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Reforma da Praça Bom Jesus vira alvo de polêmica

Cidade Comentários 16 de junho de 2012

A poucos dias de sua entrega oficial (20 de junho) a reforma do mais famoso espaço público de Anápolis está sob intensa discussão. De um lado, defensores do patrimônio histórico. De outro, a Prefeitura


Motivo de queixas e reclamações que atravessaram diversas administrações municipais, a reforma (revitalização) da Praça Bom Jesus é motivo de mais uma polêmica. Desta vez, é o inconformismo de vários defensores do patrimônio histórico da Cidade, alegando que as obas estariam prejudicando a originalidade da Praça, assim como, afetando a visibilidade do prédio construído na década de 50 para sediar os poderes Executivo (Prefeitura) e Judiciário (Fórum) o que, de fato, ocorreu até dezembro de 1972, quando o Governo Municipal se transferiu para o Palácio 31 de Julho (hoje sede da Câmara de Vereadores). Anos depois, o Ministério Público e o Poder Judiciário, também, deixaram o prédio, se transferindo para o Fórum Municipal “Dr. João Barbosa das Neves”, na Avenida Senador José Lourenço Dias (Contorno) ao lado do Centro Administrativo. Desde então, o edifício foi utilizado para várias atividades até que, no início dos anos 2000 (administração Ernani de Paula) recebeu completa reformulação e passou a sediar a Secretaria Municipal de Cultura.
Por várias vezes a Praça Bom Jesus passou por modificações e melhoramentos, nenhum, todavia, contemplando as aspirações comunitárias. No máximo, interferências superficiais. Atualmente a Prefeitura está promovendo uma total reforma na Praça, sem, contudo, modificar o prédio do antigo Fórum e a fonte sonoro/luminosa, considerados partes do Patrimônio Histórico da Cidade. E, é justamente, por conta disso que surgiu a polêmica. É que se questiona a instalação de quiosques para abrigarem os antigos vendedores ambulantes que ocupavam espaços na Praça. Estes estão, há quatro meses, sem trabalhar no local, devido aos tapumes colocados para o andamento do serviço de reforma.
No entendimento dos críticos, a instalação dos quiosques nas proximidades do prédio, dificulta a visibilidade do mesmo. Outro questionamento é quanto à instalação de sanitários públicos na área do edifício, o que, na versão dos reclamantes, desfigura a originalidade das edificações tombadas pelo Patrimônio Histórico. Também alega-se que a permissão para se instalarem pontos de comércio na Praça fere o direito coletivo, pois privilegia-se alguns em detrimento da sociedade como um todo. O caso foi levado, inclusive, ao Ministério Público, com a Promotora Sandra Mara Gaberlini convocando uma reunião, da qual participaram, dentre outros, os secretários municipais de Meio Ambiente e Recurso Hídricos, Luiz Henrique Ribeiro e, da Cultura, Augusto César de Almeida. No encontro, datado do dia 11 de junho, ficou definido que a Prefeitura iria rever partes do que está sendo questionado pelos críticos, devendo apresentar uma solução.
Justificativas
Ao falar sobre o assunto, o Secretário Municipal de Meio Ambiente, Luiz Henrique Ribeiro, assegurou que a reforma da Praça foi precedida de ampla discussão com os mais variados setores do Município. “A Associação Comercial e Industrial, por exemplo, doou um projeto, elaborado pelo arquiteto Guilherme Takeda. Este projeto passou por algumas adaptações, porque obteve questionamentos de setores importantes da Cidade. Depois, o engenheiro Daniel Fortes, da equipe da Prefeitura, apresentou a modificações que foram, novamente, discutidas com vários segmentos sociais”, disse Luiz Henrique. Ainda, de acordo com o Secretário do Meio Ambiente, não houve qualquer alteração nas edificações (fonte luminosa e prédio do antigo Fórum) considerados integrantes do Patrimônio Histórico do Município. Ele alega que a construção de sanitários na Praça obedece a uma aspiração popular. “Foi feita uma pesquisa e a maioria ouvida quer de volta os sanitários. Eles estão sendo construídos dentro do padrão condizente com a arquitetura da Praça, inclusive com acesso a portadores de necessidades especiais, um avanço que não existe em nenhuma praça pública de Goiás”, disse o Secretário. Ele adiantou, também, que a nova Praça Bom Jesus não terá a presença de grupos aleatórios; pessoas estranhas, incluindo colônias de moradores de ruas, usuários de drogas e outros que, antes da reforma, tomavam conta do espaço destinado à comunidade.
Por fim, Luiz Henrique contesta a colocação de que a Praça estaria se transformando em um camelódromo. “Muitas pessoas que trabalhavam no local há décadas, vão ficar, mas em áreas específicas. Não se acrescentou nem um novo permissionário. Além do mais, comércio na Praça Bom Jesus é uma coisa histórica, desde a fundação de Anápolis. Era, justamente naquela praça que se reuniram os comerciantes por ocasião da Festa de Bom Jesus. Também, não haverá prejuízo para ninguém. Os pontos de ônibus e de taxi serão mantidos; as bancas de revista e os pequenos vendedores continuarão servido à coletividade, mas tudo dentro de setores específicos. Não haverá, por exemplo a baderna que sempre existiu ali. Só será permitida a presença de pessoas autorizadas e cadastradas pela Prefeitura”, declarou o Secretário.

Autor(a): Nilton Pereira

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