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Representante do FCO explica a falta de investimentos

Geral Comentários 07 de junho de 2013

Reunião foi provocada pela ACIA, que se mostra preocupada com a falta de recursos do Fundo Centro Oeste para Anápolis


O Secretário Executivo do Fundo Constitucional do Centro Oeste, Orcino Gonçalves Júnior, veio a Anápolis a convite da diretoria da Associação Comercial e Industrial (ACIA), para um debate sobre os problemas vividos na liberação de recursos para o empresariado. Ele ouviu uma série de relatos, principalmente dando conta de grupos empresariais que cumpriram todas as formalidades para se habilitarem aos empréstimos viabilizados através do Banco do Brasil e não foram contemplados com os recursos. Por conta disso, muitas dessas empresas, segundo os relatos feitos durante a reunião, estão passando por dificuldades, tendo de descapitalizar, aplicar recursos particulares de seus representantes, abandonar projetos e mergulhar no sistema financeiro em busca de empréstimos de custos elevados.
Orcino Gonçalves admitiu que os recursos do FCO para este ano estão esgotados e o Governo busca saídas para o aporte de mais dinheiro. Dentre estas alternativas, está a liberação de parte dos recursos do FCO para o segmento agropecuário, assim como a captação de verbas junto a outros setores econômicos do Governo Federal, como o BNDES e outros fundos. Todavia, não há uma data para que isto ocorra. De acordo com o representante do FCO, isto se deve à liberação de recursos acima dos orçamentos nos anos de 2011 e 2012. Ele citou que para 2011 estava prevista a liberação de R$ 1,2 bilhão, tendo sido liberados mais de R$ 2 bilhões. Em 2012, para uma previsão de R$ 1,5 bilhão, liberou-se R$ 1,87 bilhão.

Esgotamento
De acordo com o representante do FCO, o que levou ao esgotamento dos recursos foi o crescimento que o Estado de Goiás experimenta, acima da média nacional. “São novos empreendimentos que surgem a cada dia e o Banco do Brasil não conseguiu acompanhar”, justifica. Ele disse que, entretanto, os empresários podem procurar o Banco e discutir com os gerentes outras formas de financiamentos praticamente com os mesmos benefícios do FCO. “Já tem muita gente fazendo isso”, alegou.
Orcino Gonçalves disse, mais, que não se pode iludir o empresariado, estabelecendo datas para que a situação volte à normalidade. Para ele, só uma pessoa (o Ministro da Fazenda Guido Mantega) é que pode definir datas. “Mesmo assim, se for autorizado pela Presidente Dilma Rousseff”, destacou.
Ele negou, ainda, que exista qualquer ingerência política na distribuição de recursos e que a maior parcela vai, mesmo, para os micros e pequenos empreendedores. Com dados oficiais, Orcino Gonçalves declarou que Goiás ficou com as maiores parcelas do Fundo Centro Oeste em 2011 e 2012. O que ocorreu, em sua opinião, é que o Estado cresceu acima da média nacional. “Ano passado Goiás ficou em primeiro lugar na geração de empregos e no segundo lugar em investimentos, perdendo, apenas, para a Bahia”, disse o Secretário Executivo do Fundo Centro Oeste.

Autor(a): Nilton Pereira

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