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Rubens Otoni: “Discutir projetos, não nomes”

Política Comentários 09 de outubro de 2009

O deputado petista observa que a sucessão de Alcides Rodrigues no Governo do Estado tem, hoje, mais especulação do que definição e que o momento é propício ao debate de idéias e projetos


Rubens Otoni acredita que a base de Lula, em Goiás, foi fortalecida com a filiação do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, ao PMDB. Porém, observa que o seu partido, o PT, continua trabalhando no propósito de lançar candidatura própria para a sucessão de Alcides Rodrigues.
De acordo com o parlamentar, o que há, agora, “é muita especulação e pouca definição”. Propostas concretas, mesmo, só devem ocorrer a partir de junho, com as convenções dos partidos que, de fato, vão apontar nomes e alianças. O deputado, cujo nome é uma das opções para concorrer à Governadoria, diz não estar preocupado com o “fator Meirelles”, mesmo porque o presidente do Banco Central apenas fez uma escolha partidária, sem acenar qual será o seu projeto político em 2010.
“Estou tranqüilo e fazendo o meu trabalho”, diz Rubens Otoni, que considera o momento adequado não para se discutir nomes, mas idéias e projetos que ajudem no desenvolvimento de Goiás, especialmente, em relação a grandes desafios que o Estado tem como, por exemplo, a consolidação da Universidade Estadual de Goiás (UEG).
Rubens Otoni ressalta que Anápolis experimenta um bom relacionamento com os governos Estadual e Federal, o que tem favorecido a viabilização de recursos e programas. O deputado e seu irmão, o prefeito Antônio Gomide, também do PT, têm adotado um discurso conciliatório, buscando a recomposição da força política de Anápolis.
Governador
Apesar de ter feito um discurso político em sua visita a Anápolis, o Governador Alcides Rodrigues não deu sinais de seu posicionamento para a sucessão. Havia alguma expectativa de que Henrique Meirelles se filiasse ao seu partido, o PP. Expectativa essa frustrada. Há uma aproximação com o Democratas de Ronaldo Caiado e Demóstenes Torres. Mas as portas não estão fechadas para o PT, devido à boa política administrativa que Alcides mantém com o presidente Lula. A aliança PT-PMDB também não é uma “carta fora do baralho”. Já o PSDB do senador Marconi Perillo, deverá procurar se fortalecer, somando vários partidos menores. A avaliação do petista Rubens Otoni é coerente. Nada está definido e o tabuleiro da sucessão estadual continua com muitas peças e muitas jogadas ainda para serem feitas. Até o lance final, muita coisa vai acontecer.

Autor(a): Claudius Brito

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