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Saúde pública: Pacientes terão novo medicamento para hepatite C

Saúde Comentários 08 de janeiro de 2015

A Anvisa concedeu o registro ao primeiro de medicamentos considerados inovadores, que serão incorporados ao SUS


Ainda em 2015, os pacientes com hepatite C deverão ter acesso a medicamentos mais modernos e eficientes, para o combate à hepatite C. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária publicou, esta semana, o registro do medicamento daclatasvir, o primeiro de uma série de três considerados inovadores no tratamento da doença. Os outros dois - sofosbuvir, e simeprevir - também tramitam em regime de prioridade na Agência, por pedido do Ministério da Saúde.
Evidências científicas apontam que os novos medicamentos apresentam um percentual maior de cura (até 90%), tempo reduzido de tratamento (passa das 48 semanas atuais para 12 semanas de tratamento) e a vantagem do uso oral. Vale ressaltar que tais remédios, também, podem ser utilizados em pacientes que aguardam ou que já realizaram transplante. São produtos de menor toxicidade, com menos efeitos colaterais.
Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil será um dos primeiros países a adotar essa nova tecnologia na rede de saúde pública. A cada ano, cerca de 16 mil pessoas são tratadas dessa doença no SUS. A expectativa é de que o novo tratamento beneficie a 60 mil pessoas nos próximos dois anos.
Antes da liberação aos pacientes, os medicamentos serão analisados pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias, que garante a proteção do cidadão com relação ao uso e eficácia do medicamento, por meio da comprovação da evidência clínica consolidada e o custo-efetividade dos produtos. O Ministério da Saúde solicita prioridade quando o medicamento apresenta interesse estratégico para o SUS, por se tratar de tecnologia inovadora que proporciona benefícios aos pacientes.

Como é
A hepatite C é causada pelo vírus C (HCV). A transmissão se dá, dentre outras formas, por meio de transfusão de sangue; compartilhamento de material para uso de drogas; objetos de higiene pessoal como lâminas de barbear e depilar, alicates de unha ou outros objetos que furam ou cortam na confecção de tatuagem e colocação de piercings. Estima-se que, até, 3% da população mundial podem ter tido infecção por esse vírus, o que corresponde a 185 milhões de pessoas. No Brasil, a prevalência estimada do vírus na população é em torno de 1,4 a 1,7 milhão, principalmente na faixa dos 45 anos.
O País, também, é um dos únicos em desenvolvimento no mundo que oferece diagnóstico, testagem e tratamento universal para as hepatites virais, em sistemas públicos e gratuitos de saúde. A definição do tipo de tratamento a ser seguido pelo paciente é feita pelo médico de acordo com o estágio da doença e as características de cada paciente.

Autor(a): Nilton Pereira

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