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Ruído em excesso pode causar sérios problemas à saúde

Saúde Comentários 11 de janeiro de 2013

Problema de perda de audição chama a atenção das autoridades de saúde goianas, que querem maior conscientização sobre a questão


Ar condicionado que mais parece uma turbina de avião, telefone que não para de tocar e muitas conversas paralelas. Um ambiente de trabalho assim pode gerar complicações à saúde do trabalhador, principalmente na audição. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o ruído foi considerado a terceira maior causa de poluição ambiental, perdendo apenas para poluição da água e do ar e em função disso 10% da população mundial têm alguma deficiência auditiva.
Calcula-se que, no Brasil, 15 milhões de homens e mulheres tenham algum tipo de deficiência auditiva e que 350 mil pessoas não ouvem nada. A audição está ligada diretamente à qualidade de vida das pessoas e os problemas auditivos podem ocorrer em qualquer faixa etária. Segundo especialistas a maior ocorrência é após os 60 anos de vida.
Em 1980, a Organização Panamericana de Saúde e Organização Mundial da Saúde reconheceram que o ruído pode perturbar o trabalho, o descanso, o sono e a comunicação dos seres humanos, além de prejudicar a audição e causar reações psicológicas, fisiológicas e até patológicas.
O Centro Estadual de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest), unidade da Secretaria de Estado da Saúde (SES-GO), promove ações para melhorar as condições de trabalho e a qualidade de vida do trabalhador por meio da prevenção e vigilância. Treze profissionais especializados em saúde do trabalhador integram a equipe do Cerest. São fonoaudiólogos, psicólogos, técnicos em segurança do trabalho, enfermeiros, assistentes sociais, fisioterapeutas, pedagogos, educadores físicos e químicos. O trabalhador que se sentir prejudicado pode registrar denúncia pelo telefone 150, via e-mail: denuncia.suvisa@gmail.com e ainda através de ofício encaminhado à Suvisa, que funciona no setor Coimbra, em Goiânia.

Notificações
Até o ano de 2011, o Cerest notificou 50 casos de PAIR (Perda Auditiva Induzida por Ruído) em Goiás. Esses casos que estão registrados no Sinan-S istema Informação de Agravos de Notificação e, acredita-se que o número seja bem maior devido a sub-notificação dos casos, pois muitos trabalhadores, por falta de informação, não conhecem a dimensão do problema e as formas de evitá-lo. “Não existe tratamento clínico ou cirúrgico para recuperação dos limiares auditivos. São fundamentais a informação e ações preventivas”, alerta a gerente Daniela Fabíola dos Santos. As campanhas educativas junto aos trabalhadores também são fundamentais para a prevenção.

PAIR
Entre as doenças mais frequentes do aparelho auditivo a PAIR-Perda Auditiva Induzida por Ruído, ocupa lugar de destaque e entre as doenças ocupacionais a PAIR é uma das mais frequentes. Os sintomas mais comuns da PAIR são perda auditiva, zumbido, dificuldade de entender a fala, sensação de voz abafada, irritabilidade, alterações do sono, transtornos da comunicação entre outros.
Todo trabalhador exposto a ruído deve passar por um rastreamento da PAIR e ser submetido, a uma audiometria, um exame realizado por fonoaudiólogo ou otorrinolaringologista, que avalia a audição e o grau de alteração. Detectada a anormalidade auditiva, o paciente deve seguir as orientações médicas preventivas para evitar que o problema se agrave.
A PAIR não provoca incapacidade para o trabalho, mas pode ocasionar limitações no cumprimento de tarefas. A Perda Auditiva Induzida por Ruído está presente em diversos ramos de atividades como siderurgia, metalurgia, gráfica, têxteis, vidraçaria, nos ônibus e também pode estar em uma sala de escritório onde o barulho dificulta o desempenho das atividades diárias.

Autor(a): Da Redação

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