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Saldo bate casa de US$ 1 bi em Goiás

Economia Comentários 05 de junho de 2014

Dados referentes ao comércio internacional foram divulgados pela Secretaria de Indústria e Comércio


De acordo com o secretário interino de Indústria e Comércio de Goiás, Rafael Lousa, o Estado registrou em maio deste ano um recorde histórico em relação ao volume e ao valor das exportações realizadas nos últimos 10 anos, o que para ele é o resultado de um trabalho contínuo e que evidencia o crescimento da economia goiana.
“É o resultado de uma relação positiva e transparente do Estado com o mundo, a inserção de Goiás no mercado global é bastante competitiva e nossos demandantes têm ficado satisfeitos e têm conseguido atingir suas demandas com os produtos aqui produzidos”, afirma Lousa.
Segundo ele, Goiás tem mantido crescimento econômico contínuo, mês a mês, o que resulta em um acumulado positivo e tem contribuído para manter os indicadores econômicos até mesmo em nível de Brasil, já que o País apresentou recentemente déficit comercial próximo a US$ 5 bilhões. “A conta ‘petróleo’ do Brasil muitas vezes acaba por puxar a balança comercial do país para baixo”, explica.
De janeiro a maio deste ano, a balança comercial acumula um saldo positivo de US$ 1,21 bilhão. Superávit que representa crescimento de 62,4% na comparação com o mesmo período do ano passado e é resultante das exportações no período de R$ $ 3,04 bilhões, evolução de 3,75% em relação a 2013, e das importações que chegaram a US$ 1,83 bilhão com recuo de 15,8%. De acordo com o secretário, o Estado está conseguindo manter uma relação vantajosa em sua corrente de comércio internacional, o que, segundo ele, se deve à política de parceria entre os setores públicos e privados, que trabalham incessantemente para inserir os produtos goianos no mercado externo.

No mês
Em maio, a balança comercial goiana registrou superávit de US$ 326,34 milhões, o segundo maior saldo positivo do ano, fruto das exportações que atingiram US$ 704,63 milhões e das importações que alcançaram US$ 378,28 milhões. Se comparadas com o mês de abril deste ano, as exportações registraram alta de 2,85%, mas recuo de 11% quando a referência é o mês de maio de 2013. Já as importações apresentaram alta de 2,61% e queda de 17,49%, se considerado o mesmo critério.
A soja e seus derivados lideraram pelo quarto mês consecutivo a pauta dos produtos exportados, com 50,3% de participação. Na sequência, aparecem as carnes (bovinas, aves e suínas) com 19,5%, ferroligas (8,98%), couros (5,2%), ouro (2,76%), açúcar (1,94%), outros produtos de origem animal (0,96%), amianto (0,87%), preparações alimentícias (0,64%), além de máquinas e equipamentos elétricos e mecânicos, algodão, veículos, produtos químicos orgânicos, milho e produtos farmacêuticos.
Sobre a composição dos produtos goianos exportados, Rafael Lousa ressalta que a cada dia são adicionados novos produtos na pauta exportadora. “Somos um Estado com grande vocação para a produção agropecuária, mas que vem apresentando um processo de industrialização muito rápido. Além disso, podemos afirmar que o agronegócio é hoje um dos principais responsáveis pelo desenvolvimento da economia goiana”. Ele sustenta que países desenvolvidos como os Estados Unidos, Canadá e Austrália se apoiaram no setor agrícola para bancar o desenvolvimento e a expansão de suas economias.

China
A China continua como o principal comprador das mercadorias goianas. No mês, o país asiático foi o destino de 41,91% das exportações goianas. A Holanda, onde se localiza o Porto de Roterdã, recebeu 11,68% do valor, seguida pela Coreia do Sul (5,79%); Reino Unido (4,27%); Rússia (3,88%); Hong Kong (3,71%); Estados Unidos (2,34%); Itália (2,27%); Irã (1,86%) e Egito (1,76%).
As principais mercadorias importadas por Goiás foram os produtos farmacêuticos (28,74)%; veículos, automóveis, tratores e suas partes (20,45%); adubos ou fertilizantes (14,22%); caldeiras, máquinas, aparelhos e instrumentos mecânicos (10,52%); produtos químicos orgânicos (7,02%); máquinas, aparelhos e materiais elétricos (3,93%); instrumentos e aparelhos de óptica, fotografia (3,10%); plásticos suas obras (2,07%); borrachas e suas obras (1,26%); e, móveis, mobiliários médico-cirúrgicos (0,99%). Pela ordem, Coreia do Sul, Japão, Alemanha, Estados Unidos, Tailândia, Rússia, China, Canadá, Suíça e Índia foram os principais países de origem das importações goianas.

Autor(a): Da Redação

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