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Risco de epidemia e vírus tipo 4 coloca saúde em alerta

Saúde Comentários 21 de janeiro de 2011

Preocupação das autoridades de saúde do Estado aumentou com a possibilidade da entrada do vírus tipo 4 (DEN-4), que já está circulando em Roraima e Amazonas


Goiás figura na lista dos seis estados brasileiros com alto risco de enfrentar uma epidemia de dengue em 2011. É o que revela o novo mapa de risco da dengue no Brasil divulgado no último dia 11, pelo Ministério da Saúde (MS). Diante do problema, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha está visitando os estados brasileiros mais sensíveis à dengue. Nesta sexta-feira, dia 21, o governador Marconi Perillo e o secretário da Saúde do Estado, Antônio Faleiros Filho recebem o ministro Padilha. O objetivo da “Caravana contra Dengue” é alinhar estratégias federais e estaduais de prevenção à doença. O encontro, que contará com as presenças de prefeitos e conselhos estaduais e municipais de saúde, será no auditório Mauro Borges, no Palácio Pedro Ludovico Teixeira.
Segundo a gerente estadual de Vigilância Epidemiológica, Magna Maria de Carvalho, ano passado, Goiás viveu a maior epidemia de dengue dos últimos dez anos. Foram 112.774 casos notificados e 83 óbitos. Se comparado com 2009, o aumento em notificações foi de 155,5% e de óbitos 64,4%. Esse ano, até o dia 15 de janeiro, foram notificados 1.569 casos e nenhum óbito.
A presença dos três tipos de vírus no Estado e a possibilidade da entrada do vírus tipo 4 (DEN-4), que já está circulando em Roraima e Amazonas, preocupam ainda mais as autoridades em saúde. De acordo com Magna de Carvalho, a entrada do DEN-4 em Goiás, poderia provocar novo surto da dengue em 2011 e a manifestação de formas mais graves da doença. “É uma situação preocupante porque boa parte da população já teve dengue e não está imune a esse vírus”, explica, ao lembrar que o DEN-4 não circula há 28 anos no Brasil.
Diversas ações foram realizadas pelo Estado em parceria com os municípios e governo federal para tentar conter o avanço da doença, como a realização de capacitação de médicos e enfermeiros, seminários, aquisição de equipamentos como veículos pesados e bombas costais. A expectativa é que essas ações reflitam positivamente este ano, com a redução de casos.
Lixo – A gerente estadual de Vigilância Epidemiológica lembra que recentemente o Ministério da Saúde fez um levantamento dos principais criadouros do mosquito Aedes aegyti por região. E no Centro-Oeste o lixo é o grande vilão. “É preciso que a população contribua para evitar os criadouros do mosquito. As pessoas devem acondicionar o lixo de maneira adequada e colocá-lo na rua, em local apropriado, próximo do horário de coleta para evitar que as chuvas possam carregá-lo para bocas-de-lobo e rede de água pluvial”, conclama.
No período de seca, de acordo com a gerente, os depósitos principais do mosquito são tonéis, tambores, barris, depósitos de barros. “Na época da seca, moradores que não contam com água encanada armazenam água nesses recipientes, que acabam se tornando criadouros do mosquito”, explica.

Ranking dos municípios
Os municípios que apresentam os maiores números absolutos da doença em Goiás este ano são: Goiânia (829), Aparecida de Goiânia (229), Anápolis (84), Jataí (32), Palmeiras (31), Luziânia (25), Alto Horizonte (24), Aragarças (22), Palestina de Goiás (19) e Trindade (17).
De acordo com o último boletim epidemiológico da Secretaria Estadual da Saúde, dois municípios estão na classificação de incidência de alto risco; 3 estão na classificação de médio risco e 82 municípios estão situados classificados como incidência de baixo risco. Os municípios silenciosos, na segunda semana, somaram 159 e 30 não informaram a situação.

Autor(a): Da Redação

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