(62) 3317 5500 • comercial@jornalcontexto.net

Saneago garante que não vai faltar água potável

Geral Comentários 06 de fevereiro de 2015

Gerente da estatal afirmou que, mesmo no período de estiagem, não há risco de racionamento


Assunto que passa por intensa discussão em nível de Brasil, a crise no abastecimento de água potável tratada foi tema de debate na Associação Comercial e Industrial de Anápolis, na noite da última quarta-feira, 04. A Gerente Regional da Saneago em Anápolis, engenheira Tânia Valeriano Pereira, garantiu aos empresários que o risco de faltar água este ano, mesmo que o período de estiagem seja mais agressivo do que em épocas anteriores, é praticamente zero. Ela fundamenta suas colocações pelo fato de que a empresa, nos últimos anos, investiu altas somas no sistema de captação, tratamento e distribuição de água no Município. “Mas, a situação não deixa de preocupar. Este ano já foi necessário recorrermos ao Piancó 2, ou seja, a reserva formada a partir do Córrego Anicuns, na região próxima à represa do Ribeirão Piancó, de onde vem o maior volume de água para o abastecimento da Cidade. O outro é o Sistema DAIA, que fornece água para cerca de 20 bairros das regiões Sudeste e Oeste de Anápolis”, disse a gerente.
De acordo com Tânia Valeriano, o sistema de abastecimento de água em Anápolis chegou a uma fase de decadência, devido ao descuido a que foi relegado por muitos anos. “Este projeto de ampliação, ora em andamento, era para ter ficado pronto há quatro anos. Ele deveria ser iniciado há, pelo menos, dez anos. Estamos correndo contra o tempo”, justificou a gerente.
Segundo a Saneago esperava-se um aporte superior a 100 milhões de reais para atender à demanda, via empréstimos bancários. Acontece que este financiamento não se viabilizou e, segundo Tânia Valeriano, a empresa está “bancando” o custeio da obra com receitas próprias. “De 2009 para cá, já foram aplicados mais de 54 milhões de reais, na aquisição de equipamentos; veículos; extensão de redes distribuidoras de água, construção de novos reservatórios e ampliação do sistema Piancó. Até o ano passado, eram captados 790 litros por segundo. Hoje, são mais de 900 litros, o que deu um bom suporte”, justificou a Gerente da SANEAGO.


Novos investimentos
Tânia Valeriano Pereira anunciou ainda que a empresa se prepara com vistas a ampliar a ETE (Estação de Tratamento de Esgotos) e, para tanto, aguarda a liberação de recursos federais. Outro assunto abordado no encontro com os empresários foi quanto à necessidade, inadiável, de se trocarem as redes de coleta de esgoto sanitário e de água potável no centro da Cidade e parte dos bairros Jundiaí e Maracanã. “São tubulações de ferro, já carcomidas e entupidas, que não permitem a passagem da água, nem do esgoto. Algumas, ainda, são de cerâmica e datam de 50, 60 anos. Tudo isso tem de ser trocado. Esperamos iniciar esta obra em breve”, disse a gerente, assegurando que esse serviço será de grande monta e que vai causar muitos transtornos na logística de trânsito na região central. “Mas, não tem outra saída”, alegou Tânia Valeriano Pereira. Conforme suas explicações, o novo sistema de esgotos de Anápolis vai custar algo em torno de R$ 90 milhões e garantirá, em quatro anos, a cobertura de 90 por cento da região urbana. Sobre a oferta de água para novos loteamentos e condomínios de grande porte, anunciados para Anápolis para médio e longo prazos, a gerente justificou que isto depende, em parte, da consecução de recursos, o que já está sendo viabilizado.
Perguntada sobre a necessidade de se providenciar o acondicionamento de grandes volumes de água em Anápolis, ela disse que isto é injustificável tecnicamente. “Temos água suficiente para fornecer à Cidade nas duas próximas décadas, a partir dos reservatórios Piancó 1 e Piancó 2. Não adianta ter grandes reservatórios e não ter vazão suficiente para enchê-los. Vejam o exemplo de São Paulo atualmente. Lá existem grandes represas, como Guarapiranga, Cantareira e outras. Mas, elas estão secas, sem água”, disse a gerente. Segundo ela, o que importa, neste momento, é mudar-se a consciência coletiva, ensinar a população a economizar água, usando a criatividade e a tecnologia. “Precisamos pensar nas futuras gerações e orientar as crianças de hoje sobre o consumo racional da água, que é um bem finito. Se não adotarmos estas medias agora, com certeza o mundo sofrerá muito daqui a algum tempo”, justificou a gerente da Saneago.

Autor(a): Da Redação

Comentários


Deixe seu comentário Dê sua opinião a respeito desta notícia. Seu e-mail não será publicado.


Código Anti Span Incorreto!
Obrigado! Seu comentário foi postado com sucesso!
Falhou! Preencha todos os campos obrigatórios (*)

+ de Notícias Geral

Adoção de selo eletrônico é adiada

22/06/2017

A Secretaria da Fazenda informa que a obrigatoriedade de uso do Selo Fiscal Eletrônico para as embalagens descartáveis de ...

Jovem anapolino abre portas para o difícil universo das fragrâncias

15/06/2017

O jovem anapolino Helder Machado Owner é um exemplo de que o empreendedorismo não tem barreiras. A primeira coisa para aven...

Subseção da OAB entrega Moção a juíza de Anápolis

09/06/2017

A juíza titular da 2ª Vara de Família e Sucessões da comarca de Anápolis, Aline Vieira Tomás, recebeu, na segunda-feira...

Controle da folha de pagamento é um desafio para a Prefeitura

02/06/2017

Dentro do que preconiza a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), o Prefeito Roberto Naves e a equipe econômica apresentaram, ...