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Relaxe os músculos

Saúde Comentários 05 de abril de 2018

Exercícios especiais garantem desempenho físico de boa qualidade


No final do dia, a coluna, os ombros e o pescoço estão tão tensos que parecem ter carregado sacos de areia. Com o tempo, e a repetição dos maus hábitos, essa dor muscular diária pode trazer consequências mais sérias, como uma hérnia de disco ou problemas nos tendões e ligamentos.
Boa parte dos executivos se queixa de tensão muscular quando dá início ao Programa de Check-up. Os incômodos nas costas e nos ombros podem ter motivos comuns: ergonomia incorreta e o excesso de tensão. Um computador posicionado de maneira errada – baixo demais – ou passar horas sentado em frente ao notebook, em uma cadeira pouco adequada, estão entre os fatores ligados à ergonomia.
“Depois de horas trabalhando assim, é comum a pessoa terminar o dia com dor lombar e cervical”, alerta o Dr. Mario Ferretti Filho, ortopedista e gerente do Programa Integrado de Ortopedia e Reumatologia do Einstein. O ortopedista também explica que as tensões da rotina profissional habitualmente fazem os músculos se contraírem demasiadamente, o que leva à dor.
A solução está em investir em uma ergonomia adequada: a tela do computador precisa estar na altura dos olhos, os braços devem ficar apoiados e próximos à mesa, de maneira que os músculos não fiquem tensionados.
Terapias que trabalham a boa postura também ajudam, como a reeducação postural global (RPG). “A prática de uma atividade física é essencial. Um tônus muscular mais forte ajuda na melhoria da postura estabiliza a coluna e os ombros e ainda tem efeito anti-inflamatório”, diz Ferretti Filho. Outra dor comum a esses profissionais vem de cima: da cabeça. Cerca de 10% deles, por exemplo, afirmam ter enxaquecas constantes. “Além do estresse, o excesso de cafeína, bebidas energizantes, chocolate e álcool pode desencadear as crises”, esclarece o Dr. Pedro Paulo Porto Junior, neurologista do Einstein.
Entre as mulheres, aliás, as crises podem ser ainda mais frequentes. Isso acontece devido à montanha-russa hormonal pela qual o organismo feminino passa todos os meses. Vale saber que as dores de cabeça ou cefaleias são extremamente comuns. Um estudo recente realizado pela Sociedade Mineira de Cefaleia mostra isso claramente.
Na pesquisa foram entrevistados 900 funcionários de três empresas de Belo Horizonte – e 74% deles afirmaram ter tido dores de cabeça nos últimos 12 meses. Mais: de acordo com a Sociedade Brasileira de Cefaleia estima-se que a prevalência da queixa desse mal, ao longo da vida, seja de 93% nos homens e 99% nas mulheres, e 76% do sexo feminino e 57% do masculino tenham pelo menos um episódio de dor de cabeça por mês. Dor de cabeça é, aliás, um nome genérico. Os médicos costumam dividi-la em primária e secundária. No segundo grupo, estão as deflagradas por gripes, sinusites e afins.
A enxaqueca e a do tipo tensional são consideradas primárias. O tolerável é recorrer aos analgésicos, por conta das dores de cabeça, até duas vezes por mês. Uma frequência maior do que essa indica que uma avaliação se faz necessária. Somente um médico é capaz de recomendar o medicamento mais adequado para cada caso – e nem sempre são os tradicionais analgésicos.
Tensão muscular
•Sintomas: Dores no pescoço, ombros e região lombar.
•Fatores de risco: Má postura, flacidez abdominal, passar horas seguidas trabalhando sem parar.
•Tratamento: Os relaxantes musculares têm efeito paliativo, assim como os anti-inflamatórios. O ideal é investir em terapias que ajudem a melhorar a postura, ou mesmo em uma fisioterapia, e se habituar a fazer pausas no trabalho a cada hora.

Conselho de Especialista
•Dê uma massagem de presente a você mesmo. A terapia ajuda a relaxar os músculos, o que reduz a dor causada pela tensão.
•Parar o trabalho a cada uma hora traz alívio para as costas e os ombros. Vale tomar água ou chá e caminhar um pouco. Até mesmo um alongamento rápido é bem-vindo.
•Falar ao telefone comprimindo o aparelho entre o ombro e a orelha, sentar com as pernas dobradas sob o corpo, escorregar na cadeira como se estivesse deitando. Essas atitudes não são recomendáveis para a boa postura.
•Pratique uma atividade física ao ar livre. A luz natural eleva a melatonina, substância que ajuda, entre outras coisas, a modular o sono. Dormindo melhor, despertamos bem e temos um dia mais saudável, com melhor rendimento, menos estresse, e, consequentemente, menos dor.
Fonte: Dr. Pedro Paulo Porto Junior, neurologista e Dr. Mario Ferretti Filho, ortopedista do Hospital Albert Einstein.


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