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SANEAGO afirma que abastecimento está garantido

Cidade Comentários 09 de setembro de 2016

Gerente da empresa diz que falta de água em alguns setores foi resultado de uma “triste sequência” de problemas


Apesar das constantes reclamações diárias de falta de água em diversos setores da Cidade, a SANEAGO garante que ainda não enfrenta este problema, depois que três bombas do sistema Piancó 2 foram acionadas neste período de estiagem, sustentando uma vazão de água suficiente para o abastecimento de todo o setor urbano. “Se as previsões da meteorologia se confirmarem e as chuvas voltarem a cair em outubro, com certeza, este ano não se repetirá o problema de escassez de água que enfrentamos em 2015”.
A observação é da gerente do Distrito da SANEAGO de Anápolis, Tânia Valeriano admitindo que o período de estiagem já tenha provocado a redução da vazão de água do leito do Ribeirão Piancó 1 e 2, sem, contudo, comprometer o abastecimento. Ela lamentou, no entanto, o que qualifica de “triste sequência” de problemas de manutenção ocorridos nos últimos dias, causando o desabastecimento de água em variados setores.
Tânia Valeriano relatou que no último sábado, 3, normalmente um dia de alto consumo, ocorreu um problema técnico no canal de entrada de captação de água, obrigando a empresa a desligar todas as bombas de captação dos sistemas Piancó 1 e 2. Segundo ela, o tempo de parada foi mais ou menos curto, de cerca de duas horas e meia, mas o suficiente para zerar o estoque de água tratada nos principais reservatórios da área urbana de Anápolis.
“Com o elevadíssimo consumo de sábado, logo cedo começou a faltar água em algumas regiões”, acrescentou a gerente, acreditando que o fato de não ter faltado água em agosto, pode ter feito com que as pessoas se esquecessem de economizar, provocando o retorno do elevado consumo que dificulta a normalização do abastecimento. De acordo com ela, por conta disso, qualquer problema causa atraso no reabastecimento, diferentemente do que ocorre quando há falta de energia elétrica.
Reabastecimento
Tânia Valeriano lembrou que neste caso o restabelecimento é imediato, enquanto que o da água demanda tempo para que ela chegue à rede e, só depois, encher os reservatórios. “Aliado ao elevado consumo, isso dificulta a normalização do sistema”, explicou a gerente revelando que quando tudo parecia normalizado, na segunda-feira à noite foi preciso interromper o abastecimento de um dos reservatórios da Estação de Tratamento de Água (ETA), que só voltou a funcionar no final da tarde de terça-feira.
Mas, os problemas não pararam por aí. De acordo com a gerente, na manhã do dia 07 toda a Cidade já estava reabastecida, quando faltou energia elétrica no sistema Piancó 2, das 13h:30 até às 17h:30, comprometendo todo o projeto de abastecimento novamente. Para voltar à normalidade, Tânia Valeriano informou que desde a manhã da última quinta-feira o sistema está operando com capacidade máxima, com três bombas no Piancó 1 e outras três no Piancó 2 funcionando para que a Cidade voltasse a ser totalmente reabastecida ao longo da noite e madrugada.
Ela não descarta, no entanto, a possível ocorrência de novos problemas técnicos e de manutenção e alerta que devido ao elevado consumo, por menor que seja o período de paralisação o sistema fica desabastecido, demorando a ser normalizado. “Se a população não colaborar e continuar gastando água desnecessariamente, qualquer problema, por menor que seja, provoca desabastecimento em todo o sistema”, reafirmou a gerente do Distrito da SANEAGO.
Ela contou que apesar da vazão nos leitos do Piancó 1 e 2 ter diminuído com a estiagem, o volume de água captada ainda não compromete o abastecimento. Revelou que a capacidade de produção é, hoje, de 890 litros por segundo e, a de captação, de 850 litros por segundo. “Ainda não estamos enfrentando problema de captação e de produção”, disse Tânia Valeriano, lembrando, porém, que devido ao fenômeno El Niño as chuvas que caem são insuficientes há três anos. “E para que os leitos da maioria dos rios brasileiros voltem a ter água suficiente é preciso que as chuvas caiam normalmente pelo período de, pelo menos, cinco anos”, concluiu para lembrar à população sobre a necessidade de se economizar água, para que o produto continue chegando às torneiras de todas as residências.

Autor(a): Ferreira Cunha

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