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Quase metade dos focos da dengue está no lixo

Saúde Comentários 14 de maio de 2015

Dados de levantamento reforçam importância do engajamento da população na prevenção


Os resultados do segundo ciclo do Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa), de março e abril de 2015, indicam que os principais criadouros do mosquito em Goiás são o lixo (48%) e os reservatórios de água ao nível do solo (17%). Outros itens que proporcionam ambiente para o desenvolvimento do inseto são os pequenos depósitos móveis, como vasos de plantas, bebedouros de animais e baldes (14%); pneus (10%); pequenos depósitos fixos, como calhas, lajes, vasos sanitários e ralos de banheiro (6%); criadouros naturais, como ocos de árvores, ocos em pedras e flores (3%); e reservatórios de água elevado (2%).


A superintendente de Vigilância em Saúde da Secretaria de Estado da Saúde (SES-GO), Maria Cecília Martins Brito, afirma que os índices de infestação identificados pela pesquisa são preocupantes, com 29 municípios em alto risco (infestação maior que 3,9%) e 100 municípios em alerta (entre 1 e 3,9%). “Esse resultado demonstra que mais do que nunca, os gestores municipais devem intensificar as mobilizações sociais no combate à dengue”, alerta Maria Cecília.


A superintendente analisa que os dois principais criadouros estão diretamente ligados à atuação da população (hábitos inadequados de descartes e acúmulo de água para consumo) e do poder público (coleta e destinação de lixo, limpeza pública e fornecimento de água). “Isso deve ser levado em consideração pelos gestores municipais para desenvolverem estratégias de enfrentamento e ações educativas voltadas para a mudança de hábito da população”, considera.

Autor(a): Da Redação

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