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Sequestro e suicídio causam muita polêmica nos meios policiais

Violência Comentários 23 de maro de 2017

Rapaz diz ter sido levado por três homens armados. Estudante foi encontrada morta em apartamento


A notícia de um insólito sequestro, que teria ocorrido na terça-feira, 21, está intrigando as autoridades policiais de Anápolis, devido às circunstâncias e aos desdobramentos que o citado crime teria observado. Nele figura como vítima um jovem de 22 anos, de nome Marco Aurélio, formado em Química, funcionário de uma indústria de bebidas e morador na região da Vila Jaiara.
De acordo com o que foi relatado, Marco Aurélio teria saído de casa com destino ao trabalho e, minutos depois, teria enviado mensagens via celular, em que relatava ter a sensação de estar sendo seguido. Depois destas mensagens ele desapareceu. Não chegou ao local de trabalho e nem se comunicou mais com os familiares. Diante da situação, foi iniciada uma grande varredura pela Cidade com o objetivo de encontrá-lo. Ele foi descrito como um jovem normal; trabalhador, estudioso e sem envolvimentos com ilicitudes. A procura aconteceu nos mais diferentes locais, foram feitos comunicados à Polícia e adotados outros procedimentos.
No começo da noite veio o alívio. Marco Aurélio foi encontrado na região da Vila Fabril. Só que, apresentava um quadro de debilidade física, com as roupas danificadas e cheias de uma substância, provavelmente cola, e se apresentava muito confuso.
Transportado para sua residência, Marco Aurélio relatou ter sido abordado por três indivíduos armados com revólveres, na Avenida “João Pinheiro” e colocado dentro de um carro. A seguir, foi levado para o interior de uma casa, segundo ele, de alto padrão, onde teria sido submetido a sessões de tortura e, quando revelou ser técnico em Química, teria sido solicitado a produzir algumas fórmulas. Ele disse, também, que teria sido obrigado a ingerir substâncias análogas a água sanitária e que sofrera várias agressões físicas.
Como seu estado de saúde não era satisfatório, a Polícia Militar, que o transportou em segurança para casa, relatou que, a partir de então, o caso seria de competência da Polícia Civil. Mas, os militares não conseguiram saber de Marco Aurélio, a marca, o modelo e nem a cor do carro no qual fora sequestrado; a referência do imóvel onde ele disse ter sido mantido refém durante todo o dia e nem quantas pessoas estavam na cena do crime. Também, não falou de que forma foi deixado às margens da GO 222, entre Anápolis e Campo Limpo. Este crime movimentou as redes sociais e causou muita polêmica, devendo ter desdobramentos a partir de agora.
Suicídio de estudante
O encontro do cadáver da estudante de Psicologia Monique Pauxis Martins, natural do Estado do Pará e que morava sozinha em um condomínio da Avenida José Neto Paranhos, em Anápolis, é outro caso que está gerando muita polêmica. Tratado, inicialmente, como suicídio, devido às evidências, dentre elas uma extensa carta digitada em computador, encontrada em seu apartamento, ainda não existe uma conclusão definitiva sobre o caso. Na carta, Monique se desculpa com familiares, principalmente com sua mãe e se mostra como uma pessoa perseguida, depressiva e desanimada.
A estudante trancou a matrícula na faculdade onde estudava, em Belém, e transferiu-se para Anápolis, devido ao assédio de que dizia estar sendo vítima, em virtude de seu envolvimento em um acidente de trânsito ocorrido em agosto de 2014, quando o carro que ela dirigia bateu em outro. Três pessoas que estavam no interior do veículo acabaram morrendo. O caso gerou grande repercussão em Belém e foi bastante explorado na mídia e nas redes sociais do Estado do Pará. De acordo com ela, houve excesso do noticiário, com os veículos de comunicação atribuindo-lhe a culpa pela morte dos três rapazes. Por conta disso, ela alegava ter sofrido várias ameaças. Monique foi acusada de estar participando de um “racha”, em alta velocidade. Por isso, vinha sendo atacada nas redes sociais. Monique, inclusive, movia uma ação por danos morais contra o jornal Diário do Pará (número 000 8043... sob a tutela da juíza Rosana Lúcia de Canelas Bastos, da 4ª Vara Cível e Empresarial de Belém) onde pede a retirada do material do site do referido jornal, por se achar prejudicada. A Polícia Civil, em Anápolis, trabalha para a efetivação do inquérito relativo a este caso.

Autor(a): Da Redação

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