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Rio Verde supera Anápolis e vai implantar um pátio operacional

Economia Comentários 15 de dezembro de 2017

O pátio de Anápolis, nunca saiu do papel. Também há uma espera para se definir qual o modelo para a utilização da ferrovia


Embora reconheçam que o trecho da Ferrovia Norte-Sul, que inicia em Anápolis, já esteja praticamente pronto, mas que ainda faltam pequenas obras para serem executadas a fim de que a Ferrovia seja concluída, o presidente do Conselho de Infraestrutura da FIEG, Célio Eustáquio de Moura, e o consultor de logística e de transporte, o ex-superintendente do Porto Seco, Edson Tavares elogiaram a Valec pela construção do Pólo de Cargas do Sudoeste. Ressalvam, no entanto, que o Governo precisa definir logo o modelo tarifário e de operação da FNS, mesmo sem ainda ter realizado a licitação que irá escolher qual, ou quais, empresas irão administrar o trecho entre Anápolis e Palmas.
O Pólo de Cargas do Sudoeste foi apresentado pela Valec a cerca de 30 empresários que nele tem interesse e à direção da FIEG, em reunião realizada na sede da Federação no último dia 8, quando o diretor de operações da estatal, Marcus Almeida, e técnicos, mostraram detalhes do empreendimento e como serão realizadas as futuras operações. A obra é o maior pólo de cargas da Ferrovia, situado na região dos municípios de Rio Verde, Santa Helena, Jataí, Edéia e Quirinópolis
Iniciada em setembro, numa área de 300 hectares, e com acesso direto à GO 210, o seu pátio, em formato de pêra, vai ocupar uma área de 90 hectares destinados aos terminais privados e um estacionamento para 800 caminhões. Ele vai atender à região agrícola do Sudoeste Goiano, onde está em construção a extensão Sul da FNS, para que, no local, seja feito o embarque de graneis agrícolas (soja, milho, açúcar e farelo), combustíveis e fertilizantes em contêineres.
Os produtos embarcados no Pólo de Cargas do Sudoeste, segundo os técnicos da Valec, têm como destino a exportação pelos portos de Santos, em São Paulo, de Itaqui, no Maranhão e, no futuro, no de Ilhéus, na Bahia. A obra está sendo executada pela Valec, através de um consórcio de empresas vencedor de uma licitação, no valor de R$ 78,2 milhões, com previsão de ser concluída em julho de 2018. O trecho Sul da FNS tem 684 quilômetros e liga as cidades de Ouro Verde de Goiás e Estrela D’Oeste, no interior de São Paulo.

MODELO E TARIFA
Célio Eustáquio garante que a obra não atrapalha a conclusão do trecho da FNS entre Anápolis e Palmas, restando, apenas, 6% para ser concluída e que ainda não foram executados porque faltou dinheiro para bancar seus custos. “Mas, isso não impede que o trecho seja operado porque o restante que está faltando, será executado pela empresa ou empresas vencedoras da licitação, conforme exigência contida no edital”, disse o presidente do Conselho de Infraestrutura da FIEG, revelando que o maior problema para a operação do trecho é o seu modelo e o preço de tarifa, segundo diz, terão de ser definidos com a participação do mercado.
Ele defende o uso do modelo de concessão horizontal, com a definição de um operador dono do trecho, mas com permissão para que todos os demais operadores possam passar pelo trecho, com a cobrança de uma tarifa de mercado de valor razoável, que permita a participação dos operadores. Opinião semelhante foi manifestada por Edson Tavares que, também, considera o Pátio de Cargas do Sudoeste necessário à ferrovia. “É preciso, entretanto, que não se cometam os erros nos projetos de construção dos pátios da parte norte da ferrovia, que estão em condições de operar, mas que ainda necessitam de muitos reparos”, disse o ex-superintendente do Porto Seco.
Segundo ele, independentemente dos locais onde serão ou estão em construção, os pátios de cargas, precisam de equipamentos de controle de rastreabilidade, serviço de manutenção operacional permanente e pistas duplas para não prejudicar a livre circulação de locomotivas e vagões nos momentos de embarque e desembarque. Ele defende, ainda, urgência na definição do modelo de operação e tarifário. Edson Tavares critica o Governo por não ter um modelo de gestão definido da FNS e afirma que, hoje, depois de tantas promessas, os empresários da agroindústria e do comércio atacadista não acreditam mais no seu funcionamento imediato. “Fala-se muito, mas nada se faz para que a Ferrovia entre em operação”, disse Edson Tavares, garantindo que somente as commodities produzidas em Goiás viabilizam o funcionamento da Norte-Sul com o seu transporte ferroviário.

Autor(a): Ferreira Cunha

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