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SANEAGO multada por despejar esgoto no leito do Ribeirão Antas

Cidade Comentários 09 de agosto de 2018

Problema já se arrasta por mais de 15 dias. A Empresa espera resultado de análises que apontam a causa do problema


A Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Habitação e Planejamento Urbano multou a SANEAGO em R$ 100 mil por causa de uma grande vazão de esgoto in natura que vem sendo lançada no leito do Ribeirão Antas, o que provocou a contaminação desse importante manancial hídrico que corta todo o Município e a formação de uma densa espuma em seu leito. Além da aplicação da multa, a secretaria exigiu da Empresa a adoção de providências imediatas para a solução do problema e a apresentação de um laudo técnico que aponte as causas da vazão de esgoto no leito do Ribeirão.
De acordo com o Secretário Wederson Lopes, há cerca de 15 dias o órgão recebeu um comunicado de proprietários rurais da região atingida, denunciando o problema, no trecho da estrada que faz a ligação com o Distrito de Joanápolis, nas proximidades do Jardim Primavera.
“Imediatamente mandamos uma equipe técnica ao local para iniciar as investigações sobre as causas do problema. Constatou-se que o rompimento de uma adutora seria a causa da vazão de uma grande quantidade de esgoto in natura no leito do Ribeirão”, disse Wederson Lopes explicando que assim que foi constatado o rompimento da adutora a SANEAGO foi acionada para fazer a sua recuperação.
A Empresa atendeu à solicitação, mas informou que o problema persistiu, obrigando a fiscalização de meio ambiente a intensificar as investigações, quando se descobriu que a densa espuma que fica sobre as águas do Ribeirão Antas tem sua origem na Estação de Tratamento de Esgoto, mais precisamente na lagoa de aeração. A SANEAGO foi, novamente, acionada para solucionar o problema.
Infiltrações
Sem uma solução, Wederson Lopes explicou que com o apoio do Ministério Público, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente aplicou a multa de R$ 100 mil reais e solicitou à Empresa que adotasse medidas urgentes para que o problema fosse solucionado. Além disso, foi dado à SANEAGO um prazo de 15 dias, contados a partir do último dia 8, para que a estatal apresente um plano de melhoria da infraestrutura da ETE e um plano de recuperação ambienta na área do Ribeirão.
Ao ressalvar que o dado pode não ser preciso, devido à dificuldade de dimensionar, o secretário acredita que continuam sendo lançados no leito do Ribeirão cerca de 100 litros de esgoto por segundo. Esse volume causa grande dano ao manancial e ao meio ambiente, além de prejudicar as atividades de produtores de hortifrutigranjeiros de chácaras que utilizam suas águas e, mais ainda, os animais que vivem na região.
Outra constatação dos técnicos foi a descoberta de algumas infiltrações em uma das lagoas de tratamento de esgoto, um fato que causa preocupação com a proximidade do período chuvoso e de riscos de rompimento. Foi solicitado, também, à SANEAGO, um laudo demonstrando que a lagoa é segura e que a parte com infiltração não representa risco de rompimento.
A Secretaria firmou parceria com a UEG, para que os técnicos daquela Universidade, também, apresentem um laudo com análise dos afluentes da ETE, sobre a segurança das lagoas e sobre as causas do lançamento de esgoto no leito do Ribeirão, assim como a consequente formação da espuma. “Esse laudo servirá de contraprova para todas as justificativas que a SANEAGO irá nos apresentar”, justificou o secretário.

Justificativas
A gerente do distrito local da SANEAGO, Tânia Valeriano, garantiu que a empresa adota providencias desde que o problema foi constatado, mas explicou que encontra dificuldades para identificar suas causas devido ao lançamento de esgoto clandestino na rede de coleta. “A ETE de Anápolis é exclusiva para o tratamento de esgoto doméstico”, disse ela. Tânia Valeriano diz que muitas empresas, de pequeno, grande e médio portes lançam esgoto na rede sem um pré-tratamento, o que acaba comprometendo o desempenho da estação de tratamento.
Sem o pré-tratamento os lançamentos clandestinos causam a densa espuma que se forma no leito do Ribeirão e, para resolve o problema, a SANEAGO intensificou as análise que apontam a causa. “Como teste, estamos usando três novos produtos químicos antiespuma”, disse Tânia Valeriano. Ela garante que tais produtos não causam a morte de peixes e nem de outros animais.
No entanto, o resultado das análises demora um pouco, mas acredita-se que até o início da próxima semana elas devem ficar prontas. De acordo com a gerente, o resultado dessas análises é que vai apontar que produto químico é mais eficiente para se evitar a formação de espuma e a dosagem certa a ser utilizada. Os produtos que vem sendo usados já reduziram a grande quantidade de espuma no leito do Ribeirão. Por último, Tânia Valeriano reconheceu que o problema não é de solução imediata.

Autor(a): Ferreira Cunha

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