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Registro de ocorrências cai 91,75% durante Operação dos Servidores da Segurança

Segurança Comentários 11 de dezembro de 2015

Dados foram divulgados pelo Sindicato dos Policiais Civis do Estado de Goiás, que considerou positivo o resultado do movimento


O número de registros de boletins de ocorrência em todo o Estado de Goiás em delegacias da Polícia Civil nas 24 horas da Operação Produtividade Zero (entre as 8 horas de quarta-feira, 09, e as 8 horas de quinta-feira,10) foi de 99 boletins, o que representa 8,25% da média diária, de 1,2 mil BOs registrados em todo o Estado. A queda foi de 91,75% durante a paralisação dos servidores da Segurança Pública, que protestaram pelo não pagamento da segunda parcela de reposição salarial, pelo governo do Estado, acordada em 2013 e prevista em leis aprovadas pela Assembleia e sancionadas pelo próprio governo, que foram revogadas no final do mês passado.
O balanço da operação foi apresentado na quinta-feira,9, no Instituto Médico Legal (IML), em Goiânia, pelo Sindicato dos Policiais Civis do Estado de Goiás (Sinpol). O levantamento aponta ainda que só em Goiânia, durante as 24 horas da operação, foram registrados 12 homicídios, 70 roubos de veículos e 12 furtos de veículos. O número de autos de prisão em flagrante registrado também caiu 83% em todo o Estado. Enquanto diariamente são feitas 100 prisões em flagrante, nessas 24 horas foram registradas 17.
Para o presidente do Sinpol, Paulo Sérgio Alves Araújo, o balanço é extremamente positivo. “Mostramos que a sociedade sente falta da polícia nas ruas e no atendimento nas delegacias, mas também deixamos evidente nossa insatisfação com essa política de não atender sequer aos acordos feitos para reposição salarial. Nossos homens e mulheres estão doentes e desestimulados, além de muito sobrecarregados, trabalhando por três”, diz o presidente do Sinpol. “Chegamos a esse ponto porque o governo não demonstra a menor sensibilidade com esses pais e mães de família que trabalham na Segurança Pública”, afirma.

Descumprimento
Os policiais realizaram uma assembleia geral conjunta na no dia 24 de novembro, às 14 horas, em frente à Assembleia Legislativa quando os servidores deliberaram pelas paralisações. Após a confirmação de não pagamento da parcela de 12,33% de reajuste em novembro, mês da data-base, e reuniões com os secretários de Segurança, Joaquim Mesquita, e da Fazenda, Ana Carla Abrão, e com o próprio governador Marconi Perillo, os servidores decidiram realizar a paralisação de 24 horas. "É único recurso diante da intransigência do governo", afirma Paulo Sérgio.
Os reajustes foram firmados em acordo com o governador em 2014, com lei aprovada na Assembleia Legislativa e sancionada pelo Executivo.
O comitê que representa os servidores é composto pelas seguintes entidades: Sinpol, Associação dos Subtenentes e Sargentos do Estado de Goiás (Assego), Associação dos Cabos e Soldados da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar (ACS), Associação dos Oficiais da Polícia e Bombeiros Militar de Goiás (Assof), Associação das Pensionistas da PM/BM de Goiás (APPB), Associação dos Peritos Criminais e Médicos Legistas (Aspec), Associação dos Militares Inativos de Goiás (Amigo), União Goiana dos Policiais Civis (Ugopoci), Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de Goiás (Sindepol), Sindicato dos Servidores do Sistema de Execução Penal do Estado de Goiás (Sinsepgo), Associação dos Servidores do Sistema Prisional de Goiás (Aspego), Associação dos Delegados de Polícia do Estado de Goiás (Adpego), Sindicato dos Peritos Criminais e Médicos Legistas de Goiás (Sindperícias) e Associação dos Papiloscopistas Policiais do Estado de Goiás (Appego). (Com informações da assessoria do Sinpol)

Autor(a): Da Redação

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