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Rapaz morre de hantavirose

Saúde Comentários 16 de julho de 2010

A morte de um jovem (com 21 anos de idade), pela doença conhecida por hantavirose está causando estranheza na comunidade médica de Anápolis.


A morte de um jovem (com 21 anos de idade), pela doença conhecida por hantavirose está causando estranheza na comunidade médica de Anápolis. A moléstia, fatal em mais de 50 por cento dos casos incide, preferencialmente, em regiões rurais, onde o animal transmissor (rato silvestre) tem seu habitat. Entretanto, em 2009 a Secretaria Municipal de Saúde já havia registrado dois casos em Anápolis. Um dos pacientes morreu e o outro conseguiu sobreviver. Em 2008, foram anotadas duas mortes pela doença. As informações são da Chefe de Vigilância Epidemiológica, Nélia Marinho. Segundo ela, o caso mais recente é atípico, pois a vítima morava em setor urbano e não tinha o hábito de frequentar regiões rurais, como chácaras, fazendas, acampamentos, etc. A identidade do rapaz foi mantida em sigilo, a pedido da família, a fim de se evitarem constrangimentos e atos discriminatórios. Ele residia na região do Bairro Santo Antônio, saída para Brasília. Sua internação foi feita com o diagnóstico inicial da gripe A H1 N1, pois os sintomas são bem parecidos.
A doença
O vírus hanta, cauador da hantavirose é transmitido por roedores, principalmente os da espécie Peromyscus leucopus (ratos silvestres), estando presente em sua urina e fezes. Esse vírus não provoca doenças no animal portador, mas sim em seres humanos. Acredita-se que os humanos são infectados quando expostos à poeira contaminada dos ninhos ou excrementos de ratos. Entretanto, a doença não é transmissível entre os seres humanos. A poeira contaminada é encontrada com frequência quando se faz a limpeza de moradias ou barracões, ou outras áreas fechadas que estejam, há muito tempo, desabitadas. Os primeiros sintomas da doença por vírus hanta são muito semelhantes aos da gripe. A doença começa abruptamente com febre, calafrios, dor muscular (mialgia), dor de cabeça, náusea, vômitos e mal-estar, podendo ocorrer tosse seca. A febre pode ser mais alta em pessoas mais jovens do que em mais velhas. Por um período de tempo muito curto, a pessoa infectada sente certa melhora. Porém, dentro de um ou dois dias segue-se uma frequência respiratória aumentada causada pela infiltração de líquidos para os pulmões. A falta de ar inicial é discreta e o paciente pode não percebê-la, mas a progressão é rápida. O paciente sangra internamente e, por fim, desenvolve insuficiência respiratória. Não existe, aparentemente, métodos para prevenção da doença. O que se recomenda é a limpeza das áreas e a extinção de focos, como ninhadas de ratos e acúmulo de lixo em geral.

Autor(a): Da Redação

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