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Segurança do presídio em xeque

Segurança Comentários 13 de julho de 2017

Presidiários serraram a grade e conseguiram escapar do estabelecimento que nem foi inaugurado oficialmente


A fuga de três detentos, na noite do dia 11 para o dia 12 deste mês, acendeu a luz de alerta no inacabado novo presídio de Anápolis. Wesley de Mello, Paulo Henrique Cardoso e Valdivino Raimundo, serraram quatro hastes da grade da cela onde estavam e fugiram depois de pularem o muro. Paulo Henrique e Valdivino foram recapturados, ainda, nas imediações do presídio. Wesley continuava foragido até a quinta-feira, 13. Os presos são oriundos da Penitenciária “Odenir Guimarães”, de Aparecida de Goiânia e foram trazidos para Anápolis, por conta de uma rebelião irrompida naquele núcleo de custódia em fevereiro. Desde então, trava-se uma verdadeira batalha jurídica para que os detentos sejam devolvidos ao local de origem. A presença deles em Anápolis foi contestada desde o primeiro momento, com manifestações variadas por parte da comunidade.
O Ministério Público e o Poder Judiciário se posicionaram e houve, até, uma determinação da Juíza Lara Gonzaga de Siqueira, para que o retorno dos presos acontecesse de imediato. Mas, ocorreu a interferência do Tribunal de Justiça do Estado e, ao final, estabeleceu-se a dilatação do prazo, que deve se encerrar em 09 de agosto próximo. Consta das informações periódicas da Secretaria de Segurança Pública que mais de 200 dos quase 600 sentenciados já retornaram a Aparecida de Goiânia. Segundo as fontes, o retorno definitivo acontecerá, somente, quando forem concluídas as obras de restauração do prédio, que teve parte danificada durante a rebelião.
PRAZO QUESTIONADO
Mas, há quem questione a probabilidade de que o prazo seja cumprido, devido ao que se considera atraso nas obras na Penitenciária. O advogado Gilmar Alves, Presidente do Conselho da Comunidade na Execução Penal de Anápolis, um dos defensores intransigentes da imediata transferência, é cético com relação à data. Ele disse, na quinta-feira, em entrevista à Rádio 97.7 FM, que o serviço está lento e atrasado. Ressalte-se que há a imposição de multa, caso o prazo não se cumpra. Outros setores da comunidade têm pensamento idêntico. Fala-se, até, que parte dos presos ficará, mesmo, na Cidade, tendo em vista o novo presídio ser considerado regional, portanto, não exclusivo da Comarca de Anápolis.
E, ao lado da preocupação com as dificuldades acarretadas pela vinda dos presos de Aparecida de Goiânia, com a necessidade de reforço no policiamento, a logística para visitas dos parentes, advogados e outras pessoas de suas relações, permanece inalterada e, até, agravada, a situação do Centro de Inserção Social “Monsenhor Luiz Ilc” a antiga Cadeia Pública de Anápolis. O estabelecimento abriga, hoje, cerca de 700 detentos, em um espaço projetado para pouco mais de 270. A ideia do novo presídio era para, justamente, desafogar o espaço da cadeia anapolina o que, pelo menos por enquanto, não será possível. Ressalte-se que ele, com capacidade para 350 presos, está com mais de 400. Ou seja, já “nasceu” pequeno.

Autor(a): Da Redação

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