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Restaurantes inovam no cardápio, mas anapolinos preferem o tradicional

Especial Comentários 01 de maro de 2013

Público de Anápolis que sai para comer ainda tem “receio do inusitado”. Para a atrair clientela, empresas tiveram que adaptar pratos servidos.


Marcelo da Silva Araújo é dono de um restaurante de comida brasileira e choperia em Anápolis. Os seus clientes dispõem de 35 petiscos, cinco tipos de saladas, 10 pratos à la carte tradicionais e quatro variedades de massa. O gosto dos consumidores anapolinos, segundo informou, “é aquela comida com tempero simples, nada sofisticado demais. À base de alho, cebola, sal; ervas frescas, como salsinha, cebolinha, coentro e um açafrão”. Segundo Marcelo, “O público anapolino, ainda tem certo receio do inusitado, do diferente”. Para ele, quem trabalha com comida na Cidade tem que se adaptar.

“Eu vejo como um desafio. Os empresários na área gastronômica têm que mostrar que existe uma infinidade de opções, uma infinidade de paladares que são desconhecidos”, afirmou o dono da choperia. Ele destacou que, quando há mudanças no cardápio, os que frequentam o local precisam saber mais sobre o que será servido. “Eu tenho de fazer um trabalho de divulgação em cima do produto pra que haja certa aceitação”, explicou. Apesar deste medo do novo, é notável, segundo sua opinião, a mudança de cenário no mercado da comida em Anápolis.
Motivação
Entre os motivos que levam o público a se abrir para novos tipos de alimentos é que “o anapolino está descobrindo, agora, a maravilha gastronômica que existe”. Segundo o empresário, os clientes, antes, iam para Goiânia buscar novos sabores, mas sabem que “Anápolis, agora, tem capacidade para atender vários a públicos e a vários paladares diferentes. Está mudando essa realidade”. Uma das principais iguarias servidas em seu restaurante é a Costelinha Mineira, carne de porco flambada com mel e cachaça e tempero de alho, sal, pimenta de cheiro e cebola.

Fernando Gustavo Marques Reis, dono de um restaurante de comida japonesa em Anápolis, pensa que “o povo daqui é muito chegado à carne. E, tem medo de experimentar comida oriental”. Ele, porém, entende que o mercado desse tipo do produto se ampliou nos últimos anos. “Eu sei que o forte daqui é o churrasco, é o pequi. Mas, o meu objetivo é mudar isso”, completou. Ele explicou que, para atrair o paladar dos clientes, teve que adaptar alguns dos pratos servidos.

“A comida japonesa, não é temperada. E, quando vem uma pessoa que não come de jeito nenhum, eu boto tempero do sal e limão”, afirmou Fernando Gustavo. Segundo ele, isso aumenta a procura, principalmente pelos produtos crus, como o salmão. “É uma coisa nova, que (o público) está começando a se adaptar. Então ele não deixou a mania dele, mas ele tira uma vez por semana ou duas vezes por semana para vir aqui”, contou.

Concorrência

Os donos do restaurante brasileiro, Marcelo da Silva Araújo, e do japonês, Fernando Gustavo Marques Reis, veem como bom o aumento do número de empresas do ramo na Cidade. Para Marcelo, “quanto mais concorrente melhor pra mim, melhor para o público também”. Fernando Gustavo explicou que quando há mais empresas abertas, o efeito é positivo, pois isso divulga os produtos: “Eu queria muito que tivesse mais concorrência para mim na comida japonesa”.

Autor(a): Felipe Homsi

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