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Servidores municipais reivindicam direitos

Política Comentários 14 de novembro de 2014

Em assembleia, eles pediram garantias do Poder Público local de que benefícios como adicional de insalubridade e periculosidade para alguns setores da administração sejam mantidos


Servidores públicos municipais participaram, na última quarta-feira, 12, de uma assembleia geral promovida pelo Sindicato dos Funcionários e Servidores Públicos Municipais de Anápolis (SindiAnápolis). A presidente da entidade, Regina de Faria Brito, informou que a iniciativa foi um “chamamento de todos os servidores da administração centralizada para uma pauta vinculada aos adicionais de periculosidade e insalubridade”.
Estiveram presentes, em sua maioria, servidores da infraestrutura; da limpeza de escolas e creches municipais e vigias efetivos do Município. Funcionários ligados à Secretaria de Obras, Serviços Urbanos e Habitação, também, compareceram. De acordo com a presidente do SindiAnápolis, Regina de Faria, neste ano houve uma retirada do adicional de insalubridade e periculosidade de alguns funcionários, citando como exemplo os da limpeza de escolas. Ela pontuou que funcionários de uma mesma escola recebiam a insalubridade, enquanto outros ficavam sem o benefício. Ela chamou de “critério muito subjetivo”, aquele utilizado durante as perícias nas instituições de ensino e que indicam se um funcionário deve, ou não, receber esta garantia.
Regina de Faria, também, indicou que há dificuldades de “emplacar as propostas de alterações do plano de cargos e vencimentos” dos funcionários públicos ligados à chamada “administração centralizada”. O Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos da Administração Direta, Autarquias e Fundações do Município de Anápolis foi sancionado em 2009 pelo então prefeito Antônio Roberto Gomide (PT).
Conforme a sindicalista, apesar de ter trazido benefícios para os servidores, como a promoção de carreira, o plano ainda deixa a desejar em alguns pontos. Como exemplo, ela citou que a maioria dos servidores, à época da sanção do plano, estava com o salário-base defasado em, até, 40%. E, uma vez que os rendimentos do funcionalismo público local têm como base os reajustes do salário mínimo, servidores com nível superior e nível médio de escolaridade ficaram prejudicados, na sua opinião.
A presidente do SindAnápolis comentou que os funcionários participantes da Assembleia “queriam paralisar”. “Nós pedimos, ainda, a possibilidade de conversar, mais uma vez, com o Prefeito, ouvir dele”, destacou. E informou que, caso não seja possível uma “conversa”, os servidores em questão poderão partir para “mobilizações mais sérias”, o que terá de ser decidido em outras assembleias.

Autor(a): Felipe Homsi

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