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“Quero acreditar que, em 2018, vamos retomar a obra da Câmara”

Cidade Comentários 15 de dezembro de 2017

Presidente do Legislativo Anapolino avalia o cenário político e avalia cenário para as eleições de 2018


A Câmara Municipal está por encerrar as atividades legislativas deste ano de 2018. Qual o balanço já dá para se fazer em relação às atividades parlamentares?

AMILTON - Foi um ano de muito aprendizado, onde alguns vereadores estavam se adaptando ao mandato. Tivemos muitas discussões importantes, como a questão da segurança pública, dos programas sociais e tivemos também uma aproximação grande com as instituições religiosas, o que foi também muito importante este ano. Conseguimos aprovar muito projetos. Então, foi um balanço muito positivo.

Para o senhor, que está no segundo mandato, particularmente, está sendo um desafio presidir a Casa?

AMILTON - Para mim é uma grande honra e satisfação ser presidente da Câmara Municipal. Isso me deixa muito satisfeito. É, sim, um desafio do ponto de vista pessoal, porque a gente lida com uma Casa com 23 vereadores, cada um de um partido, de um posicionamento ideológico e um perfil diferente; um no primeiro mandato; outro com sete mandatos. Então, temos de entender cada um e lidar com as situações que surgem. Tem o desafio, mas é muito gratificante. Acho que pude tirar do papel algumas ideias que eu tinha: mudar um pouco a comunicação da Câmara; buscar este novo espaço para instalar provisoriamente o novo plenário. Neste caso, acho que houve um grande ganho, não apenas para os vereadores, mas para toda população.

Quanto à estrutura física, um dos desafios, e um problema, tem sido a construção do novo prédio. Como está sendo resolvida esta questão. Qual é a situação atual?

AMILTON - Isso é, certamente, um grande problema que enfrentamos. Teve uma auditoria que foi realizada este ano pelo Ministério Público e também pela Prefeitura. Neste levantamento, foram identificados pagamentos irregulares na gestão passada. Isso já foi devidamente comunicado ao Ministério Público, que fez um levantamento pormenorizado na obra, com uma equipe de Goiânia que esteve lá olhando. E, finalizado esta parte de auditorias e revisão do que foi feito, a Prefeitura está finalizando a elaboração de um novo projeto para concluir a obra, porque a empresa que a estava fazendo largou. Não tem mais contrato. A empresa anterior pode ser punida, ou não, pelas irregularidades que foram identificadas. Então, agora, nós estamos buscando finalizar o projeto para fazer a licitação. A expectativa é de que, até o final de janeiro, seja marcada a data para esta licitação. O projeto já se encontra em fase de conclusão, com o levantamento de preços. Penso eu que ainda no primeiro semestre do ano que vem, poderemos ter a retomada das obras. É uma prioridade minha, como presidente da Câmara; é uma prioridade de todos os vereadores. Nós somos muito cobrados por esta obra, embora não seja a própria Câmara, objetivamente, responsável em contratar empresa, desenvolver projeto e administrar a obra. Mas, o Prefeito Roberto Naves já se comprometeu conosco de retomarmos a obra o quanto antes.

E haverá recurso suficiente para essa retomada da obra?

AMILTON - A gente fez uma poupança este ano por parte da Câmara Municipal. Conseguimos economizar R$ 75 mil por mês. A Prefeitura tem, também, o compromisso de economizar uma quantia semelhante por mês. Há uma promessa do Governador Marconi Perillo, através do programa Goiás na Frente de fazer um aporte de R$ 2 milhões para a obra. Na verdade, temos que buscar esse dinheiro economizado este ano e no ano que vem para que possamos não só iniciar, mas também entregar esta importante obra para a sociedade.

Passando um pouco à questão política, o Prefeito Roberto Naves tem tido, até agora, uma base sólida na Câmara. Mas, ano que vem é um ano eleitoral. O senhor acha que o Prefeito consegue manter esta coesão que tem hoje a base?

