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Retrospectiva 2017 - Anápolis registrou elevado índice de crimes contra a pessoa em 2017

Especial Comentários 29 de dezembro de 2017

Embora as autoridades policiais falem em diminuição, estatísticas, ainda, são assustadoras para a população


O ano de 2017 começou com a continuidade de um drama: falta de vagas no sistema carcerário do Município. O Cadastro de Inspeção do Conselho Nacional de Justiça fez uma radiografia do sistema prisional em todo o País e detectou que a capacidade projetada da Cadeia Pública de Anápolis era para 36 presas do sexo feminino e 270 presos do sexo masculino. Mas, no começo do ano os números mostravam outra realidade: estavam no local 619 homens e 25 mulheres, 349 presos a mais do sexo masculino em relação à capacidade projetada e 11 presas do sexo feminino a menos, em relação à capacidade projetada.
Na relação dos crimes contra a pessoa, logo no início do ano, registrou-se o assassinato de José Nayron Rodrigues de Lima, de 18 anos. Seu corpo foi encontrado numa área de mata na altura do Km 129 da BR-060, no Bairro São João. Oficialmente, anunciavam-se 25 mortes violentas nos registros da Polícia Civil. Mas, na cobertura policial feita pelas emissoras de rádio da Cidade, este número chegava a 32. Vale ressaltar que os registros oficiais não computam como homicídio as mortes registradas em crimes de latrocínio. Não se computam, também, as pessoas que morreram nos hospitais e nem aquelas decorrentes de confrontos com a polícia.
Em março a Polícia Civil apresentou quatro dos seis envolvidos no crime de latrocínio que vitimou o jovem empresário Donato Gontijo, de 27 anos, baleado dentro de sua própria residência. Esse crime foi desvendado pela Polícia Civil e os autores foram presos.
Outro crime que chocou Anápolis foi o homicídio que vitimou a transexual Emanuelle Muniz Gomes, 21 anos, registrada Rômulo Matheus Gomes. Ela foi morta a pedradas em uma estrada secundária que liga a BR 060 ao loteamento Terras Alfaville. Emanuelle fora sequestrada quando estava na companhia da mãe e de um amigo, na saída de uma boate no Bairro Jundiaí.

Empresários
do Vesúvio
No dia 04 de maio a polícia confirmou que o corpo encontrado no Lago Corumbá IV era o do empresário Edmar Almeida, que estava desaparecido desde 24 de abril último, mesmo dia em que o seu sócio no Restaurante Vesúvio, Elson de Abreu, foi encontrado morto próximo à lancha em que ambos estavam. O corpo de Edmar foi localizado num local distante de onde ocorreu a tragédia. A polícia ainda investiga o caso, já que não se conhecem os fatos que envolvem as duas mortes. Houve um conflito de competência para a investigação, que acabou parando na Justiça, com isso, atrapalhando ainda mais a elucidação do caso, que segue envolto em mistério.

Invasão de presos
Em uma decisão inédita da Superintendência Executiva de Administração Penitenciária da Secretaria de Segurança Pública e Administração Penitenciária, cerca de 570 presos que cumpriam pena na Penitenciária “Odenir Guimarães”, em Aparecida de Goiânia, foram transferidos, provisoriamente, para o inacabado Presídio de Anápolis, operação realizada na tarde/noite de quinta-feira, 24 de fevereiro. O motivo foi a necessidade de se restabelecer a ordem naquele centro penitenciário, depois de uma guerra entre diversas facções ali existentes, o que resultou em dezenas de feridos e cinco mortes. A chegada dos presos a Anápolis foi marcada por muita tensão e insegurança.
Em março saiu a sentença condenatória para os três autores de um dos mais bárbaros crimes cometidos em Anápolis nos últimos anos. Denunciados pelo promotor de Justiça Publius Lentulus Alves da Rocha, os réus Fernando Antônio Dias Costa, Bruno Pereira Balduíno e Luan Guilherme Gomes de Souza foram condenados pelos crimes de estupro e latrocínio praticados contra Maria Pedro da Silva, uma idosa de 83 anos, no conjunto “Filostro Machado”, em Anápolis, na madrugada do dia primeiro de janeiro de 2016. A sentença foi do juiz Ricardo Silveira Dourado.
O encontro do cadáver da estudante de Psicologia Monique Pauxis Martins, natural do Estado do Pará e que morava sozinha em um condomínio da Avenida José Neto Paranhos, em Anápolis, foi outro caso que gerou muita polêmica. O caso foi tratado, inicialmente, como suicídio, devido às evidências, dentre elas, uma extensa carta digitada em computador. Na carta, Monique se desculpava com familiares, principalmente com sua mãe e se mostrava como uma pessoa perseguida, depressiva e desanimada.
Outro trabalho da Policia Civil resultou na prisão da dona de casa Ideris Quixabeira e de seu filho Jefferson. Eles, em companhia do outro filho de Ideris, chamado Paulo Henrique, foram acusados de assassinar o operário Onório Pires da Mata, durante entrevero na residência deste, com quem Ideris mantinha um relacionamento amoroso.

Emanuelles
Precisamente na data em que a Polícia apresentava, oficialmente, os matadores da transexual Emanuelle Muniz Gomes, outra Emanuelle era encontrada morta, também de forma cruel. Seu corpo jazia em meio a um pasto, nas proximidades do loteamento Aldeia dos Sonhos, região Norte de Anápolis. Estava amordaçada, amarrada com as mãos para trás e com a cabeça estourada por tiros de arma de fogo, provavelmente, escopeta. Emanuelle Ferreira da Silva tinha 20 anos, era natural do Estado do Pará e morava no vizinho município de Campo Limpo de Goiás.

Autor(a): Arquivo do Jornal Contexto

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