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Saúde realiza segunda fase da campanha contra o HPV

Saúde Comentários 18 de setembro de 2015

Município repetirá estratégia de realizar a imunização nas escolas, a fim de atingir uma melhor cobertura vacinal do público de meninas


Durante os meses de setembro e outubro, a Secretaria Municipal de Saúde percorrerá as escolas da rede pública e privada, para oportunizar a segunda dose da vacina contra o Papiloma Vírus Humano (HPV), para meninas de 9 a 11 anos. As meninas de até 13, que ainda não deram início ao ciclo de vacinas e aquelas de até 14 anos que não receberam a segunda dose, também podem procurar uma unidade de saúde para atualizar o cartão de vacina.


A vacina contra o HPV é de extrema importância, principalmente por prevenir o câncer de colo de útero - a segunda maior causa de morte entre as mulheres no Brasil. Além disso, imunizar as meninas contra este tipo de vírus ajuda também a evitar o câncer vulvar e vaginal, lesões pré-cancerígenas, verrugas genitais e infecções.


No primeiro semestre de 2015, cerca de oito mil meninas receberam a primeira dose da vacina contra o HPV. O agendamento nas escolas é realizado pelo Departamento de Imunização da Secretaria Municipal de Saúde, mesmo das instituições da rede particular, informa o secretário municipal da Saúde, Luiz Carlos Teixeira.


Ainda existe uma terceira dose. Mas esta é necessária somente após cinco anos a partir da data de aplicação da primeira. A Campanha contra o HPV teve início no Brasil em 2014 e trata-se de um marco para a saúde pública. Inicialmente, a vacina foi introduzida para meninas de 11 a 14 anos. Este ano, foi liberado para meninas, também, a partir de 09 anos e portadoras de HIV de 9 a 26 anos.


 


Saiba o que é HPV


Assunto recorrente quando o tema é prevenção, o HPV é transmitido principalmente por relações sexuais, mas também da mãe para o feto ou por objetos contaminados. Entre os sintomas que podem indicar a contaminação por HPV estão verrugas na pele das mãos, dos pés, nos lábios, na boca, na garganta e nas regiões anal e genital.


As lesões genitais podem causar tumores malignos como câncer de pênis e de colo do útero. O diagnóstico é mais fácil nos homens, devido às lesões aparentes. Já no caso das mulheres, é preciso fazer exames como o papanicolau.


Dependendo do diagnóstico, o tratamento pode ser feito com remédios, cauterização ou cirurgia – nos casos de câncer instalado. Para se prevenir, o uso do preservativo nas relações sexuais é indispensável. É preciso estar atento, já que o vírus pode ser transmitido, inclusive, por sexo oral. Mulheres devem consultar o ginecologista regularmente, uma vez que o diagnóstico e o tratamento precoce ajudam a controlar a doença. Em caso de contaminação confirmada, o parceiro ou parceira deve ser avisado, já que ambos precisarão de tratamento.

Autor(a): Da Redação

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