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Retomadas as obras do Aeroporto de Cargas

Infraestrutura Comentários 04 de agosto de 2012

Reativação do canteiro de obras do terminal aeroviário cria novo ânimo para a política econômica de Goiás, tendo Anápolis como um dos mais importantes pilares


O Governo do Estado está desembolsando R$ 30 milhões para a retomada das obras do Aeroporto de Cargas de Anápolis, que integra do Plano de Plano de Ação Integrada de Desenvolvimento (PAI), que será lançado oficialmente na próxima quarta-feira, 08, em Goiânia, no Oliveira´s Place, pelo Governador Marconi Perillo (PSDB), que não pôde estar na Cidade na última quinta-feira, 02, quando foi assinada a ordem de serviço para a execução do projeto de remodelação do aeroporto, devido estar acometido por uma virose.
Coube ao secretário estadual de Gestão e Planejamento, Giuseppe Vecci, a missão de representar Marconi Perillo no evento, que também não teve a presença do Prefeito Antônio Gomide (PT), impedido de participar de atos dessa natureza, por estar disputando a reeleição para o cargo. Ele foi representado, na ocasião, pelo secretário municipal de Desenvolvimento Urbano Sustentável, Clodoveu Reis.
Segundo informou o secretário Giuseppe Vecci, os R$ 30 milhões não são suficientes para executar a totalidade do projeto, orçado em cerca de R$ 120 a R$ 140 milhões. Por isso, disse, o próprio Governador determinou que a equipe encontre novas fontes de recursos para que a obra não seja, novamente, paralisada. Uma proposta, apontada pelo próprio secretário, seria o aproveitamento de recursos dos leilões de créditos do Programa Fomentar. Além disso, existem outros caminhos, como, por exemplo, buscar parcerias com o Governo Federal e com a iniciativa privada.
No dia 02 de agosto de 2010, ainda na gestão do ex-governador Alcides Rodrigues, foi realizada a audiência pública que marcaria o início das obras, licitadas, à época, no valor de R$ 94 milhões, prevendo-se a implantação de uma pista com três mil metros de extensão, adequada para operar com aeronaves de grande porte. Pouco tempo depois, os serviços se iniciaram, mas logo foram interrompidos. A nova pista fica próxima a um galpão que, ironicamente, pertenceu a um projeto que não decolou: a fábrica de aviões para uso agrícola Dromader, da PZL Mielec da Polônia. Isso, ainda na década de 90.
Curiosidades à parte, o secretário Giuseppe Vecci assinalou que o Governo do Estado tem grande interesse em viabilizar o projeto que, segundo ele, não irá servir, apenas, a Anápolis, mas a Goiás e à região Centro-Oeste.

Apoio
O presidente da Goiasindustrial, Ridoval Chiareloto, aproveitou a solenidade, com a presença de várias lideranças políticas e empresariais, para conclamar apoio a Marconi Perillo que, segundo ele, vem sendo alvo de perseguição política e de injustiças. “Mas ele (Marconi) não pára de trabalhar, seu compromisso com Goiás é muito maior do que essas picuinhas. O Governador tem um carinho muito grande para com Anápolis. E, se tem dois governos que mais respeitaram a Cidade, foram os dele e o de Henrique Santillo”, destacou.
Para os presidentes da Associação Comercial e Industrial de Anápolis (ACIA) e da FIEG Regional Anápolis, Luiz Medeiros e Ubiratan Lopes, respectivamente, a retomada das obras do Aeroporto de Cargas é um reconhecimento que o Governo faz à importância do Município, do ponto de vista da economia goiana. “Precisamos apoiar o Governador, para que Goiás tenha estabilidade política”, reforçou o dirigente da ACIA.
O secretário municipal de Desenvolvimento Urbano, Clodoveu Reis, disse que a obra tem uma importância estratégica muito grande para o crescimento do Estado e não só de Anápolis e que a mesma simboliza o bom momento que a Cidade atravessa, inclusive, quanto às parcerias administrativas entre o Município, o Estado e o Governo Federal.


Plataforma Multimodal terá edital até janeiro
O secretário estadual de Gestão e Planejamento, Giuseppe Vecci, aproveitou a sua vinda a Anápolis e deu outra importante notícia para o empresariado: até janeiro, por determinação do Governador Marconi Perillo, deverá ser lançado o edital da Plataforma Logística Multimodal, projeto lançado em 2007 e com infraestrutura realizada em um terreno de cerca de 600 mil metros quadrados, localizado próximo ao Distrito Agro Industrial.
Segundo informou o secretário, foi contratada uma consultoria internacional para revisar e reavaliar todo o projeto, assim como para definir os perfis e quantidades de volumes de cargas, os deslocamentos, o melhor aproveitamento dos modais rodoviário, ferroviário e aéreo. De acordo com Vecci, trata-se de uma obra muito cara e o Governo não tem, no momento, disponibilidade de caixa para a sua execução. Daí, a necessidade de lançar um edital para atrair capital privado, por meio de concessão ou Parceria Público Privada (PPP).
“Mas, ninguém vem investir, se não tiver um projeto muito bem elaborado”, defendeu o secretário Giuseppe Vecci, dizendo, ainda, que não procedem as críticas em relação à privatização, citando que a China, por exemplo, é um país comunista, mas nos últimos anos tem sua economia aberta para investimentos. “Por que nós, aqui em Goiás, vamos ter este preconceito contra o capital privado, que vem para atender o interesse público?”, questionou.


Fim de incentivos fiscais preocupa o Governo
A retomada das obras do Aeroporto de Cargas e do projeto da Plataforma Logística Multimodal está associada à preocupação do Governo Estadual, com a possibilidade de o Supremo Tribunal Federal acatar a Súmula Vinculante 069, que irá, na prática, impedir os estados de concederem incentivos fiscais para atrair investimentos.
De acordo com Giuseppe Vecci, “Goiás passa por um momento excepcional de geração de emprego, de produção industrial, de elevação do Produto Interno Bruto”, mas, segundo ele, isso pode retroceder se houver, de fato, queda dos incentivos fiscais, prática que vem sendo utilizada há várias décadas para garantir a competitividade perante os estados industrializados das regiões Sul e Sudeste, sobretudo.
Para o secretário, uma alternativa que está sendo construída é essa, ou seja, criar outros diferenciais para atrair os investimentos, fortalecendo a infraestrutura para receber as empresas. Ele, porém, adiantou que essa não é a única frente. O Governo de Goiás estuda, ainda, uma espécie de plano “B”, para o caso de os estados mais fortes conseguirem derrubar os incentivos fiscais.
“O Aeroporto de Cargas e a Plataforma Logística estarão sediados em Anápolis, mas serão ferramentas de desenvolvimento de Goiás e do Centro-Oeste”, enfatizou.

Autor(a): Claudius Brito

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