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Rotary promove ‘Dia de Autista’ no Cinema

Geral Comentários 02 de abril de 2015

Alunos autistas da Escola Estadual “Zeca Batista” assistiram ao filme Bob Esponja – Um Herói Fora d’Água. Ação, em alusão ao Dia Internacional de Conscientização do Autismo, foi realizada no Cineprime de Anápolis, com apoio do Porto Seco Centro-Oeste e Jornal Contexto


O Dia Internacional de Conscientização do Autismo é comemorado, em todo o mundo, em 02 de abril. Em diversas cidades, monumentos, pontos turísticos, instituições governamentais, praças e demais localidades são decorados com a cor azul, que simboliza a data. Em Anápolis, uma ação promovida pelo Porto Seco Centro-Oeste, Rotary Clube Oeste de Anápolis, Cineprime e o Jornal Contexto, levou ao cinema 20 alunos autistas da Escola Estadual “Zeca Batista”.
Estes estudantes especiais assistiram ao lançamento Bob Esponja – Um Herói Fora d’Água. O passeio teve início na própria escola, onde um ônibus foi colocado à disposição pelo Porto Seco para levá-los ao Cineprime, no Anashopping. Durante todo o trajeto, eles se divertiram, juntamente com as professoras. Ao chegar ao shopping, o entusiasmo e alegria não foram diferentes. Muitos estavam indo ao cinema pela primeira vez. Ao entrarem na sala de cinema, os alunos receberam um pacote de pipoca e um refrigerante ou suco.
O Cineprime não cobrou pela sessão de cinema. Após o filme, diretores, professores e alunos da Zeca Batista saborearam um delicioso sanduíche, ofertado pelas empresas promotoras da ação. O diretor-geral do Jornal Contexto, também presidente da Comissão de Imagem Pública do Rotary Internacional para os Estados de Goiás, Tocantins e Distrito Federal, falou sobre a importância desta ação em favor dos alunos autistas: “O Jornal Contexto, aliado aos seus parceiros, Rotary, Porto Seco Centro-Oeste e Cineprime, tem uma preocupação sobre as questões que envolvem a sociedade, a comunidade menos assistida. E, em especial, hoje, foi um privilégio para nós podermos contribuir mais uma vez com estas crianças autistas”, destaca. Ele lembra que os autistas são “muitas vezes incompreendidos”.
“E temos, entre alguns aqui, que pela primeira vez estiveram presentes em uma sala de cinema. Porque, embora sejam cercados de cuidados pela família, pelos professores, ainda há aqueles que não tiveram o costume de se ambientarem fora do convívio da família, daqueles que são muito próximos”, acrescenta. O ‘Dia de Autista’ no cinema teve início em 2014 e, de acordo com Vander Lúcio, foi um “absoluto sucesso”. Conforme explicou, a programação com os alunos do “Zeca Batista” faz parte dos projetos assistenciais “que o Rotary Clube em todo o mundo promove, ou entra em parceria com outras pessoas, grupos, empresas, que têm a mesma preocupação”.
A interação dos autistas com a sociedade é parte desta iniciativa. Um dos objetivos é usar ao máximo o potencial deste grupo, para que eles possam se relacionar com outros segmentos sociais e participar da vida em sociedade. “O Rotary, até há pouco tempo atrás, tinha, entre o seu conceito de imagem pública, a necessidade de não dar publicidade às suas ações assistenciais. Hoje, o pensamento da nova geração, notadamente, difere do passado, em razão de que nós entendemos que é preciso mostrar as ações, para que isso sensibilize a comunidade, sensibilize outras organizações co-irmãs, enfim, para que outras pessoas também tenham a oportunidade e o privilégio, como este que estamos tendo, de participar como beneficiário ou como promotor nessas ações sociais”.
O Rotary Anápolis Oeste é presidido pelo empresário Enival Souza.

Uma oportunidade de despertar para o mundo
Ilda David de Rezende Quintanilha é coordenadora da Escola Estadual “Zeca Batista”. Ela explica que a maioria dos autistas tem uma vida com restrições e alguns não possuem vida social ou “são segregados em casa”. “O único lugar que frequentam é o projeto na escola (Projeto Refazer da Escola Estadual Zeca Batista). Então, um shopping, mesmo que no meio da semana, durante o dia, é uma oportunidade real de eles conhecerem ambientes na sociedade da qual eles fazem parte”.
Viver em meio social é uma forma de promover uma ação educativa efetiva para os autistas. “A adequação do comportamento na sociedade é uma proposta de quem trabalha com autista”, explica Ilda. “Isso pode influenciar positivamente, no sentido de que a família pode acreditar que eles (autistas) podem viver em sociedade. A autoestima pode aumentar consideravelmente, porque eles vão se sentir bem sucedidos”, completa a coordenadora.
“Desejo é que uma prática dessa em comemoração ao Dia do Autista se torne parte da vida deles durante o ano e que a família acredite que precisa haver este enfrentamento”. Para ela, o melhor caminho é enfrentar o comportamento “rígido” do portador de autismo, “para que eles frequentem outros locais”. “Nós acreditamos no potencial deles de estarem em um lugar diferente e conseguirem assimilar isto (a vida em sociedade) e ter um comportamento esperado de qualquer pessoa”, conclui.
De acordo com a diretora da escola, Simone Pescara de Freitas, no início do projeto, “houve uma certa resistência por parte dos professores”, dado ao receio sobre como seria o comportamento dos alunos em um ambiente público. “Nós sempre acreditamos na inserção social destes meninos”, pontua. O projeto, então, continuou e “deu muito certo. Os meninos gostaram”. Ela destaca que o apoio dos parceiros foi “fundamental”. Para este projeto, existe a preocupação de colocar “o filme de que eles gostam, a climatização, a altura do som certos. São películas de acordo com a necessidade autista”, observou Simone.
Ainda sobre o projeto, ela indica que ele é importante para a interação entre os autistas e outros segmentos sociais. “A sociedade passa a conhecer melhor (os autistas). E eles vão convivendo e os pais também começam a acreditar, e sair mais, e acreditar que esse ser (humano) pode conviver naturalmente. Então, isso foi muito positivo, esta chance que foi dada a eles”, complementa.
A diretora ainda exalta o método utilizado pela Escola Estadual Zeca Batista para a educação dos autistas. “Funciona muito. E mostra para a gente que a gente tem que investir cada vez mais nessa capacitação do autista, de ensinar para ele, que vale a pena, porque eles aprendem e começam a levar uma vida normal, dentro da realidade deles”.

Autor(a): Felipe Homsi

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