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Queimadas em vegetações e plantações estão têm registro de incidência na região de Anápolis

Meio Ambiente Comentários 10 de agosto de 2017

Bombeiros alertam que o pico no número de incêndios ocorre neste período por conta do mato ressecado, o calor e a baixa umidade


Embora já se esteja em um período que favorece a sua ocorrência, a estação da seca ainda não provocou este ano grandes queimadas na região de Anápolis e dos outros nove municípios da área de abrangência do 3º Batalhão de Bombeiro Militar (3ºBBM), apesar desse considerado ponto crítico se estender até setembro, mas com possibilidade de chegar a outubro.
“Já estamos no auge, ou seja, no ponto mais crítico das queimadas em vegetação e, também, em plantações em nossa região”, confirma o tenente coronel Ricardo Silveira Duarte, comandante do 3º BBM. Ele revela que, nos dois meses que antecedem o período das chuvas, o tempo seco, aliado ao calor e à baixa umidade do ar favorece a ocorrência de grandes incêndios na vegetação. “Por essa razão que esse é um período que carece de muita atenção da população e também do Corpo de Bombeiros”, acrescentou o comandante, satisfeito com o resultado do trabalho de prevenção que o 3º BBM desenvolve sobre a importância de não se colocar fogo na vegetação e de se preservar o meio ambiente.
Através do programa Cerrado Vivo, os Bombeiros realizam campanhas de conscientização em escolas públicas e particulares e em outros segmentos da sociedade, orientando alunos, professores, funcionários e a população em geral, sobre a importância de se preservar o meio ambiente e não se colocar fogo na vegetação. Na zona rural, a campanha é desenvolvida junto aos produtores, que são, também, orientados a providenciarem abafadores para o combate a principio de incêndios e a construir aceiros em áreas de vegetação próximas às suas casas, granjas e currais.
O tenente coronel Ricardo Silveira Duarte se ampara em dados estatísticos para mostrar que o número de incêndios na vegetação foi maior de janeiro a julho de 2016, em relação ao mesmo período deste ano. Ele não tem uma estatística específica de incêndios ocorridos na área de atuação do 3º BBM, mas mostra que em todo o Estado foram registrados 2.902 incêndios em vegetação de janeiro a julho de 2016, contra 2.677, o que representa uma redução de 225 ocorrências no mesmo período deste ano.
MIGRAÇÃO
Em plantações, a queda no número de incêndios foi, ainda, maior. De acordo com a estatística do Corpo de Bombeiros, nos sete primeiros meses de 2016 ocorreram 101 incêndios em plantações, contra 53 no mesmo período deste ano. “Ainda assim, não podemos comemorar”, destacou o comandante, lembrando que, por serem os dois meses mais críticos, a população e os Bombeiros precisam ficar alertas porque o maior número de registros de queimadas ocorre, exatamente, em agosto e setembro.
Ele reforça esse ponto de vista com números de queimadas da estatística do Corpo de Bombeiros em todo o Estado. De acordo com o tenente coronel Ricardo Silveira Duarte, os maiores registros aconteceram nos últimos três meses, por causa do fim do período das chuvas, da vegetação seca, do vento e da baixa umidade no ar. Este ano ocorreram 333 queimadas em maio, 806 em junho e 1.219 em julho, ante 766 em maio, 824 em junho e 1.450 em julho do ano passado.
O fato se repete em plantações de áreas rurais. De acordo com a mesma estatística, em maio deste ano ocorreram três incêndios em plantações, outras cinco em junho e 40 em julho. No ano passado foram sete incêndios em plantações em maio, 15 em junho e 67 em julho. “A tendência é ocorrer mais incêndios em vegetação e também em plantações a partir de agora”, alerta o comandante do 3º BBM orientando a população e os produtores rurais a não colocarem fogo em terrenos baldios como também, em áreas de cultivo de plantações ou para a formação de pastos.
Ele lamenta a falta de consciência de algumas pessoas e lembra que outras conseqüências negativas provocadas pelas queimadas são as frequentes migrações de abelhas, répteis e outros animais que vivem no campo, para as áreas urbanas. “O fogo e a fumaça afugentam muitos animais de seu habitat natural para as áreas urbanas”, confirma, revelando que nesta época do ano os Bombeiros são muito acionados para a captura de animais.
O tenente coronel Ricardo Silveira Duarte acredita que o tempo chuvoso mais prolongado deste ano contribuiu para a redução do número de queimadas, diferentemente de 2016 quando ocorreram mais incêndios devido ao prolongado período de estiagem. Em 2016 um grande incêndio na área rural dos distritos de Goialândia e Souzânia destruiu dezenas de plantações de bananas e eucaliptos, tendo provocado prejuízos irreparáveis aos seus proprietários. Este ano, ainda não foi registrado nenhum incêndio de grande proporção na região de Anápolis e dos outros nove municípios onde o 3º BBM atua.
A Lei Complementar nº160/2017, que regulariza benefícios fiscais concedidos por Estados e Distrito Federal sem o aval do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) da última terça-feira, 08,. Essa convalidação dos incentivos fiscais deve ocorrer mediante Convênio celebrado pelos Estados e DF, que deverá ser aprovado pelo Confaz em até 180 dias. A lei vai beneficiar mais de 500 empresas que usufruem os benefícios dos programas Fomentar/Produzir e que corriam o risco de terem cancelados os incentivos dados pelo Estado.
O Convênio poderá ser aprovado e ratificado por dois terços das unidades federadas e um terço das unidades integrantes de cada uma das cinco regiões do país. Além disso, o Convênio autorizará os Estados a manter as isenções, incentivos e benefícios fiscais concedidos em até 15 anos e aderir aos que já foram concedidos por outras unidades da mesma região.
Para o secretário da Fazenda de Goiás, João Furtado, os vetos à lei não foram prejudiciais ao Estado. “Um dos vetos era a permissão para que as empresas incluíssem a redução nas alíquotas de ICMS como subvenções para investimento no cálculo do lucro real. A Receita Federal tem autuado empresas para que paguem os impostos com base em todo o ICMS, mesmo a parcela reduzida artificialmente pelo incentivo”, explicou.

Autor(a): Ferreira Cunha

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