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Sete dicas para você fazer exame de sangue

Saúde Comentários 23 de maio de 2014

Quando você vai ao médico e ele te solicita vários exames de sangue, logo vem à cabeça o tempo de jejum. Nem sempre tal abstinência se faz necessária, confira:


Na hora em que o médico prescreve um exame de sangue, bate logo o desânimo só de pensar no incômodo jejum, que pode chegar até 12 horas em alguns casos. Mas não precisa ser assim. O teste mais solicitado pelos médicos, o hemograma, por exemplo, não requer nem um minuto de abstinência.
O diretor-médico e patologista clínico do laboratório Atalaia, Gustavo Rassi, destaca: “é importante lembrar que o jejum não é necessário para muitos exames. Alguns podem até necessitar de uma dieta especial, mas o que vai determinar essa prática será o método de realização, por isso é muito fundamental se informar antes da realização dos testes.”

1 - Quando é necessário fazer jejum?
Geralmente, o jejum é indicado para os exames que podem gerar resultados diferentes se relacionados com a alimentação, como glicose e triglicerídeos. A necessidade ou não de jejum também vai depender de como o exame foi solicitado pelo médico.

Alguns exemplos:
• Triglicerídeos - de 12 a 14 horas de jejum. No entanto, se o médico solicitar triglicerídeos pós-prandiais, o exame é feito após uma alimentação.

• Glicose, insulina, peptídeo C - de 8 a 12 horas. Entretanto, se for solicitada glicose pós-prandial, esta também é coletada após uma alimentação.

• Colesterol - não há interferência de uma alimentação como o café da manhã.

2 - Criança não precisa ficar sem comer
Outra regra importante, mas pouco conhecida, é que, para crianças de até seis anos, dispensam-se longos períodos de jejum e a coleta é realizada o mais próximo possível da alimentação seguinte.

3 - Colha seu sangue alimentado!
Exames mais comuns que não necessitam de jejum: hemograma; tipagem sanguínea; beta HCG (teste de gravidez); plaquetas; PSA (antígeno prostático específico); hepatite (todos os tipos); T3, T4 e TSH (exames para avaliação da função da tireoide); sorologias para rubéola e toxoplasmose; ureia; creatinina; magnésio; cálcio; potássio; sódio; progesterona; bilirrubina e anti-HIV, entre outros.

4 - Pela manhã
A maioria dos exames não precisa ser realizada somente no período da manhã, já que muitos testes dispensam o jejum completamente ou necessitam de poucas horas de abstinência, que podem representar o intervalo entre as grandes refeições. Alguns outros, embora liberados do jejum, precisam ser feitos em horários específicos. É o caso da dosagem de ferro e dos hormônios ACTH, cortisol e CTx. Isso porque há substâncias que sofrem variação ao longo do dia e atingem o nível máximo pela manhã. A recomendação para esse tipo de exame é específica para cada um deles. Cortisol e ACTH devem ser coletados entre 7 e 9 horas e ferro, até 10 horas.

5 - Jejum e alterações fisiológicas
Aos poucos, as reservas de glicose, rapidamente disponíveis no corpo, vão se esgotando, e outras fontes de energia, como proteínas e gorduras, passam a ser utilizadas para que o organismo se mantenha vivo. Quanto mais longo for o jejum, mais gordura e proteínas são consumidas. Por isso, para alguns exames relacionados ao metabolismo de elementos, como glicose e gorduras, há definições de tempo de jejum, pois o valor de referência do exame foi padronizado com esse tempo.

6 - Bebidas alcoólicas e tabaco
Um cuidado extra deve ser tomado com a ingestão de bebidas alcoólicas e o uso tabaco. Alguns testes exigem abstinência por períodos específicos dessas substâncias. Por exemplo, o ideal para a dosagem dos triglicerídeos e da glicose é a interrupção de álcool por três dias.

7- Quando essas regras não se aplicam?
Sempre que o médico orientar um procedimento diferente do padronizado. Em casos especiais, é importante para o diagnóstico ou o acompanhamento do paciente que algum exame seja realizado fora desses padrões e, conforme a sinalização na requisição médica, cabe ao laboratório atender a essa exigência.

Autor(a): Da Redação

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