(62) 3317 5500 • comercial@jornalcontexto.net

Quase duas mil pessoas habitam favelas em Anápolis

Cidade Comentários 30 de dezembro de 2011

Novos números divulgados pelo IBGE traçam um mapa das áreas de favelas e invasões onde os moradores vivem em situação precária. O Município tem duas áreas classificadas


Anápolis integra um grupo formado por 323 municípios brasileiros onde há pessoas residindo nos chamados aglomerados subnormais, cuja denominação abrange a diversidade de assentamentos irregulares existentes no País, conhecidos como: favela; invasão; grota; baixada; ressaca; mocambo; palafita, dentre outros. Em Goiás, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), através do Censo de 2010, apontou que em Goiás, existem 12 aglomerados subnormais, sendo sete em Goiânia, dois em Anápolis, dois em Novo Gama e um em Valparaíso de Goiás.
Em todo o Estado, segundo o levantamento, 8.823 pessoas ocupam 2.431 moradias em áreas favelizadas. Em Anápolis, de acordo com o censo, os aglomerados subnormais concentram uma população de 1.812 pessoas, estando localizados na região dos bairros Novo Paraíso I e Novo Paraíso II. No primeiro está a comunidade também conhecida como Morro do Cachimbo, num total de 513 domicílios. Na capital, Goiânia, 3.495 pessoas residem em 1.066 domicílios nos aglomerados subnormais. Já em Novo Gama foram identificados 425 domicílios de aglomerados subnormais, onde residem 1.607 pessoas e em Valparaíso, 427 domicílios e um total de 1.909 moradores nestas condições.
O IBGE coletou, também, informações no Censo de 2010, sobre as particularidades dos domicílios caracterizados como aglomerados subnormais. Em relação, por exemplo, à forma de abastecimento de água, em Anápolis, nos 513 domicílios mapeados, 461 são servidos através da rede geral e 46 em poço ou nascente na propriedade. Em seis domicílios responderam “outros”. Quanto ao tipo de esgotamento sanitário, o levantamento mostrou que em apenas 14 casas, os moradores eram atendidos com a rede geral de esgoto ou pluvial; dois com fossa séptica, 495 fossa rudimentar, um em rio ou lago.
Em uma residência pesquisada, não havia, sequer, banheiro.
Quanto à destinação do lixo, nas 513 moradias de aglomerados subnormais de Anápolis, 381 têm a coleta por meio do serviço de limpeza; cinco por meio de caçamba de serviço de limpeza; 103 jogam ou enterram os resíduos em terreno baldio ou logradouro; dois jogam em rio ou lago e um optou pela resposta “outros”. Com relação ao serviço de energia elétrica, a pesquisa demonstrou que do total de 513 domicílios, 510 são atendidos, sendo que 498 têm medidor exclusivo e, em 17, o medidor é comum a mais de um domicílio; quatro domicílios não tinham medidor e em três deles, os moradores não contavam com energia.
Em 20 de junho último, técnicos do IBGE se reuniram com representantes do Governo Municipal (secretarias de Educação, Ciência e Tecnologia, de Desenvolvimento Social e Procuradoria Geral) e do Poder Legislativo para discutirem a questão, sendo que, conforme a ata da reunião, à qual o CONTEXTO teve acesso, houve discordância quanto às delimitações para os aglomerados. À época, foi discutida uma possível inclusão dos setores Jardim das Oliveiras e Vila Mioto como aglomerado subnormal, mas ambos ficaram de fora devido ao fato de contarem com uma série de benefícios e equipamentos públicos, não estando, portanto, em conformidade com os critérios de classificação.


O que é
O setor espacial de aglomerado subnormal é um conjunto constituído de, no mínimo, 51 unidades habitacionais carentes, em sua maioria de serviços públicos essenciais, ocupando ou tendo ocupado, até período recente, terreno de propriedade alheia (público ou particular) e estando dispostas, em geral, de forma desordenada e densa.
Os aglomerados subnormais podem se enquadrar, observados os critérios de padrões de urbanização e/ou de precariedade de serviços públicos essenciais, nas seguintes categorias:
a) invasão;
b) loteamento irregular ou clandestino; e
c) áreas invadidas e loteamentos irregulares e clandestinos regularizados em período recente.

Curiosidades
Em 2010, 06% da população do País (11.425.644 pessoas) moravam em aglomerados subnormais, distribuídos em 3.224.529 domicílios particulares ocupados (5,6% do Brasil). Os domicílios se concentravam na região Sudeste (49,8%), com destaque, para o Estado de São Paulo, que congregava 23,2% dos domicílios do País, e o Estado do Rio de Janeiro, com 19,1%. Os estados da Região Nordeste tinham 28,7% do total (09,4% na Bahia e 07,9% em Pernambuco). A Região Norte reunia 14,4%, sendo 10,1% no Estado do Pará. Nas Regiões Sul (5,3%) e, no Centro-Oeste, foi apurada a menor ocorrência (1,8%).

Autor(a): Claudius Brito

Comentários


Deixe seu comentário Dê sua opinião a respeito desta notícia. Seu e-mail não será publicado.


Código Anti Span Incorreto!
Obrigado! Seu comentário foi postado com sucesso!
Falhou! Preencha todos os campos obrigatórios (*)

+ de Notícias Cidade

UniEVANGÉLICA apoiou evento voltado a idosos

16/11/2017

A UniEVANGÉLICA participou das celebrações dos 15 anos do Instituto de Seguridade Social de Anápolis – ISSA, vinculado ...

Município vai ter encontro do Projeto Goiás 2038

16/11/2017

A secretaria estadual de Desenvolvimento Econômico (SED-GO) reunirá representantes do Governo Municipal e da sociedade orga...

Fechamento de bares mais cedo volta à discussão em Anápolis

16/11/2017

Proposta já aplicada em várias cidades brasileiras e defendida por muitas outras, inclusive Anápolis, a limitação de hor...

Mudança extingue a 137ª Zona e remaneja mais de 46 mil eleitores

09/11/2017

Mais de 46 mil eleitores da 137ª zona eleitoral de Anápolis devem ser remanejados para as 3ª, 141ª e 144ª zonas eleitora...