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Restos mortais encontrados na rodovia eram de comerciante

Geral Comentários 09 de maro de 2012

Trabalho coordenado pelo Sexto Distrito Policial revela que era, de fato, do comerciante Jesus Pereira Gonçalves, a ossada descoberta às margens da rodovia Anápolis/Silvânia


Desde que desapareceu de sua residência em novembro de 2011 o comerciante, que, também, fazia empréstimo de dinheiro a terceiros (agiotagem), era cadastrado na polícia como pessoa desaparecida. Por durante semanas e meses, sua família tentou, em vão, descobrir seu paradeiro, seguindo inúmeras pistas fornecidas, a maioria anonimamente, dando conta de que ele estaria em locais variados.
Jesus Pereira Gonçalves saiu de casa, dirigindo uma motocicleta e teria afirmado aos familiares que iria receber uma conta no setor Recanto do Sol. Nunca mais foi visto, embora alguém tenha afirmado na polícia que, naquela tarde, o avistara falando ao telefone celular nas proximidades do viaduto que fica na entrada daquele bairro. Depois disso, o delegado Manoel Vanderic Filho seguiu uma série de pistas e informações, algumas delas fantasiosas, como a de que ele teria sido visto em um posto de gasolina no interior de Minas Gerais pedindo carona. Outra dava conta de que Jesus Gonçalves havia saído voluntariamente de casa, se refugiando em uma cidade próxima a Anápolis, em companhia de uma mulher. Todas as pistas foram checadas, até que, no mês de janeiro, populares encontraram uma ossada, envolta em um tecido plástico, às margens da estrada que liga Anápolis a Silvânia, nas proximidades da Churrascaria Catarinense. Embora a família não houvesse reconhecido as roupas encontradas junto aos restos mortais, o delegado houve por bem mandar fazer exames científicos, dentre eles o da arcada dentária. Este exame assemelha-se, em mais de 90 por cento, ao teste de DNA. O resultado saiu na noite de terça-feira, 06, sendo comunicado à família na mesma hora. O delegado disse que, resolvida esta parte do inquérito, com a confirmação da morte de Jesus Gonçalves, parte-se, agora, para o levantamento de pistas que possam levar ao autor, ou autores do crime. Uma delas é a quebra do sigilo telefônico, já solicitado à justiça. Na quarta-feira, 07, a família de Jesus Gonçalves iniciou o processo de liberação dos restos mortais que se achavam no Instituto Médico Legal, em Goiânia, para o sepultamento em Anápolis. Jesus Pereira Gonçalves tinha 45 anos, era casado e pai de três filhos.

Autor(a): Da Redação

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