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Risco de surto é baixo, mas pode acontecer

Saúde Comentários 20 de janeiro de 2017

Secretaria Municipal de Saúde diz que não há motivo para qualquer pânico


O médico infectologista Marcelo Cecílio Daher afirma que, embora por suas características próprias, Anápolis esteja numa região endêmica para a febre amarela, o risco de surto é baixo, uma vez que existe uma boa cobertura vacinal em todo o Estado. Contudo, observa que é necessário ficar em alerta, devido ao que está acontecendo em Minas Gerais, onde já foram confirmados, este ano, oito óbitos por complicações da doença.
Marcelo Daher explica que o Brasil tem uma faixa litorânea extensa, onde não há risco da doença e, portanto, com um contingente grande de pessoas que não são vacinadas. E, regiões próximas a estas faixas litorâneas, como parte dos estados do Espírito Santo, Rio de Janeiro e mesmo Minas Gerais, consideradas como regiões de transição e com a presença matas onde se encontra o mosquito transmissor que, em geral, tem como “reservatório natural” o macaco. Daí, o fato de essas áreas estarem mais vulneráveis.
O infectologista destaca que a vacina contra a febre amarela tem alta eficácia. Quem já tomou a segunda dose não precisa ser mais imunizado. E, no caso de Anápolis, não há justificativa, no momento, para uma corrida aos postos de saúde, como vem ocorrendo em diversas cidades brasileiras, por conta do fato ocorrido em Minas Gerais.
A febre amarela, segundo Marcelo Daher, é uma doença viral da mesma família da dengue. Os sintomas, em alguns casos, são até parecidos, como a febre e mal estar. Mas, os pacientes, também, apresentam icterícia (cor amarelada na pele) e olhos amarelados. Dependendo da gravidade, pode evoluir, por exemplo, para uma falência do fígado. A mortalidade, sem o tratamento adequado, pode chegar a 50%.
O Ministério da Saúde confirmou, na quarta-feira, 18, as oito mortes por febre amarela, em Minas Gerais, sendo quatro por febre amarela silvestre (em circulação em região de mata). Outras quatro estão em análise de finalização do diagnóstico para descartar outras possibilidades, como a febre amarela vacinal, que é uma rara reação a esta vacina.
“Consideramos que a situação em Minas Gerais está controlada. Além disso, a vigilância em Minas e nos outros estados é qualificada e age de forma adequada para controlar estes casos”, afirmou o ministro Ricardo Barros.
Casos
Conforme o Ministério da Saúde, em 2015, foram registrados nove casos de febre amarela silvestre em todo o Brasil: seis em Goiás, dois no Pará e um no Mato Grosso do Sul, com cinco óbitos. Em 2016, foram confirmados sete casos da doença, nos estados de Goiás (3), São Paulo (2) e Amazonas (2), sendo que cinco deles evoluíram para óbito. Atualmente, o Brasil tem registros apenas de febre amarela silvestre. Os últimos casos de febre amarela urbana (transmitida pelo Aedes aegypti) foram registrados em 1942, no Acre.

Autor(a): Claudius Brito

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