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Rotary, Contexto e Geolab promovem outra edição do Sétima Arte no Prime

Especial Comentários 20 de outubro de 2016

Criado há quatro anos, Projeto Sétima Arte, idealizado pelo jornalista Vander Lúcio Barbosa, já beneficiou mais de 4 mil pessoas. Dessa vez foram agraciados 237 alunos dos projetos Criar e Tocar e Tocando com arte, mantidos pela AEE


Acompanhados de professores, assistentes sociais e de coordenadores, 237 alunos dos Projetos Criar e Tocar e Tocando com Arte, mantidos pela Associação Educativa Evangélica, foram agraciados com uma tarde de lazer e entretenimento no Anashopping, na tarde do último dia 18. Trata-se de mais uma edição do programa Sétima Arte, uma ação de inclusão social que consiste em levar idosos, crianças e adolescentes na faixa etária entre 9 e 16 anos de baixa renda ou em situação de risco às salas de cinema existentes nos shoppings de Anápolis, todos eles assistidos por escolas públicas ou por organizações não governamentais (ONGs).
Coordenado pelo jornalista Vander Lúcio Barbosa, com o apoio da rede Cine Prime, desde a implantação do projeto a quatro anos, mais de 4.000 pessoas, entre crianças, jovens e idosos, já foram beneficiados por essas ações, incluindo os contemplados na edição realizada no último dia 18, quando, além do ingresso para o cinema, os 237 estudantes dos projetos “Criar e Tocar e Tocando com Arte” receberam também lanche especial e transporte gratuito com o apoio da Geolab Farmacêutica, jornal Contexto e Rotary Anápolis Oeste.
“Nossa intenção é ajudar a transformar vidas, especialmente dessas crianças e adolescentes que convivem em situações de riscos de toda a natureza, carentes não tão somente do arroz e do feijão, de cuidados da saúde, da segurança, da educação, mas, sobretudo, carentes de amor, de atenção e de carinho de toda a comunidade”, disse o coordenador do projeto, jornalista Vander Lúcio Barbosa, explicando que outro objetivo dessa ação é o de oferecer novas perspectivas de vida para crianças e adolescentes que ainda não se sentem inseridas na sociedade.
Segundo ele, por mês, cerca de 200 crianças e adolescentes são levadas pelo projeto a uma sala de cinema para assistir a um filme e ter um período de lazer, entretenimento e de convivência social. “Pode parecer nada, mas é uma ação muito importante para a vida não só desses pequenos, mas , também, de suas famílias, que nos entregam por uma tarde, a vida de seus filhos para receberem um pouco do que a sociedade lhes deve”, acrescentou Vander Lúcio revelando que os projetos Criar e Tocar e Tocando com Arte, mantidos pela UniEvangélica, são desenvolvidos hoje em seis núcleos.

Bandas e orquestras
Estes núcleos funcionam no Recanto do Sol, Setor Industrial Munir Calixto, Adriana Parque, Bairro Santa Cecília, Vivian Parque e UniEvangélica. Liana de Campos Potenciano, coordenadora de um dos núcleos explica que uma das principais ações do projeto é a retirada de crianças das ruas dos bairros onde residem e encaminhá-las a uma atividade que lhe ofereça melhores perspectivas de vida, agora e no futuro. Segundo ela, o foco das atividades do projeto é a musica, hoje com cerca de 500 crianças que aprendem a tocar um instrumento musical, com aulas à tarde, onde recebem também reforço escolar e lanche. Além da música, os alunos têm também aulas de artes plásticas.
A coordenadora do Núcleo da UniEvangélica, Marly Lemos Magalhães acrescenta que o projeto procura também facilitar o acesso às opções que a sociedade oferece, através de bandas sinfônicas e pequenas orquestras existentes em todos os núcleos do programa, cada uma delas com cerca de 50 membro. Ela esclareceu que os alunos, quando são de famílias mais carentes, utilizam os instrumentos das bandas e das orquestras. “Outros os pais se esforçam para adquiri-lo”, disse Marly Lemos revelando que o projeto tem registro de alunos tocando em bandas e orquestra de outras localidades.
Os adolescentes João Paulo e Gabriel Bueno, ambos com 16 anos, alunos do 1º ano do ensino médio, participam do programa há pouco mais de dois anos e já se destacam nas áreas musicais que atuam. João Paulo toca flauta transversal e Gabriel é percursionista, o primeiro no núcleo do Setor Industrial Munir Calixto e, o segundo no núcleo da UniEvangélica. Para os dois o ingresso no projeto lhes deram um novo rumo na vida.
Usando meios de se expressarem um pouco diferente, João Paul e Gabriel confessam que o projeto os afastou das ruas, oferecendo-lhes uma oportunidade de usar no futuro o que aprendem hoje no Criar o Tocar e Tocando com Arte. Para eles, o ingresso no projeto fez com que o apego às coisas erradas que praticavam já faz parte de um passado. Segundo João Paulo e Gabriel, com a música eles passaram a escrever um futuro certo e de boas perspectivas no futuro.

Autor(a): Ferreira Cunha

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