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Senadora pede à Anvisa que reconsidere proibição de inibidores de apetite

Saúde Comentários 24 de abril de 2014

Matéria que tramita no Congresso Nacional cancela resolução que proíbe o uso de anorexígenos


Durante a reunião da Comissão de Assuntos Sociais do Senado (CAS), na última quarta-feira, 23, a senadora Lúcia Vânia (PSDB-GO) reafirmou a importância do debate sobre o tratamento de saúde adequado referente a pessoas com obesidade.
Lúcia Vânia comentou o Projeto de Lei (PDC 1123/2013), já aprovado na Câmara dos Deputados e que, em breve, irá tramitar no Senado. Se aprovada, a matéria cancela a resolução da Anvisa, que em 2011 proibiu o uso de anorexígenos, conhecidos popularmente como inibidores de apetite.
A senadora sugeriu à Anvisa que revise a proibição. “Fomos informados sobre pesquisas que estão sendo feitas para buscar uma solução para o problema da obesidade. Mas temos que considerar que estamos falando sobre uma doença crônica. E não podemos admitir que pessoas tenham a saúde debilitada e até morram enquanto esperam resultados de pesquisas. Acredito que seria prudente que a Anvisa revisasse sua posição”, ressaltou.
Na época em que a resolução foi publicada, entidades médicas como Conselho Federal de Medicina, Associação Brasileira de Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica, Associação Brasileira de Nutrologia, Sociedade Brasileira de Endocrinologia, e Conselho Federal de Farmácia, se manifestaram contrárias à resolução, alegando que estudos científicos comprovam a segurança e eficácia dos medicamentos.
“Depois dessa proibição, além do aumento nos índices de obesidade, cresceu o número de cirurgias bariátricas, como a redução de estômago, e, infelizmente, cresceu também o número de mortes pós-operatórias. A obesidade é uma doença, e como toda doença precisa ser tratada. A cirurgia não deve ser a primeira opção, tendo em vista o quanto é delicada e que nem sempre traz os resultados esperados”, afirmou Lúcia Vânia.
De acordo com a nutróloga, Marcela Pimenta, os inibidores de apetite foram utilizados por mais de cinco décadas, sem registros de óbito. “Eram eficazes no controle da obesidade, já que não existe cura por tratar-se de doença crônica. Uma grande parcela de obesos que não alcança sucesso apenas com reeducação alimentar e atividades físicas necessita de tratamento farmacológico, e são justamente estes pacientes que ficaram desamparados após a proibição. A obesidade se agravou, e muitos pacientes se tornaram diabéticos, hipertensos, entre outros problemas.”
Lúcia Vânia afirmou que compreende a preocupação da ANVISA em relação ao abuso na utilização desses medicamentos, mas que é necessário encontrar um recurso para controle. “Vários outros países possuem a utilização adequada desses medicamentos, com fiscalização. Precisamos encontrar uma forma de adaptarmos isso no Brasil, e que seja rápido, porque estamos tratando sobre vidas”, finalizou Lúcia Vânia.

Autor(a): Da Redação

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