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Sem investimentos, concessão da BR-153 pode ser cassada pelo DNIT

Infraestrutura Comentários 04 de maio de 2017

Empresa previa aplicar verba na ordem de R$ 4,3 bi, mas ficou sem financiamento do BNDES e enfrenta dificuldades


A falta de conservação da BR 153, mais conhecida por Rodovia Belém Brasília, tem sido a causa de muitos aborrecimentos, queixas e reclamações por parte de seus usuários. A estrada se acha em estado de abandono O imbróglio começou a partir das dificuldades financeiras da empresa Galvão Engenharia, que obteve a concessão para administrar o trecho de 624,8 km entre Anápolis e Aliança do Tocantins. Em março passado, falou-se, até, na cassação desse direito, uma vez que a empresa não havia feito qualquer investimento na estrada desde 2014, quando venceu a concessão do DNIT. A Galvão Engenharia tinha planos de investir R$ 4,31 bilhões para duplicar todo o trecho. Mas, logo em seguida, se viu envolvida nas investigações da Operação Lava Jato. Com isso, não recebeu nenhum centavo de financiamento do BNDES, que, pelo programa, deveria garantir, até, 70% do empreendimento.
O Governo de Goiás pressiona por uma solução rápida porque, hoje, a rodovia, um importante eixo logístico entre o Sul e o Norte do País, corta várias cidades goianas e se encontra em péssimo estado. Com isso, aumenta o número de acidentes. No ano passado, a Agência Nacional de Transportes Terrestres, (ANTT) abriu o processo de caducidade (cassação) da concessão. Ele foi concluído do ponto de vista técnico e deveria ser submetido à diretoria da agência reguladora. Por seu lado, a Galvão Engenharia informou que apresentou, ao Governo, uma proposta de retomada da concessão pela obtenção de um financiamento externo e estava aguardando resposta.
E, enquanto a situação não se resolve, segue o drama de quem se vê obrigado a trafegar pela BR 153, seja no perímetro urbano, seja na faixa rural. Com a incerteza que reina, ninguém se responsabiliza pela roçagem do mato e pela correção do pavimento. A iluminação que existia desde o viaduto Ayrton Senna até a Vila Jaiara foi desativada por conta do furto dos cabos da fiação elétrica. Alguns consertos de urgência emergência são realizados esporadicamente, mas o projeto em si, de duplicação e conservação, através da cobrança de pedágio, não sai do papel.
O problema se agrava nos setores urbanos. Em Anápolis, por exemplo, o trecho entre o Viaduto “Miguel Moreira Braga”, conexão com a BR 060, até o Distrito Administrativo de Interlândia está uma calamidade só. A agravante maior é o mato que cresceu muito nos canteiros centrais e nas margens da estrada, o que impede uma visibilidade mesmo que razoável para condutores de veículos, incluindo motocicletas; automóveis, caminhões e ônibus. Isto, sem se falar na falta de segurança para pedestres e moradores dos trechos habitados. E, com o fim do período chuvoso, vem o medo de que, com o mato seco, vândalos se aproveitem (como já aconteceu em inúmeras outras vezes) e ateiem fogo, causando poluição ambiental e riscos para a população.
Solução
Na última quarta-feira,03, pouco depois de o diretor licenciado do Jornal CONTEXTO, Vander Lúcio Barbosa, ter publicado em sua rede social um breve relato sobre a situação da BR-153, o Deputado Federal Alexandre Baldy (PTN) tomou conhecimento e agendou um encontro com o Diretor Geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (DNIT), Valter Casemiro, juntamente com o Deputado Chapadinha, também do PTN. Na reunião, que aconteceu ainda na quarta-feira, segundo relatou Baldy, o diretor do DNIT reconheceu que a situação é complexa, em face ao problema da licitação da rodovia. No entanto, o mesmo comprometeu-se a buscar, de forma rápida, uma solução para o problema do matagal e da falta de iluminação.

Autor(a): Nilton Pereira

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