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SAMU: Equipes ficam sob alerta durante o período de férias

Saúde Comentários 14 de janeiro de 2012

Mesmo com o fim do Natal e das festas de Ano Novo, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) de Anápolis, vai permanecer em alerta, principalmente nos finais de semana


O SAMU registrou em Anápolis, no período entre 25 de dezembro último e 1º de janeiro, um aumento de 50% nos números de ocorrências e ligações. As ocorrências envolveram, principalmente, traumas e problemas respiratórios, ferimentos por arma de fogo, ferimentos por arma branca em decorrência do abuso no consumo de bebidas alcoólicas e uso de drogas.
Apesar da passagem das festas, as equipes vão se manter em alerta durante todo o período de férias já que, nesta época do ano, muita gente se desloca em busca de diversão para locais onde há clubes, lagos, rios e trilhas. “Neste período acontecem mais acidentes”, observa o diretor do órgão, Sérgio Marques. Outro fator, diz ele, é o aumento de número de veículos nas estradas ligadas a Anápolis o que, por consequência, eleva a quantidade de acidentes. O SAMU de Anápolis atende a regiões turísticas como Pirenópolis, Corumbá e Abadiânia (Corumbá IV), além de vários outros municípios próximos.
Apesar do esforço desenvolvido pela equipe do SAMU de Anápolis para salvar vidas, muitas vezes, parte da população não compreende a seriedade desse trabalho. Para o diretor do SAMU, algumas pessoas não entendem que o serviço existe para ser acionado em casos de urgência e/ou emergência. Muitos pedidos nas ligações, segundo o protocolo de urgência e emergência, não podem ser realizados. “A prioridade do socorro é para as ocorrências graves como problemas cardíacos; traumas, tanto acidente de veículos como moto; e urgências clínicas como problemas respiratórios”, apontou Sérgio Marques.

Trotes
Outro problema muito frequente são os trotes. Em 2011, quase duas mil ligações eram falsas. Dentre estas, o SAMU enviou uma equipe 349 vezes. Ou seja, uma “brincadeira” sem graça que causa desperdício de tempo e trabalho, podendo, também, custar a vida de alguém que realmente necessite de atendimento. “Essa pessoa que passa o trote mantém uma linha ocupada enquanto outros tentam ligar, ou o SAMU vai ao socorro de uma situação que não existe quando poderíamos estar atendendo a alguém que esta sofrendo com dor, talvez até entre a vida e a morte. É preciso que a população se conscientize sobre isso”, conclama o diretor do serviço.
O trânsito, também, é um grande obstáculo para o SAMU. Quando uma ambulância passa com a sirene ligada, o sinal é claro: os condutores dos demais veículos devem abrir passagem, mas, nem sempre, isso acontece. Sérgio Marques conta que alguns motoristas temem as multas se infringirem as leis de trânsito para dar passagens para as ambulâncias. O diretor do SAMU explica, também, que nestes casos a multa sempre é retirada. “O motorista pode ir até a nossa sede e pegar uma declaração de que cedeu passagem para uma ambulância e a multa será retirada”, disse. No sistema do SAMU estão arquivados todos os horários de saídas das ambulâncias e o roteiro de cada uma delas.

Estrutura
O SAMU de Anápolis atua com seis ambulâncias e duas motos, que realizam os primeiros socorros. A equipe é formada por três médicos durante a semana e quatro nos finais de semana; dois enfermeiros, seis condutores para ambulâncias e dois para as motos. No ano passado foram realizados quase 16 mil atendimentos de ocorrências de pessoas com problemas cardíacos; neurológicos; feridos em acidentes de trânsito, de trabalho e doméstico, dentre outros.


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