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Recanto do Sol: População cobra atuação do Poder Público

Cidade Comentários 11 de abril de 2015

Furtos de veículos; ruas sem asfalto, esgoto a céu aberto e um posto de saúde sem conclusão. Estas e outras reclamações foram feitas por moradores do bairro, localizado na região norte de Anápolis


Leitores do Contexto que moram no Bairro Recanto do Sol entraram em contato com o jornal por meio da Fanpage no Facebook (www.facebook.com/contextojornal) com o objetivo de reclamarem sobre a falta de um sistema apropriado de esgotamento sanitário na região. As queixas foram direcionadas, principalmente, à Saneago, empresa goiana responsável pelo saneamento básico nos municípios do Estado. Uma imagem veiculada mostra água de esgoto saindo de um buraco no asfalto, na Rua 54.
De acordo com a dona de casa Joana Maria Aguiar, 70, “está fedendo demais. É perigoso até matar a gente”, reclama. Ela conta que “direto acontece isso”. Já para Maria Divina, 47, também dona de casa, crianças estão sendo prejudicadas pelas consequências do esgoto a céu aberto. “Tenho meus netos, que ficam aqui respirando este mau cheiro, o que prejudica, muito, a saúde deles”, relata. Ela afirma que tentou entrar em contato com os órgãos competentes, mas “ninguém fala nada”. Até o final desta reportagem, a Saneago não havia sido contatada para comentar sobre o sistema de esgoto da Rua 54.
Mas, foi necessária, apenas, uma volta no Recanto do Sol para se verificar que o saneamento básico está longe de ser o único problema que atormenta os moradores do setor. Um dos entrevistados, que não será identificado, chamou a região de ‘terra sem lei’. Mariozan Bezerra é comerciante. Nas proximidades da rua onde fica seu mercado, não há quebra-molas. Os carros, conforme seu relato, passam em alta velocidade, ocasionando acidentes. Ele aborda outro problema: a falta de asfalto em ruas próximas ao Centro Municipal de Educação Infantil Batista Central de Anápolis.
A escola fica na Rua Rosa Nepomuceno. Mariozan entende que a lama provocada pelas chuvas “atrapalha, muito, o trânsito”. “Molha muito. Suja as crianças de lama”, acrescenta. Ele entende que o asfalto na localidade “é obra da Prefeitura” e que os moradores têm cobrado uma posição do Poder Público Municipal. “Eles vêm aqui, dão uma olhada, só olham e, pronto. Vão embora. Mandam jogar um cascalho e, pronto. Tapam aqueles buracos e fica por isso mesmo”, exclama.
“Nós sempre queremos a melhoria para o nosso bairro e para as crianças que passam ali também. Sempre vamos reivindicar para ver se melhora para a gente”, explicita. Logo na entrada da escola, uma mãe de dois filhos que estudam naquele centro de educação infantil confirma os problemas causados pela falta do asfaltamento. Letícia Oliveira Pires Santos, 26, operadora de telemarketing, precisa ir, pelo menos, quatro vezes por dia à escola, por causa dos turnos em que cada um de seus garotos estuda.
“Quando chove, normalmente, abrem-se novos buracos. Se você vem a pé, você toma um banho de lama, juntamente com seus filhos. Se vem de carro, tem que se preocupar com quem está à pé, ou, vindo de bicicleta, o que ocorrem com a maioria das mães”, informa. Nos horários de entrada e saída de alunos, continua, o local “fica intransitável”. Motoristas de carros e motos, de acordo com Letícia, “passam na maior velocidade e não respeitam quem está com as crianças”. Quando a chuva passa e o tempo seca, “as crianças estão ali, respirando aquela poeira”.
Para ela, “a escola merece a credibilidade de ter um asfalto na porta e os pais, também, merecem trazer os filhos, pelo menos, no asfalto”. A Secretaria de Obras, Serviços Urbanos e Habitação foi procurada pelo Jornal Contexto para comentar sobre futuros projetos de asfaltamento no Recanto do Sol, mas, até o final desta reportagem, não houve resposta.
Saúde
Antônio José Soares, morador do Recanto do Sol, reclama que na Rua SW-4 deveria ter sido concluído um posto de saúde, o que nunca ocorreu. Um canteiro de obras está montado no local, parte do alicerce foi iniciada, mas a obra não seguiu adiante. Segundo o morador, o empreendimento seria “bom e importante para a população”. A Secretaria de Saúde informou, por meio de sua assessoria, que houve problemas relacionados ao grande volume de água no subsolo do terreno, o que determinou a paralisação da obra para se modificar o projeto de fundação e alicerce do futuro posto de saúde. Após esta decisão, a empresa que havia vencido a licitação da obra desistiu de levar adiante o empreendimento. Ainda de acordo com a Pasta de Saúde, está em curso o ‘chamamento da segunda colocada’. Conforme a resposta da Secretaria, por meio de nota, ‘a Secretaria Municipal de Saúde reconhece a demora, mas estão sendo cumpridos os trâmites legais da Lei 8666/93 (Lei das Licitações)’.
Segurança Pública
Logo em frente ao Posto de Saúde que está sendo construído no Recanto do Sol, a cena de um carro incendiado na madrugada do dia 07 de abril, terça-feira, chocava a quem passava pela Rua SW-4. O proprietário do veículo, Wolney Batista, pintor, estava desolado. Ele informou que foi avisado por um sobrinho sobre o ocorrido. E, suspeita do que ocorreu: “Eles (ladrões) pegaram (o veículo) na porta de casa e tentaram roubar. Como o volante travou, puseram fogo no meu carro”.
Wolney afirma que, durante a madrugada, escutou seus cachorros latindo. “Mas nem dei muita moral, porque eles sempre latem”, pontua. Ele mora na Rua NS-03, onde o carro estava estacionado na hora do suposto assalto. O veículo teria sido levado até a Rua SW-4, em um local em frente à obra do posto de saúde. “Do jeito que ele (carro) virou, ele ficou aqui”, relata. E, acrescenta que “nem imaginava” a possibilidade de algo assim ocorrer. “Eu entendo que eles queriam roubar. Mas, como não foi possível, pela tranca do volante, certamente eles encostaram e falaram: ‘Nós não vamos roubar, mas vamos fazer uma maldade. Puseram fogo’”, diz, ainda indignado. Ele registrou ocorrência no 5º DP. O carro ainda não foi pago pelo pintor. Também sobre o fator violência, o Recanto do Sol registra um dos maiores índices de crimes contra a pessoa (agressões, lesões corporais, tentativas de homicídio e assassinatos) em Anápolis, a maior parte, segundo a própria polícia, relacionada com o narcotráfico que é forte na região.

Autor(a): Felipe Homsi

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