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Refrigerante diet faz ‘aumentar a barriga’

Saúde Comentários 20 de maro de 2015

Segundo estudo, ao longo de dez anos, a circunferência abdominal de idosos que consumiam a bebida diariamente mais do que dobrou


O consumo frequente de refrigerante diet está diretamente associado ao aumento da circunferência abdominal em adultos com 65 anos ou mais. A descoberta eleva a preocupação sobre o consumo crônico de refrigerante, que pode elevar o risco de síndromes metabólicas e doenças cardiovasculares, já alto em pessoas dessa faixa etária.
Pesquisadores americanos analisaram dados de 749 adultos com mais de 65 anos, que foram acompanhados por uma década. Ao longo deste período, a circunferência abdominal dos que bebiam refrigerante diet diariamente cresceu duas vezes mais do que daqueles que não ingeriam a bebida: 2,11 centímetros, ante 0,77 centímetro. Já entre consumidores ocasionais de refrigerante diet o crescimento foi de 1,83 centímetro.
Surpreendentemente, não foram encontradas evidências significativas entre o consumo de refrigerante “normal” e a expansão da gordura abdominal.
O dado é preocupante porque a gordura localizada no abdomen, chamada viceral, está associada ao aumento de doenças cardiovasculares, inflamações e diabetes tipo 2. A pesquisa foi publicada na terça-feira no periódico Journal of the American Geriatrics Society.
Os autores recomendam que adultos que consomem refrigerante diet diariamente tentem diminuir e, de preferência, cessar seu consumo.
Obesidade no mundo - A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que no ano passado 1,9 bilhão de adultos estavam com sobrepeso, isto é, índice de massa corporal (IMC) igual ou maior que 25. Destes, 600 milhões estavam obesos (IMC igual ou maior que 30).

Maneiras de perder a barriga
• Fazer treinos intervalados - O treino intervalado consiste em alternar o exercício entre intensidades muito altas (até 90% da frequência cardíaca máxima) e baixas a médias (não ultrapassando 70% da frequência cardíaca máxima), por, no máximo, 30 minutos. “Esse método eleva o gasto energético da pessoa por até 48 horas após o exercício”, explica Rodrigo Minoru, biomédico e professor do Centro de Metabolismo em Exercício Físico e Nutrição da Universidade Estadual Paulista (Unesp). O metabolismo acelerado favorece a queima de gordura.

• Praticar musculação - O músculo é o tecido que necessita de mais energia para manter-se ativo. Logo, quanto mais tecido muscular, maior será o gasto energético em repouso. Além disso, uma pesquisa recente de Harvard comprovou que a musculação é mais eficiente do que o treinamento aeróbico para perder barriga. Os participantes que faziam 20 minutos de treinamento com peso por dia tinham menos circunferência abdominal do que os que faziam 20 minutos de atividade aeróbica em intensidade moderada ou intensa. A combinação dos dois tipos de exercício surtia resultados ainda melhores.

• Entender que exercícios abdominais não fazem milagre - O que diminui a barriga é a perda de gordura. Exercícios localizados, como o abdominal, não fazem isso. “O exercício localizado simplesmente fortalece a musculatura abdominal”, diz Henrique Suplicy, endocrinologista e membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM).

• Evitar alimentos de alto índice glicêmico - O índice glicêmico (IG) diz respeito à velocidade pela qual o carboidrato é transformado em glicose pelo organismo. Ou seja, alimentos de alto IG são aqueles digeridos rapidamente pelo corpo. “Esse tipo de comida faz com que o nível de insulina suba de maneira rápida no sangue. Já se comprovou que essa condição é a principal causa de acúmulo de gordura visceral”, diz Izidoro Flumignan, endocrinologista do centro de tratamento da obesidade do hospital Quinta d’Orla, no Rio de Janeiro. Exemplos de alimentos de alto índice glicêmico são pães brancos e sucos industrializados.

• Não se privar de um tipo específico de alimento - O organismo precisa de carboidratos, proteínas e gorduras para se manter ativo e saudável. Segundo a nutricionista Carla Cotta, do Equilibrium SPA da Mente, no Rio de Janeiro, uma alimentação balanceada favorece a queima de gordura. “Por um mecanismo de sobrevivência, o corpo pouco nutrido acumula mais gordura”, diz Carla.

• Controlar o stress - Quando ficamos estressados, o corpo excreta grandes quantidades de cortisol, o hormônio do stress. “Concentrações elevadas desse hormônio favorecem o acúmulo de gordura abdominal. Além disso, por um fator psicológico, quando passamos por momentos estressantes, tendemos a comer mais”, diz Henrique Suplicy.

Autor(a): Da Redação

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