o Ministro pode ver, apesar de tantos gargalos e desvantagens, nossos empresários vivem desafiando e, às vezes, vencendo estes obstáculos e colocamos no mercado, no ano de 2014, a importante quantidade de 1.379.390.028 apresentações de medicamentos que, convertidos em Doses de Medicamentos, podemos afirmar que 2.127 são usadas pela população do Brasil e de outros países, a cada Segundo”, arremata o documento.

Autor(a): Da Redação

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