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Ruas Centrais não comportam o crescente número de veículos

Trânsito Comentários 25 de abril de 2010

Para tentar minimizar os problemas no trânsito, que nos últimos anos vêm se agravando, a saída do Município pode estar no Plano de Mobilidade Urbana, desenvolvido pela CMTT


Uma estatística do Departamento Nacional de Trânsito ajuda a entender o que vem se passando nas ruas de Anápolis, com o aumento dos pontos de estrangulamento do tráfego. Segundo os dados do Denatran, Anápolis é a 46ª. cidade brasileira com a maior frota de veículos emplacados. No Estado, só perde para Goiânia, que está na sexta posição, atrás das capitais: São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Curitiba (PR), Belo Horizonte (MG) e Brasília (DF).
Os números são de 2009. No ano passado, segundo a estatística, o Município contava com uma frota de 155.400 veículos, incluindo os leves e pesados, somados a tratores, motos e, até, quadricíclos. Em 2001, Anápolis abrigava a 51ª. maior frota, com um total de 81.675 veículos emplacados. No período, portanto, foram mais de 73,7 mil veículos emplacado, uma média de 9,2 mil por ano.
Em Goiânia, segundo o Denatran, o número de veículos emplacados chegou a 808.618 em 2009. Em 2001, esse número era de 482.260. No ano passado, Aparecida de Goiânia, que tem a segunda maior população do Estado, somou 139.143 veículos emplacados.
No caso de Anápolis, a agravante com o crescente aumento da frota, é que a Cidade não foi planejada e, em razão disso, algumas ruas e avenidas são estreitas, principalmente no chamado quadrilátero central, onde a movimentação é intensa devido à concentração do comércio e agências bancárias, que, prevendo isso, já começa a se deslocar para outros bairros próximos do centro, como é o caso do Jundiaí.
A saída para minimizar a situação será a elaboração do Plano de Mobilidade Urbana, que já está sendo executado através da Companhia Municipal de Trânsito e Transporte (CMTT), com uma empresa especializada. Além de estudar melhores formas para o reordenamento do tráfego no perímetro urbano, esse plano deverá incluir as diretrizes para o transporte de massa de passageiros. E, ainda, outro ponto importante que o prefeito Antônio Gomide (PT), faz questão que seja priorizado, é a questão do pedestre.
Algumas medidas já foram adiantadas pelo Poder Executivo, em relação ao Plano de Mobilidade. Uma delas é a construção de dois viadutos: um no cruzamento da Avenida Brasil com a Avenida Fayad Hanna (acima do Terminal Rodoviário) e o outro no cruzamento das avenidas Universitária, Contorno e Presidente Kennedy, facilitando o acesso á saída Norte e à região das faculdades.

Plano de Mobilidade Urbana
Plano pretende dar nova dinâmica ao trânsito da cidade. Seus principais pontos são: uma logística de transportes e a busca por soluções que facilitem a vida dos motoristas.
Com o objetivo de cumprir as diretrizes da lei 10.257 - Estatuto das Cidades - a Companhia Municipal de Trânsito e Transportes (CMTT) vem adotando uma série de mudanças para a melhoria do tráfego urbano de Anápolis. Algumas alterações já podem ser observadas, como implantação de novos semáforos na região central, assim como a colocação de placas indicativas dos nomes das ruas.
As mudanças que vêm sendo introduzidas são o embrião do Plano de Mobilidade Urbana. De acordo com o tenente Edson Peres Dourado, diretor do CMTT, “a lei 10.257 estabelece que cidades com mais de 100 mil habitantes elaborem seus planos de mobilidade, com o objetivo de tratar o trânsito como um todo”. O plano contém diretrizes para o transporte coletivo, a logística de distribuição de mercadorias, implantação de infraestrutura viária, assim como a gestão de calçadas.

Soluções
Da mesma maneira, espera-se adequar o fluxo de pessoas, veículos e de cargas ao novo contexto em que Anápolis se insere. Devido ao complexo comércio/indústria/mão de obra em franca expansão, a CMTT pretende encontrar soluções para os novos desafios do trânsito. O diretor do CMTT aponta entre as soluções “a criação de planos para modos não motorizados, como as ciclovias; a gestão de calçadas, assim como a estabelecimento de um modelo inteligente que leve em conta o contexto anapolino. Queremos saber mais sobre o tráfego na cidade para que possamos aprimorá-lo”.
Responsável pelo plano, a CMTT tem a parceria da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano Sustentável, que cuida da construção, reforma e ampliação da maior parte das vias municipais, assim como dos pavimentos das calçadas.
O diretor da CMTT afirma que um dos primeiros tópicos elaborados para o Plano foi a divulgação de edital de licitação do Transporte Coletivo Urbano de Anápolis. “Essa é uma exigência do ministério público, uma vez que o contrato com a empresa operadora atualmente se encontrava vencido desde 2008”. Essa primeira etapa, segundo ele, contou com a consultoria do Instituto da Mobilidade Sustentável e está em fase de finalização, tendo edital lançado em breve.
Com relação aos prazos de elaboração e entrega do Plano de Mobilidade Urbana, o Tenente Peres afirmou “que ele depende dos prazos estipulados pela lei de licitações”, não dando detalhes sobre quando ele será implantado.

Autor(a): Claudius Brito / Felipe Homsi

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