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Rodovia enfrenta muitos problemas estruturais

Cidade Comentários 15 de janeiro de 2011

Primeira estrada ligando Anápolis à, então, emergente Nova Capital do Brasil (Brasília) a BR 414 sempre apresentou problemas estruturais. Passadas várias décadas, muitos deles ainda continuam


No final da década de 50, início da década de 60, o acesso de grande parte dos goianos à então maior obra da construção civil de todos os tempos no País, a edificação de Brasília, se dava através da BR 414, partindo de Anápolis, passando por Corumbá, Cocalzinho e regiões adiante, até entrar no território separado para sediar o Distrito Federal. Por este caminho passavam, diariamente, centenas e centenas de caminhões transportando ferro, cimento, areia, madeira e outros materiais, a maior parte desembarcada dos vagões da Estrada de Ferro em Anápolis. O Brasil vivia o sonho de Juscelino Kubitscheck, que era construir a Nova Capital da República no Planalto Central.
Tempos depois, sob o comando do engenheiro Bernardo Sayão, era inaugurada a BR 060, no traçado até hoje existente, deixando de lado a região cortada pela 414, numa espécie de abandono. A nova estrada era asfaltada, ao contrário da antiga que, durante muitos anos ainda, ficou sem a pavimentação. Nos anos 80, por contra de uma parceria entre o Governo Federal e o Governo do Estado de Goiás, conseguiu-se a verba para a pavimentação, tendo em vista que embora não servisse mais como rota principal para Brasília, a BR 414 era importante para o escoamento da produção daquela parte de Goiás, principalmente o cimento da fábrica de Cocalzinho e do minério da região de Niquelândia. A pressão para seu asfaltamento foi motivada pelos prejuízos observados pelas empresas quando do período chuvoso. A rodovia se tornava um grande atoleiro, impedindo a passagem dos produtos gerados para a economia de Goiás.
Sem estrutura
Embora o asfalto houvesse trazido muitos benefícios, a concepção da BR 414 não era a ideal para a sua importância. A estrada foi pavimentada, mas com uma série de problemas estruturais, a começar pelas curvas acentuadas, a pista única e estreita, assim como a falta de acostamento em grande parte de sua extensão. Desta forma, ela passou a acumular um elevado índice de acidentes, em que pese haver diminuído o movimento com a utilização da BR 060. Depois, com a desativação quase por completa da indústria de cimento em Cocalzinho (foi reativada anos depois) a BR 414 passou a ser considerada a “prima pobre” da malha viária em Goiás. Houve, em certa época a discussão sobre qual governo (Federal ou Estadual) era responsável por ela. Assim sendo, mesmo se tratando de uma rodovia federal, a 414 não recebeu, ao longo das décadas, o tratamento dispensado ás outras estradas.
Dentre as carências observadas na BR 414 está a falta de um posto da Polícia Rodoviária Federal (o policiamento é feito pelos patrulheiros com base na BR 060), não existem balanças para pesagem de caminhões e a sinalização não é eficiente. Somam-se a isso, defeitos crônicos em sua estrutura, como as curvas fechadas que têm provocado muitos desastres com o correr do tempo. Outra agravante é a existência de cidades e povoados às suas margens (Planalmira de Goiás, Corumbá, etc.), além de grande parte da região urbana da zona noroeste de Anápolis ser cortada pela citada rodovia. É o caso da região do Recanto do Sol e bairros como o Santos Dumont, Jardim das Américas e os aglomerados conhecidos como Gameleira e Quilômetro 21.

A rodovia
Por ser uma rodovia com pouca fiscalização e pouco policiamento, a BR 414 tem sido palco de muitos crimes e acidentes de trânsito, envolvendo veículos que seguem ou retornam da região turística formada, principalmente, por Corumbá e Pirenópolis. Nos finais de semana, o índice de acidentes aumenta muito por conta de condutores embriagados e/ou sem habilitação e com outras irregularidades.
Para piorar a situação, recentemente foram retiradas grandes metragens cúbicas de terras de suas margens, onde se formaram enormes crateras. Segundo se informou, a terra serviu para as obras de complementação do anel viário de Anápolis. Isto causou, inclusive, muitas reclamações protestos de proprietários de chácaras, sítios e fazendas da região cortada por ela, além de outros usuários da rodovia. Isto ficou mais evidente quando do recente episódio da interdição da BR 060, nas proximidades de Alexânia, por conta do rompimento de um aterro, o que obrigou o desvio de todo o tráfego para a BR 414.
Atualmente está em andamento uma obra de melhoramento estrutural de parte da 414, principalmente para atender ao projeto de expansão urbana da Cidade e, muito especialmente, devido à anunciada ampliação da Base Aérea, já que a entrada principal para aquela unidade da Força Aérea Brasileira se dá, justamente, pela BR 414. Estima-se que esta obra será importante para a segurança, pelo menos, no perímetro urbano cortado por ela. Mas, os problemas da 414 vão mais além, tendo em vista o crescente movimento turístico escoado através dela e, muito mais, com a reativação de empresas de grande porte em Niquelândia e Cocalzinho, como extração mineral, siderurgia e indústria cerâmica. Os usuários da Rodovia querem uma atenção mais efetiva das autoridades, para que ela se torne mais segura e prática.

Autor(a): Nilton Pereira

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