(62) 3317 5500 • comercial@jornalcontexto.net

Quer saber se você vai passar dos 70 anos? Olhe para seus pais

Saúde Comentários 19 de agosto de 2016

Trata-se de matemática: se um dos pais viveu até os 70 anos, a chance de o filho chegar a essa idade aumenta em 17% - o efeito é cumulativo


A sua longevidade está muito mais relacionada ao tempo de vida de seus pais do que se pode imaginar. É o que indica um estudo publicado recentemente no periódico científico Journal of the American College of Cardiology. De acordo com a pesquisa, a maior já realizada sobre o assunto até então, pessoas cujos pais viveram até os 70 anos ou mais têm maior probabilidade de não desenvolver problemas cardíacos e cânceres quando chegarem à terceira idade. E, portanto, atingirão a mesma faixa etária.
Para chegar à conclusão, pesquisadores analisaram dados de cerca de 186.000 adultos com idade entre 55 e 73 anos, acompanhados ao longo de oito anos. Durante o estudo, os participantes relataram o tempo de vida dos pais as doenças sofridas por eles.
Os resultados mostraram que se um dos pais viveu até os 70 anos, a chance de o filho chegar a essa idade aumenta 17% — e esse efeito é cumulativo. Ou seja, se o pai ou a mãe viveu até o 100 anos, por exemplo, a probabilidade de o filho chegar pelo menos aos 70 anos sobe para 68%. Além disso, para cada década vivida além dos 70 anos, o risco de o filho desenvolver câncer caiu 7% e doenças cardíacas, 20%.
Os que têm pais longevos sofrem menos de problemas, como derrame, hipertensão , colesterol alto e fibrilação atrial. Os resultados permaneceram mesmo após serem considerados fatores como tabagismo, consumo de alto, sedentarismo e obesidade.
“Esse é o maior estudo a mostrar o impacto do tempo de vida dos pais na longevidade dos filhos. Nossos resultados são úteis também para pesquisas futuras, nos ajudará a prever a probabilidade de identificar e tratar pacientes a partir desse tipo de risco”, disse Janice Atkins, pesquisadora da Universidade de Exeter, no Reino Unido, e principal autora do estudo.
George Kuchel, coautor do estudo e pesquisador do Centro de Envelhecimento da Universidade de Connecticut, ressalta que o envelhecimento em si já é um fator de risco para o desenvolvimento de doenças crônicas, como as cardíacas, e essas descobertas destacam a importância do papel dos nossos pais no desenvolvimento dessas condições. “Conforme vamos entendendo melhor esses fatores, mais podemos ajudar a pessoas a envelhecerem bem”, destaca.
A mesma equipe de pesquisadores já havia publicado outro estudo no início deste ano, no periódico científico Aging, mostrando que a prole de pais que viveram bastante tinha maior probabilidade de ser portadora de genes que protegem contra diversas condições como hipertensão, sobrepeso, obesidade e diabetes tipo 1.

Autor(a): Da Redação

Comentários


Deixe seu comentário Dê sua opinião a respeito desta notícia. Seu e-mail não será publicado.


Código Anti Span Incorreto!
Obrigado! Seu comentário foi postado com sucesso!
Falhou! Preencha todos os campos obrigatórios (*)

+ de Notícias Saúde

Saúde realiza vacinação contra a gripe até dia 26 de maio

19/04/2017

A 19ª Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe começou na última segunda-feira, 17, e as vacinas estão disponívei...

Vereadora consegue recursos para castração de animais

19/04/2017

A vereadora Thaís Souza (PSL) conseguiu junto ao deputado estadual Lincoln Tejota (PSD), uma emenda de R$ 180 mil será dest...

Medo da febre amarela? tire suas dúvidas

07/04/2017

Desde 1980 o Brasil não registrava um surto tão grande de febre amarela. De dezembro para cá, houve 2 104 casos notificado...

Dengue recua, mas a população ainda precisa ficar atenta e manter o combate

07/04/2017

A população anapolina pode comemorar. Os registros oficiais da Secretaria Estadual de Saúde, referentes à semana 13- de 0...