AMILTON - Acho que a Câmara tem maturidade e vem discutindo as questões da Cidade. O Prefeito Roberto deu uma nova perspectiva de relacionamento entre o Legislativo e o Executivo. Ele é muito aberto, suscetível, que busca o diálogo franco e direto com os vereadores. Ele não aquela coisa de ficar enrolando, é muito objetivo: sim, sim... Ou, não, não. Ele (Prefeito) busca dar uma resposta para tudo o que a ele é levado. Então, acho que não vai ter muito impacto. Mesmo que os vereadores estejam dando apoio a ele (Prefeito), eles têm outros partidos, outros compromissos. Então, certamente, saberá entender isso.

Na eleição que vem, alguns vereadores, inclusive, devem sair candidatos e há uma discussão forte, sobre a questão da representatividade de Anápolis, principalmente, na Assembleia Legislativa. Qual leitura o senhor faz desta questão?

AMILTON - Acho que é preciso ter maturidade, juízo e deixar as vaidades de lado, para que possamos afunilar, diminuir o número de candidaturas, para que a gente tenha condições de eleger um número maior de representantes. Outras cidades menores que Anápolis como, por exemplo, Goianésia e Catalão, elegem mais de um deputado. Anápolis elegeu apenas um na eleição passada. E, isso, por falta de planejamento nosso da classe política. Lançamos muito candidatos, achando que vários seriam eleitos, mas os votos foram pulverizados. Cada um levou um pouquinho e ninguém foi eleito. Então, nós temos que aprender com as eleições passadas e buscarmos um número de candidatos que nos permita fazer um número maior de representantes.

A Câmara Municipal de Goiânia aprovou a concessão de 13º salário para Prefeito, Vice e Vereadores. Esta é uma discussão que vem sendo travada há algum tempo, mas que foi recentemente pacificada no Supremo Tribunal Federal. A Câmara de Anápolis vai colocar esta matéria na pauta?

AMILTON - Este ano, as grandes câmaras, como Aparecida de Goiânia e Goiânia aprovaram. É uma decisão do Supremo, que determina que é legal e pode ser pago, como vinha sendo pago no passado. Mas, houve uma interrupção em função de um questionamento judicial. Todavia, agora está pacificado. Hoje não tem nenhum projeto tramitando na Câmara neste sentido. E, como o período legislativo está se encerrando, não vai ser aprovado este ano. Mas é um caminho natural isso aí, porque pode ser feito. Falta determinar a regulamentação, se vai ser pago no mês de aniversário, enfim, qual forma se dará isso. Não é uma questão nova e nem fomos nós que corremos atrás desse direito. O STF julgou, autorizou e, agora, caba à Câmara, no ano que vem, fazer a regulamentação.


O senhor, particularmente, tem algum projeto político para 2018?

AMILTON - Eu coloquei meu nome à disposição de meu partido (Solidariedade) e do meu grupo político, para que possamos discutir uma possível candidatura à Deputado Estadual. Acho que tive uma votação importante para vereador, mais de três mil votos e fui um dos poucos vereadores que aumentou a votação de 2012 para 2016. Sou jovem e acho que represento um pouco do que a sociedade quer em termos de renovação, de caras novas na política. Então, estamos discutindo, dentro daquela proposta de afunilar candidaturas e, com isso, ter candidaturas competitivas. Mas, eu quero buscar o entendimento e os apoios necessários para formar uma candidatura que seja viável e com reais chances de ser eleito.

Finalizando esta entrevista, qual mensagem o senhor deixa para os anapolinos neste final de ano?

AMILTON - Quero agradecer a confiança da população na Câmara Municipal. Acho que foi um ano de interação importante da nossa Casa com a população. Num pronunciamento que eu fiz recentemente, eu citei o descrédito que as pessoas estão tendo com a política. Mas, é preciso ter esperança e, em 2018, com renovação para Presidente da República, Governadores, Deputados e Senadores ter uma retomada da confiança os políticos e nas instituições e que as pessoas voltem a sonhar com dias melhores na política. Até nós mesmos, políticos, vemos com tristeza este momento. Eu tenho convicção e creio que 2018 será o ano da renovação política.

Autor(a): Claudius Brito

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