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Senadores falam aos empresários em encontros na ACIA

Cidade Comentários 04 de setembro de 2015

Parlamentares goianos discorreram sobre o momento econômico nacional


A Associação Comercial e Industrial de Anápolis definiu o último mês de agosto como um período destinado ao debate de temas importantes e de interesse do empresariado. Para tanto, elaborou uma pauta com a presença de parlamentares que têm ligações com o Município e com lideranças classistas ligadas ao empreendedorismo em geral. O primeiro a participar foi o Senador por Goiás Ronaldo Caiado, do Democratas, que abordou os acontecimentos envolvendo a economia brasileira na órbita do Congresso Nacional.


Em sua fala, o Senador Ronaldo Caiado concentrou críticas à proposta do Governo Federal em promover a unificação do Imposto Sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) o que, no seu entendimento, prejudica, muito, os estados em crescimento econômico, pois tira deles a possibilidade de adotarem políticas próprias de incentivos e de atração de novos empreendimentos, como é o caso do Programa Produzir, em Goiás. Caiado disse aos empresários anapolinos que pretende defender a manutenção da atual política de incentivos adotada por estados em desenvolvimento, embora considere ser uma tarefa muito difícil.


A respeito do futuro da CELG, Companhia Energética de Goiás. Caiado disse que, hoje, aquela empresa não consegue atender à demanda e que muitos projetos econômicos estão prejudicados com a falta de energia elétrica. Ele criticou a forma com que foi feita a transferência da CELG para a Eletrobras, assegurando ter sido uma operação altamente prejudicial ao povo goiano.


Sobre o Fundo Centro Oeste (FCO) financiador de projetos econômicos na região, mas que não tem atendido às finalidades para as quais foi constituído. Caiado criticou que a maior parcela dos investimentos para o Centro Oeste está sendo destinada ao Distrito Federal (Brasília) cujo projeto original não é ser uma região produtora de bens e, sim, o centro administrativo do País. Ele disse, mais, que Brasília tem a maior renda per capita do Brasil e o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) elevado, não necessitando, desta forma, de tantos incentivos. Para ele, os recursos que vão para Brasília, fazem falta nas outras unidades do Centro Oeste e que esta situação precisa ser revertida.


Lúcia Vânia


E, na sequência do ciclo de palestras proposto pela ACIA, a Senadora da República por Goiás, Lúcia Vânia Abrão Costa (PSB), foi a convidada da noite de quarta-feira, 28. Ela falou, por durante uma hora, aos convidados, na Sala de Reuniões “Deocleciano Moreira Alves” e discorreu sobre temas diversos, dentre eles, o momento econômico vivido no País e no Estado, muito especialmente sobre a proposta de unificação das alíquotas do Imposto Sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) em tramitação no Congresso Nacional e que, se aprovada, acaba com a diferenciação nos incentivos fiscais, prejudicando os estados em desenvolvimento.


A Senadora disse que, embora o assunto seja preocupante, ainda não existe nada definido e a situação não se resolveria em curto prazo. Lúcia Vânia assegurou que existem procedimentos no Congresso Nacional que evitariam, terminantemente, prejuízos retroativos para os estados que adotam alíquotas diferenciadas, dentro de suas políticas para a atração de novos investimentos, caso de Goiás.


Outro assunto em debate foi a Crise de energia vivida em Goiás, com as dificuldades enfrentadas pela CELG. De acordo com a parlamentar, a saída mais prática é, realmente, vender a empresa, o que resultaria em um grande fôlego para as finanças do Estado e resolveria o problema da carência de energia que se verifica em todo o território goiano, o que prejudica a política estadual de industrialização. Além disso, a Senadora Lúcia Vânia concordou que a principal saída para a economia de Goiás está no agronegócio e criticou a política econômica adotada pelo Governo Federal. Mas, se disse avessa à teoria do “quanto pior, melhor”, afirmando ser a favor da busca de soluções, embora não concorde com o modelo econômico adotado pelo atual Governo.


Segundo o Presidente Anastacios Apostolos Dagios, o objetivo desses encontros é promover um amplo debate e obter informações que permitam à Associação Comercial e Industrial de Anápolis, ao lado de congêneres regionais e nacionais, tomar posições face aos desdobramentos do atual contexto, cujos reflexos maiores são notados junto à classe empresarial.

Autor(a): Nilton Pereira

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