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Remição de pena por leitura é regulamentada em Goiás

Geral Comentários 23 de novembro de 2018

A remição já ocorria, mas com regras diferenciadas por estabelecimentos prisionais no Estado


A Diretoria-Geral de Administração Penitenciária (Dgap) participou da assinatura do documento que regulamenta a remição de pena pela leitura em Goiás. A proposta, elaborada pelo Ministério Público de Goiás (MP-GO), Tribunal de Justiça de Goiás, Secretaria da Educação (Seduce) e Dgap, foi na sede do MP, em Goiânia, e contou com representantes de todos os órgãos envolvidos.
A remição pela leitura já ocorre em unidades prisionais do Estado, mas com regras estabelecidas de forma individuais por meio de portarias das comarcas locais. A partir de agora, a portaria uniformizará as diretrizes e a aplicação do projeto.
Cada leitura homologada pela autoridade judiciária possibilitará a remição de quatro dias de pena. O preso poderá se valer da iniciativa uma vez a cada 30 dias. Ao final de 12 meses, pode remir até 48 dias. As regras valerão de acordo com a capacidade gerencial da unidade prisional.
Para a coordenadora do Centro de Apoio Operacional da Educação do MP, promotora Liana Antunes Tormin, a regulamentação visa dar oportunidades iguais a todos os presos. “Um dos principais objetivos dessa portaria é o de dar condições iguais a todos os detentos do sistema prisional goiano, de uma nova perspectiva educativa”, enfatiza.
Para o gerente de Educação, Módulo de Respeito e Patronato da Dgap, Iris Pereira, a normativa soma aos esforços dos diretores das unidades, bem como estimula os presos quanto à bonificação. “A portaria traz a democratização maior do programa para todas as unidades”, pontua.
“Essa portaria vai ter um regulamento padrão para ser utilizada em todas as comarcas goianas, ao mesmo tempo a gente também vai ampliar o alcance onde o projeto não é realizado”, salienta o gerente. Segundo Iris, algumas comarcas não programavam a remição pela leitura justamente por não haver uma regra especifica para o projeto.
O diretor-geral adjunto da Dgap, coronel Agnaldo Augusto da Cruz, esclarece que a diretoria trabalha com o viés de ocupação aos detentos, pois, segundo afirmou, traz a possibilidade de transformação das perspectivas de vida.
“O sistema prisional é um reflexo da nossa sociedade, portanto, precisamos rever o trato com este sistema. Todos têm o direito de uma nova vida”, afirma. Ele adianta que a intenção é que já na próxima semana a proposta saia do papel e possa ser iniciada. “É uma iniciativa de gestão, prática, econômica, factível e muito importante para os presos”, acrescenta.


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