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Quase 600 famílias anapolinas saem da extrema pobreza

Política Comentários 25 de abril de 2015

Relatório da revisão cadastral do Bolsa Família aponta que centenas de famílias encontraram a “porta de saída” e deixaram o programa


Uma boa notícia: 576 famílias anapolinas saíram da situação de pobreza extrema e deixaram de receber o benefício básico do Bolsa Família, do Governo Federal. Outras 461 famílias encontram a “porta de saída” do programa. Em Anápolis, 1.596 famílias foram convocadas para participarem do procedimento. De acordo com o documento, hoje, o Município conta com um total de 15.629 famílias beneficiárias (dado atualizado até o mês de março).
Conforme o levantamento divulgado pelo MDS, 839 famílias saíram do programa em Anápolis, após a revisão cadastral, sendo que 378 delas não atualizaram o cadastro e 461 superaram a renda de RS 154, que dá direito ao enquadramento no Bolsa Família. Estas 839 famílias que deixaram o programa representam 52,6% do total das chamadas para a revisão cadastral e 5,4% do total de famílias beneficiárias do programa. As famílias que mudaram de faixa são aquelas que estavam em situação extrema, caracterizada pela renda mensal de, até, R$ 77 por pessoa da família.
Outro relatório do Ministério do Desenvolvimento Social, pesquisado pelo Jornal Contexto, revela que de 2004 a 2014, ou seja, em uma década, o volume de repasses do Governo Federal para o Bolsa Família teve um crescimento de 816,28%, saltando de R$ 3,051 milhões para R$ 24,908 milhões.
Ao entrar no programa, a família assume alguns compromissos: as crianças e jovens devem frequentar a escola, as crianças precisam ser vacinadas e ter acompanhamento nutricional e as gestantes devem fazer o pré-natal. Em Anápolis, 93,96 % das crianças e jovens de 6 a 17 anos do Bolsa Família têm acompanhamento de frequência escolar. A média nacional é de 92,03 %. Na área da saúde, o acompanhamento chega a 63,57 % das famílias com perfil, ou seja, aquelas com crianças de até 07 anos e/ou com gestantes. A média nacional é de 73,44 %.
Além de ter benefícios específicos para famílias com crianças e jovens, em 2011 o Bolsa Família começou a pagar, também, benefícios para gestantes e nutrizes. Em janeiro de 2015, no Município, 389 famílias recebiam o benefício variável à gestante (BVG) e 343 famílias recebiam o benefício variável nutriz (BVN).

Goiás
No Estado de Goiás, 7,9 mil famílias superaram o valor mensal de R$ 154 por pessoa, que dá direito ao Bolsa Família. Isto significa que elas saíram da pobreza e, por isso, não receberão mais o benefício, de R$ 170 em média. As demais 7,6 mil declararam ganhos acima da faixa da extrema pobreza, caracterizada por renda mensal de até R$ 77 por pessoa da família. Nesse caso, começarão a receber um valor menor do Bolsa Família.
A revisão cadastral de 2014 teve a maior participação histórica entre os beneficiários. Cerca de 25,8 mil famílias - 82,2% do total que precisava atualizar seus dados - compareceram aos Centros de Referência da Assistência Social e aos postos de atendimento do Bolsa Família nas cidades goianas.
A revisão cadastral é um processo obrigatório e de rotina, realizado todos os anos e voltado para os beneficiários que não atualizam os dados no Cadastro Único há mais de dois anos, o que garante que o benefício seja pago para quem, realmente, precisa. As famílias são convocadas por meio do recibo de saque do benefício do Bolsa Família.
A Revisão Cadastral garante que as informações declaradas pelas famílias no Cadastro Único estejam atualizadas. Com dados de maior qualidade, é possível avaliar se o beneficiário do Bolsa Família ainda atende às condições necessárias para continuar a fazer parte do programa. E, dependendo das mudanças na situação da família - como alteração de renda, mortes ou nascimentos -, ela pode ter direito a um valor diferente daquele que recebia antes de atualizar o cadastro. (Com informações do Ministério do Desenvolvimento Social)

Evolução dos repasses do Bolsa Família em Anápolis
2004 - R$ 3,051 milhões
2005 - R$ 6,006 milhões
2006 - R$ 6,836 milhões
2007 - R$ 7,851 milhões
2008 - R$ 9,572 milhões
2009 - R$ 10,858 milhões
2010 - R$ 11,164 milhões
2011 - R$ 14,127 milhões
2012 - R$ 18,277 milhões
2013 - R$ 21,438 milhões
2014 - R$ 24,908 milhões

Autor(a): Claudius Brito

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