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Rekkof cada vez mais próxima da realidade

Economia Comentários 13 de agosto de 2011

Projeto pode incluir Anápolis na relação das comunidades mais importantes do mundo em termos de indústria aeronáutica. Há muito otimismo sobre o desfecho da operação


A instalação de uma filial da fabricante holandesa de aviões Rekkof, em Anápolis, caminha a passos largos para se consolidar. Esta é a expectativa do secretário estadual de Indústria e Comércio, Alexandre Baldy, que comandou, na última quinta-feira, 11, uma reunião do Conselho de Desenvolvimento do Estado (CDE), que é responsável em analisar e aprovar projetos de acesso à linha de financiamento do Fundo Constitucional Centro-Oeste. A reunião contou com a presença de executivos da Rekkof na Holanda e no Brasil que, na oportunidade, fizeram uma exposição detalhada do projeto. O evento aconteceu na sala de reuniões do 10º andar do Palácio das Esmeraldas. O governador Marconi Perillo não pôde estar presente, devido a um compromisso na cidade de Luziânia.
O secretário Alexandre Baldy, ao abrir os trabalhos, lembrou que as tratativas com a Rekkof começaram antes mesmo da posse do novo governo. “Este é um grande sonho de Goiás, um sonho do Governador Marconi Perillo que queremos transformar em realidade”, destacou, acrescentando que executivos da empresa já vieram a Goiás, assim como o governo goiano já esteve também na Holanda para conhecer a multinacional, que teve proposta de outros países como a África do Sul e a Índia. No entanto, segundo observou o diretor da Rekkof Brasil Ltda., Rubens Oliveira, a preferência pelo nosso País se deu em razão de vários fatores, dentre eles, o bom relacionamento comercial com a Holanda. O diretor comercial da Rekkof Aircraft na Holanda, Cart Lindenbum, observou, também, que pesou na escolha a localização estratégica para os interesses comerciais e logísticos da Rekkof. Lindenbum ressaltou, ainda, o apoio dado pelo Governo de Goiás, outro ponto preponderante para a definição do negócio.
Para o secretário Alexandre Baldy, o Governo, através da ação de várias secretarias de Estado, não está medindo esforços para que a Rekkof instale a primeira indústria no setor aeronáutico em Goiás. “Isso vai trazer visibilidade não só para o nosso Estado, mas para o Brasil”, afiançou.

Números
O empreendimento, de acordo com o Secretário, pelo seu porte, é emblemático para Goiás. Porém, muito mais do que isso, ele também projeta alguns números interessantes como a oferta de nove mil empregos diretos e indiretos após a sua consolidação. Quando estiver no seu ápice, a empresa deve gerar uma receita estimada de R$ 232,5 milhões em impostos, além da possibilidade de atrair de 15 a 20 empresas satélites. De acordo, ainda, com números apresentados pela Rekkof Brasil, a média salarial deverá ser R$ 3, 1 mil reais, o que implicará em aproximadamente R$ 28 milhões de massa salarial por mês na região de Anápolis, impactando o seu comércio e outros setores econômicos, como o de hotelaria e construção civil, cuja previsão seria um acréscimo de três a quatro mil moradias.
Outro ponto destacado é que a empresa pretende concentrar 12% dos seus fornecedores em Goiás; 39% serão fornecedores nacionais e 49% internacionais. Na planta industrial, o projeto prevê investimentos ambientais para tratamento e reaproveitamento de água e também tratamento de detritos, embora seja uma planta com baixo nível poluente.

Investimento de mais de R$ 1 bilhão
O projeto para a vinda da Rekkof para Goiás é grandioso, a começar pela previsão do investimento: mais de R$ 1 bilhão. A engenharia financeira para consolidar o empreendimento prevê aportes de R$ 200 milhões em financiamento via Fundo Constitucional Centro-Oeste (FCO), além de mais de R$ 600 milhões a serem financiados pelo BNDES. O restante seria desembolsado pela Rekkof, integralizando também todo o desenvolvimento de tecnologia.
Na apresentação feita pelo diretor da Rekkof Brasil, Rubens Oliveira, foram mostrados os vários passos para o empreendimento se consolidar, a começar pela questão da formação da mão-de-obra, para esta etapa a intenção é firmar convênios com instituições como o SEBRAE, o SENAI e as universidades, no caso a UEG e a PUC, que já tem um curso voltado para o segmento aeronáutico.
A implantação da unidade em Anápolis, em outra etapa, prevê a utilização de uma área com mais de um milhão de metros quadrados, sendo mais de 100 mil metros de área construída. Essa área deve ocupar o terreno da Plataforma Logística Multimodal, próxima ao Distrito Agroindustrial e ao local onde deverá ser implantado o aeroporto de cargas.
Inicialmente, o projeto aponta que a unidade goiana irá produzir peças e estruturas aeronáuticas, visando atender aos mercados nacional e internacional. Essa fase do negócio, explicou Rubens Oliveira, depende de um “tempo de maturação”. No entanto, ele observou que a planta brasileira tem outro objetivo, que é atender ao projeto NG da fábrica da Holanda, que pretende retomar a montagem das aeronaves Fokker, nos modelos F-70 NG, F-100 NG e, futuramente, o F-130 NG com conceitos mais modernos em termos de aerodinâmica, novos motores e uma série de outros diferenciais para o mercado. Ainda em relação ao mercado, outro setor a ser abrangido seria o de serviços de manutenção. Os estudos apresentados mostram que há 230 aviões Fokker voando em todo o mundo e que esta já é uma demanda para peças e serviços.
Além disso, a planta goiana poderá, futuramente, abrigar a montagem de aeronaves de pequeno porte, sendo que, neste sentido, adiantou o diretor da Rekkof, estão em negociações parcerias com as fabricantes dos modelos Let 410 e Dornier 228, turboélices que seriam muito bem adaptados às demandas do mercado nacional neste segmento.

Autor(a): Claudius Brito

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